Categoria: Marcelo Hollanda

23 dez by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Feliz Natal e um Ano Novo repleto de paz

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A noite de natal é cercada de simbolismo. O mais importante é que o espírito de solidariedade, esperança, paz e união seja constante na vida de cada um por todo o ano e não somente nessa época.

Que 2016 venha repleto de paz, amor, esperança, trabalho, saúde.

Agradecemos a você que nos honra com seus acessos ao Portal Companhia da Notícia.

Desejamos que Deus, em Sua infinita bondade, nos proteja das traições, das falsidades, das guerras, dos inimigos e nos abençoe sempre.

 

Aproniano César
Ivo Freire
João Ricardo Correia
Joaquim Pinheiro
Marcelo Hollanda
Waldir Barroso

 

 

19 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Parceria entre veículos de comunicação reforça compromisso com a sociedade

ARTE_QUADRADA

 

Seriedade e credibilidade acima de tudo.

A frase acima não é somente nosso slogan. Desde agosto passado, é nosso compromisso. A TV União de Natal e o Portal Companhia da Notícia firmaram parceria para informar, interagir, tornar públicos assuntos de interesse da coletividade, de forma transparente, responsável, ética.

Essa parceria já gerou bons resultados editoriais, maior interação com o público, seja por meio da audiência direta aos veículos, como também nas redes sociais da internet. Projetos estão sendo elaborados para enriquecer nosso trabalho.

Somos dois veículos de comunicação abertos aos mais diferentes assuntos, sempre respeitando o ser humano. Não nos deixaremos levar pelo imediatismo irresponsável, por interesses mesquinhos, por factóides que não acrescentam em nada à qualidade de vida daqueles que nos prestigiam com sua audiência.

Ao acessar o Portal, você acompanha, 24 horas por dia, a programação da TV União. E os destaques do Portal você sabe assistindo ao RN Urgente, às 11:30, apresentado por Wilma Wanderley.

 

21 set by Marcelo Hollanda

Hub da Latam: menos torcida e mais fatos. Seria pedir muito?

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Não se trata de aposta, trata-se de jornalismo, de levar a melhor informação. No último sábado (19) os dois principais jornais diários de Natal circularam com os títulos principais de capa com enfoques diametralmente opostos.

NOVO JORNAL: “Natal é a mais viável para o hub, diz estudo da Latam”.

TRIBUNA DO NORTE: “Gasto para a construção do hub da Latam é maior no RN”.

Ambas as matérias são baseadas numa única fonte: a Consultoria britânica Oxford Economics, contratada pela companhia aérea para avaliar o impacto e potencialidades da implantação da estrutura no Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

Ou seja, qual desses estados oferece as vantagens mais competitivas para receber um hub de milhões que terá impacto direto sobre a economia?

Em nenhum momento o NOVO se refere aos custos de implantação mencionados pela TRIBUNA, que oferece dados mais abrangentes do estudo, independentemente das informações favorecerem ou não o Rio Grande do Norte.

O que está em questão aqui não é a torcida, mas o processo que leva a resultados concretos. Quem cobre economia nos últimos 10 ou 15 anos conhece bem o fantasioso processo que levou o RN a fracassos retumbantes. Na ponta de fiascos históricos  estavam sempre inverdades baseadas em interesse dos governos em diferentes ocasiões.

Isso não significa que o RN não receberá o hub – cuja decisão será anunciada no fim do ano -, mas que a situação também não traduz um céu de brigadeiro para justificar o clima de “já ganhou”.

O publico merece os fatos. Seria pedir muito?

 

9 set by Marcelo Hollanda

“Agendas positivas” precisam de “vontade política”. Só falta combinar com o povo

Se há duas expressões que mereceriam ser banidas da face da terra elas seriam: 1) “agenda positiva” e 2) “vontade política”.

No RN – e de resto em todo o País – ambas são muitíssimo usadas por todos os atores sociais que gostariam de ver seus propósitos alcançados.

Mas também definem aquilo que não existe de verdade, o que só está na cabeça dos espertos.

Veja o caso da tal “agenda positiva”, evocada toda a vez que o governante precisa retocar a realidade com informações favoráveis. De tão usada faliu.

