A Casa Legislativa da Mãe Joana

A desproporcionalidade no orçamento da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte já seria de assustar não houvesse um probleminha adicional: a falta de controle interno e externo dos gastos que permitiram a manutenção  por anos de uma centena beneficiários fantasmas, pelo menos até onde se sabe.

A caixa preta da AL, afinal, não é um mito, não é lenda. E não acontece exclusivamente aqui, mas alhures, profusamente, tirando recursos da população e irrigando esquemas de vagabundagem pura.

Palavra forte?

Pois é branda demais para explicar a quantidade de telefones celulares – mais de 100 – retomados pelo presidente da Casa dois meses antes da eclosão do escândalo propriamente dito.

No patamar dos 5,5 milhões há quem ache que essa cifra desviada pode aumentar muito mais na medida em que as investigações avançarem. São 20 mil cheques salários emitidos entre 2006 a 2011 para fantasmas padrão Assembleia.

Um retrato triste da mazela que corroí o país em níveis os mais variados. Um exemplo estarrecedor do péssimo funcionamento da máquina pública que precisa de uma injeção de decência republicana.

 

Deixe seu comentário