Já no caso da “vontade política” a impressão que fica é outra; traduz alguma coisa dos tempos da República Velha em que tudo precisava da mãozinha de um todo poderoso, de um coronel, facilitando a vida daqueles  em que suas abas habitassem.

Terrível isso, mas é verdade. Década após década, século após século, não se fala em conquistas por mérito ou realidades indutoras de verdades – é sempre vontade de algum poderoso ou propaganda enganosa.

Quem não se lembra da agenda positiva de Wilma de Faria quando ela embarcou no PAC que projetou Dilma Roussef ainda no segundo governo Lula para lançar a sua “Agenda do Crescimento”,  carinhosamente apelidada por ela mesma de “paczinho do Rio Grande do Norte”.

Não deu em nada, é claro, apesar da vontade política.

8 set by Marcelo Hollanda

Minha Casa com menores investimentos propõe mudança no foco dos empresários

O programa Minha Casa Minha Vida, lançado pelo governo federal para atacar o déficit imobiliário, sempre teve um viés elitista. E durante algum tempo deu às construtoras o fôlego de que elas precisavam para continuar com suas linhas de montagem aquecidas. Tanto é verdade que produziu um número bem maior de unidades habitacionais para a faixa de três a 10 salários mínimos de renda – ou seja, a classe média – na relação com a faixa de zero a três salários.

Na Caixa, as regionais se adaptaram para abraçar essa demanda de mercado no tempo em que a taxa de juros não chegava aos 8% ao ano. Bons tempos que não voltam mais. Agora, o governo federal admite cortes profundos na fase três do Minha Casa, o que agravará a já combalida situação da construção civil.

Mas nem tudo está perdido: com o dólar no patamar atual e promessa de continuar subindo, os projetos imobiliários de segunda residência para turistas propõe um déjà vu nos negócios. Anunciam uma remodelagem no foco dos empreendimentos. Países de economia pobre, quando podem, vivem de turismo e do apetite de quem tem moedas fortes nos bolsos.

É o Brasil voltando às origens, com turistas voltando e tuc tuc fazendo o transporte.

3 set by Marcelo Hollanda

Não há modernidade que resista à falta de dinheiro

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Sem abrir mão de muitas de suas prerrogativas que ajudaram a afundar o país, o Governo Federal não fala em enxugar sua gigantesca máquina com o mesmo entusiasmo e velocidade com que acena com novos tributos.

Com os Estados quebrados e outros na iminência de, a máquina estatal do Rio Grande do Norte acaba de beliscar mais uma parcela do Fundo Previdenciário do Estado por razões que dispensam comentário, são óbvias.

A decisão do Governo Federal de excluir a indústria têxtil e de confecções do grupo de atividade que terá alta reduzida da alíquota sobre a folha de pagamento acrescentou outro complicador, já que se trata de um setor relevante para a economia potiguar.

Basta lembrar que o fechamento de uma única unidade têxtil aqui há alguns anos foi o que bastou para derrubar os números de fornecimento de energia consumida pelo setor industrial do RN.  E ainda nem estávamos perto da recessão que se apresentou agora.

Com mais desemprego à vista e sem nenhum escape que supra suas fragilidades econômica, falta ouvir das autoridades locais algo mais substancial do que as velhas agendas positivas.

Ao manter seu apoio ao Partido dos Trabalhadores por gratidão, já que debita à interferência do ex-presidente Lula sua vitória nas eleições do ano passado, Robinson – como já foi dito aqui neste espaço inúmeras vezes – espera por uma reviravolta que não virá antes de 2018 pelo andar da carruagem.

Se o hub da TAM não vier para o Estado, cairá por terra  parte da agenda de positividades do governador, que precisará lutar por uma situação política que lhe permita uma reeleição no futuro.

Mas, com Fátima e Mineiro em cada uma das barras da calça, problemas para fechar as contas e sem dinheiro para investir, não há como explicar para a população de que maneira o “governo da modernidade” pretende agir para melhorar as coisas.

Política e economia andam juntas. É como a letra de uma música: quando a primeira não é boa, a segunda compensa e dá conta do recado. Mas quando tudo está ruim qualquer discurso fica parecido c0om uma grande desarmonia.

 

 

2 set by Marcelo Hollanda

Governo da modernidade ainda não conversa com suas prioridades

 

O consumo de energia elétrica no Rio Grande do Norte vem caindo muito antes do que o consumo de energia elétrica no Brasil como um todo, independentemente das oscilações regionais para cima ou para baixo. Agora, que a recessão econômica faz com que o consumo residencial despenque uniformemente no país, é preciso que se reflita nas prioridades do governo estadual que se diz “muito técnico” e “muito moderno”.

Com o dólar batendo na casa dos R$ 3,70, é claro que o turismo do RN deve ser visto entre as prioridades do governo Robinson. Isso implica, no entanto, em intervenções na infraestrutura, na divulgação do destino e na criação de novos produtos além do sol e do mar. Até aqui, nenhuma novidade. Com a arrecadação caindo e o dólar disparando, toda a pequena atividade exportadora deve ser estimulada em ações conjuntas de curtíssimo e médio prazo.

Quando se fala em melhorar as receitas com o turismo isto implica também em melhorar consideravelmente a segurança e o  transporte – coisas que até agora são peças de ficção, embora o governo Robinson insista em dizer o contrário no afã de manter uma agenda positiva a qualquer custo.

Mas a “modernidade” – se não for uma heresia mencionar essa palavra no contexto brasileiro – implica em duas coisas: reconhecer as dificuldade e buscar ações verdadeiramente integradas para solucioná-las. O governador deve reger essa orquestra com simplicidade e discretamente, deixando os resultados falarem por si.

Fora da cadeia do turismo, que  comporta mais de 50 segmentos de negócios, a crise hídrica e a perda contínua de ativos no campo impõem ao governo estadual uma interlocução mais efetiva com o agronegócio que lidera no campo da exportação.

Em julho, a Agrícola Famosa, um dos pesos pesados da exportação de frutas, abriu 1.100 novas vagas de trabalho à espera do início da safra de melão. No entanto, não se vê a mais tímida ação do governo local em estreitar a interlocução com um dos únicos segmentos que mais admitiu do que demitiu neste ano de recessão.

Preso a um calendário de ações idêntico ao de anos anteriores, com mudanças cosméticas, o secretário de Agricultura deste “técnico” governo Robinson ainda não deslanchou. Continua com a mesma insegurança de sempre, tateando num terreno desconhecido e sem demonstrar o mais pálido intenção de mudar.

Na esperança que uma articulação política que traga o hub para o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, mas sem as mínimas condições básicas que permitam supor que esta é uma vitória ganha, o Rio Grande do Norte continua lutando contra problemas conhecidos e, o que é pior, do mesmo jeito antigo.

27 ago by Marcelo Hollanda

Se consultoria resolvesse, o RN estaria no paraíso. Mas nunca é tarde para mudar

 

Lançamento do Projeto de Modernização da Gestão PúblicaO RN é uma mãe para consultores aposentados ou na ativa. Pessimismo? Não, é a pura realidade.

A Fiern já apresentou um estudo de fôlego de todas as cadeias produtivas que merecem atenção e pagou a fatura passando a sacolinha  por um grupo de empresários. O documento foi lançado com pompa e disponibilizado para que o governo estadual aprofundasse seu entendimento sobre o que importa ou não.

Mas quem já está calejado sabe que para se construir uma boa estrada é preciso alterar até a cultura dos operários, azeitar a máquinas, substituir as peças com defeito, criar rotinas, fiscalizar insanamente seu cumprimento e usar para tanto todas as ferramentas de controle à disposição. E, principalmente, prezar sinceramente pela meritocracia – não apenas no discurso.

Se não for assim, será mais um plano, mais um monte de papel que – a gente sabe – tolera tudo.

Quando uma empresa privada resolve antecipar investimentos ou criar um sistema seja lá para o que for,  tudo isto é cercado de uma série de protocolos feitos para funcionar. Trata-se das pouquíssimas empresas brasileiras que fazem isso até para sobreviver à hostilidade da economia brasileira, que desacostumou a si própria e a muitas agentes da produção a encarar desafios com a arma da competência.

Construir uma estratégia de governo num estado que historicamente despreza estratégia e adora soluções políticas é como destruir uma barra de aço com as próprias mãos.

26 ago by Marcelo Hollanda

Robinson retorna à logica de que governante vivo é o que faz propaganda

Imagem Novo Jornal

De primeiro lugar na taxa de desemprego no País para o terceiro lugar, anunciado nesta quarta (26) na manchete principal da TRIBUNA DO NORTE, atrás só da Bahia e de Alagoas, o Rio Grande do Norte amarga uma situação que infelizmente não é inédita. A de colher frutos antes de plantá-los.

Sofrendo os mesmos problemas decorrentes da recessão econômica que atinge as demais unidades da Federação, o RN teria melhores condições de não estar nessa triste posição no ranking do desemprego não valorizasse tanto a política em detrimento de parâmetros técnicos e racionais.

Um exemplo eloquente dessa distorção aconteceu recentemente quando militantes do MST fecharam por horas o acesso de passageiros por carro ao aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo, obrigando mulheres, homens e crianças caminharem até o terminal sob um sol escaldante.

Hora depois, os líderes desse mesmo movimento foram recebidos em audiência pelo governador Robinson Farias, que se esmerou em promessas e agrados, atendendo seus aliados petistas.

Para um governador que vem se empenhando tanto pela instalação de um hub naquele aeroporto, aceitar que o MST se impusesse sugere que ainda não temos maturidade para entender uma vida fora da política. Além, é claro, de emitir um sinal aos investidores que aqui é possível atrapalhar a vida de um aeroporto e ainda ser acariciado por isso.

Mesmo de forma mais comedida, sem lançar mão de ridículos slogans e logomarcas de governo , Robinson já botou no ar sua propaganda institucional na qual a realidade de um estado com claras dificuldades é pintada com cores generosamente positivas. Nesse sentido, ele repetiu em detalhes o que já fizeram seus antecessores.

Não há mais espaço para esse tipo de coisa.

 

 

26 ago by Marcelo Hollanda

Gustavo Nogueira encarna antigos personagens para falar de “modernidade”

O Secretario Estadual de Planejamento e das Finanças, Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira, nos diz seu currículo, é professor universitário e administrador, psicólogo com doutorado em conflito, negociação e decisão.

A partir de agora incluam mais um título: ficcionista e dos bons.

Em entrevista ao Bom Dia RN, nesta quarta-feira (26), o secretário antecipou que dentro do planejamento estratégico (?) para o Estado nos próximos 20 anos o que nos aguarda terá reflexo direto sobre a governança corporativa da máquina, mas sempre com o anteparo da consulta popular. Não foi essa exatamente a sequência de suas palavras, mas o conteúdo vai nessa direção.

Quem acompanhou os últimos governos potiguares sabe que uma das atribuições dos secretários de Planejamento é anunciar o lançamento de livros que nem foram escritos. Por isso mesmo, quando dão entrevistas, o conteúdo fica meio vago, meio distante de qualquer realidade palpável. Ninguém encarnou melhor esse papel do que Vagner Araújo, secretário de Planejamento de Wilma de Faria, de cujo gabinete brotou as mais arrojadas obras da ficção potiguar que se tem conhecimento.

Embora reúna talento para o mister, Gustavo Nogueira jamais deveria associar conceitos de “governança corporativa”  a uma máquina cujos vícios e problemas transcendem ao poder de resolução de uma única gestão que nem chegou a seu primeiro ano.

Tem mais: ao anunciar mudanças profundas para atender a obsessão do governador por uma “modernidade” que nem ele sabe explicar, o secretário deveria vir munido com informações que indicassem por onde esse choque de gestão começaria. E isto, é claro, ele não fez.

Num tempo em que o governo federal lança o corte de 10 ministérios  sem fornecer uma única informação a respeito, esse factoide de Gustavo Nogueira, por ora, vai lhe conferindo o título de “Rolando o Lero”.

Amado Mestre!

21 ago by Marcelo Hollanda

A Casa Legislativa da Mãe Joana

A desproporcionalidade no orçamento da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte já seria de assustar não houvesse um probleminha adicional: a falta de controle interno e externo dos gastos que permitiram a manutenção  por anos de uma centena beneficiários fantasmas, pelo menos até onde se sabe.

A caixa preta da AL, afinal, não é um mito, não é lenda. E não acontece exclusivamente aqui, mas alhures, profusamente, tirando recursos da população e irrigando esquemas de vagabundagem pura.

Palavra forte?

Pois é branda demais para explicar a quantidade de telefones celulares – mais de 100 – retomados pelo presidente da Casa dois meses antes da eclosão do escândalo propriamente dito.

No patamar dos 5,5 milhões há quem ache que essa cifra desviada pode aumentar muito mais na medida em que as investigações avançarem. São 20 mil cheques salários emitidos entre 2006 a 2011 para fantasmas padrão Assembleia.

Um retrato triste da mazela que corroí o país em níveis os mais variados. Um exemplo estarrecedor do péssimo funcionamento da máquina pública que precisa de uma injeção de decência republicana.

 

6 ago by Marcelo Hollanda Tags:, , , ,

Os números incômodos da Guararapes e a chegada de Flávio Azevedo

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No mesmo dia, esta semana, em que o empresário Flávio Azevedo assumia a pasta do Desenvolvimento Econômico do governo Robinson, os jornais divulgavam a queda assombrosa do lucro líquido do grupo Guararapes, um dos símbolos do orgulho potiguar.

Controlador da rede de lojas Riachuelo e do shopping Midway Mall, entre outros negócios bem sucedidos, a queda registrada atingiu os impressionantes 40% – dos 124 milhões no ano passado desabou para 74,6 milhões este ano de lucro líquido consolidado. No semestre esse recuo bateu na trave dos 19%, exatamente quando os problemas do país vieram todos à tona de uma só vez.

O resultado disso para qualquer varejo são os estoques saindo pelo ladrão sem a desova que seria esperada. Embora não seja o fim do mundo para um gigante habituado a voar por céu de brigadeiro,  a turbulência acendeu todas as luzinhas vermelhas no painel de controle.

Enquanto isso, na Governadoria, o ex-presidente da Federação da Indústria potiguar assumia um cargo que vem se caracterizando, nos últimos anos, como um dos mais inócuos da estrutura palaciana. E fez isso com o otimismo habitual que costuma esconder o homem competente, pragmático e até eventualmente mal humorado que está por detrás.

Afinal, desde o governo Wilma de Faria, Flávio Azevedo não faz outra coisa a não ser manter o moral elevado, até por força do ofício de presidente da Fiern antes da posse de Amaro Sales.

Irritante para alguns petistas que vivem agarrados nas abas do governo, nem toda a competência do novo secretário, que é notória, terá efeito sobre projetos antigos que jamais saíram do lugar – mais ainda agora com a recessão instalada.

Só que desta vez Robinson pegou um subordinado diferente, que ele não poderá desautorizar pelas redes sociais como fez com o anterior.

E isto, acreditem, faz toda a diferença.

Foto: Ivanízio Ramos – Secom RN

4 ago by Marcelo Hollanda

Robinson brinda a baderna com promessas e dá um péssimo exemplo

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Por oito horas, nesta segunda-feira (3) os militantes da conhecida milícia do MST – Movimento dos Sem Terra – infernizou a vida de quem buscou embarcar e desembarcar do aeroporto Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante. Como recompensa, à noite, a liderança do movimento que eternamente pede terras e subsídios ao governo central foi recebida em gabinete pelo governador Robinson Faria (FOTO). E saiu de lá com promessas.

“O governo (do Estado) já assumiu o compromisso com a perfuração de poços em áreas de assentamento, vamos montar uma equipe técnica para dar apoio aos sem-terra, adquirir também kits para irrigação e vamos incluir o MST no grupo de gestão da Central de Abastecimento”, disse o governador, que destacou ainda o diálogo contínuo com o MST na área de Educação, que já teve muitas reivindicações atendidas. Pelo menos é o que está no release distribuído pela assessoria de imprensa.

Em meio a uma seca que está aniquilando com a riqueza que ainda sobra no campo, a boa vontade de Robinson para com um movimento que na última década não colaborou em nada para alterar o perfil produtivo do país irrita. Principalmente porque soa como um prêmio para quem tumultua e ameaça a ordem pública.

O direito que o MST tem a protestar contra decisões de uma ajuste fiscal deflagrado por um governo que o movimento apoia é o mesmíssimo das pessoas que precisavam pegar um avião  (podia ser ônibus, carro, trem), mas foram humilhadas e obrigadas a andar à pé sob o sol forte para não perder seus horários e compromissos.

Recém chegado de um encontro dos governadores com a presidente da República, que prometeu liberar cargos de confiança em troca de uma aliança pela governabilidade do país, Robinson mostra quão relativos são seus pesos e medidas.

Na hora de mostrar que não funciona sob pressão, aquiesce.

20 jul by Marcelo Hollanda

Susto com a notícia de que TAM vai cortar até 10% das operações no Brasil

Aparentemente, a decisão da Latam Airlines, anunciada nesta segunda-feira (20), de reduzir gradualmente suas operações no Brasil entre 8% a 10%, diante do quadro de desaceleração econômica, não afetará as estratégias de longo prazo da companhia.

Elas incluem a renovação de frota e os estudos de viabilidade de implantação do centro de conexões do Nordeste ou hub como preferirem, objeto de feroz disputa entre o Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

A notícia, mesmo assim, produz certo frio na espinha, já que um investimento de porte como o hub só acontece quando todas as variáveis estão devidamente equacionadas.

Até lá, continuaremos suando frio e passando por sobressaltos.

A decisão da Latam só afetará neste momento a oferta de assentos nas aeronaves porque, basicamente, as pessoas estão sentindo o arrocho da economia e viajando menos.

Isto não significa, porém, que os demais negócios da companhia sigam no mesmo compasso.

O governo do RN precisa desesperadamente de um investimento grande, pois com a seca e o quadro macroeconômico a equipe econômica de Robinson ainda não se apercebeu da grave perda  de ativos na indústria e no agronegócio, se é que se pode chamar assim a insipiente atividade no campo.

Mas é esta atividade  agropecuária, que responde por nossas exportações, que estão sob ameaça. Cada cabeça de gado, cada pé de caju, tudo isso traduz enriquecimento ou na falta, empobrecimento. Infelizmente, a seca conseguiu fazer seu estrago sem que as autoridades tenham pensado em aliviar a corda dos produtores.

O hub da Latam está longe de resolver esse problema, mas certamente daria um belo alento aos desesperados.

14 jul by Marcelo Hollanda

Em demonstração tardia de austeridade, Assembleia recolhe 121 celulares voadores

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Um simples levantamento na Assembleia Legislativa do RN permitiu que 121 celulares que não eram mais de deputados e tampouco de assessores da Casa pudessem ser recolhidos.

Só agora, na metade do ano que marca a grande recessão brasileira na qual quase nove milhões de brasileiros perderam seus empregos!

Na mesma entrevista em que fala da retomada dos celulares voadores, publicada na TRIBUNA DO NORTE desta terça-feira (14), o presidente da AL, deputado Ezequiel Ferreira, também demonstra a preocupação dele com a crise hídrica.

Ou seja, preocupado com a falta de água e a recessão na economia, o deputado resolveu confiscar celulares que estavam por ai, beneficiando sabe-se lá quem.

Mais coelhos podem sair desta cartola, basta querer.

Os Poderes estão no centro de uma cobrança que hoje assola mais o Executivo, mas amanhã pode definitivamente se instalar no Legislativo e no Judiciário com o recrudescimento da crise.

Razão: muito dinheiro para pouco resultado.

Setores da sociedade civil – que não são os movimentos sociais do PT  até pouco tempo  irrigados com generosas injeções de dinheiro público – acompanham,  atentas, ao esbanjamento que ocorre nesses Poderes da República.

Haverá um dia em que não bastarão demonstrações de pífia austeridade.

 

 

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