Categoria: Ricardo Roland

7 out by João Ricardo Correia

“Celso Amorim não tem autoridade para falar de democracia”

Ministro Celso Amorim

 

O texto abaixo foi publicado no Fórum de Leitores do Estadão, em 25 de agosto de 2013.

A Comissão no Doi-Codi

É inaceitável a atitude autoritária e antidemocrática do Exército brasileiro de impedir a entrada dos integrantes da Comissão da Verdade no local onde funcionava o famigerado DOI-Codi, o centro de torturas durante a ditadura militar. Quem não deve não teme. O Exército precisa ter transparência e se adequar aos tempos de democracia, cidadania e liberdades cívicas. O Exército brasileiro deveria pedir desculpas pelas torturas, assassinatos e crimes cometidos durante os anos de chumbo nos porões da ditadura militar que assolou o Brasil por longos 21 anos e ser o primeiro interessado em abrir as suas portas e os seus arquivos, num Estado Democrático de Direito. E deveria tomar a iniciativa de fazê-lo justamente para que tais fatos não sejam esquecidos e jamais voltem a se rep etir no nosso país. Cabe agora ao ministro da Defesa, Celso Amorim, determinar tal autorização para que a Comissão da Verdade atue livremente e cumpra a sua nobre missão. Tortura nunca mais!

Renato Khair
renatokhair@uol.com.br
São Paulo
Resposta do médico Humberto de Luna Freire Filho

 

Minha resposta ao pobre subserviente

Meu caro, sou profissional liberal da área da saúde. Não sou porta voz de militar, mas… acredito que eles só irão dar permissão para que essa escória, a qual deram o nome de “comissão da verdade”, visite as instalações militares, quando a quadrilha governante, composta de terrorista, torturadores, assaltantes de banco, sequestradores, assassinos de civis e arrombadores (as) de cofres visitarem as masmorras de Cuba e trouxerem um relatório sobre os noventa mil mortos no “paredon” e sobre os presos políticos que morreram e morrem em greve de fome sob o comando da múmia caribenha, ídolo desses hipócritas que defendem os Direitos Humanos e que para comprovar o mau caratismo acabam de contratar escravos a ser viço de uma ditadura, que em 50 anos destruiu um país. EM TEMPO: o nanico físico e moral, Celso Amorim, depois de desmoralizar o Itamaraty, levando o Brasil para a esfera do que há de mais podre na política internacional, não tem autoridade para falar de democracia nem de dar ordens para as FFAA.

Humberto de Luna Freire Filho, médico
RG 5.529.325 SSP SP
CIDADÃO brasileiro sem medo de CORRUPTOS.

26 set by João Ricardo Correia

Ipea age como braço ideológico da Campanha do Desarmamento

Guilherme Mussi – Deputado federal pelo Partido Progressista de São Paulo

Dois estudos divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2013 sobre armas de fogo no Brasil apresentam, abertamente, o interesse do órgão em subsidiar a Política de Desarmamento do governo federal, mesmo que estes estudos tenham graves falhas de metodologia. O estudo “Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras” e o “Impactos do Estatuto do Desarmamento Sobre a Demanda Pessoal de Arma de Fogo” são exemplos claros de dados meticulosamente manipulados para tentar provar a tese de que o número de armas de fogo tem relação objetiva com o índice de homicídios.

O esforço conceitual para atrelar o número de homicídios à posse de arma de fogo tem sido a principal atividade do órgão, em seus estudos sobre segurança pública. Durante a apresentação do Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, no Rio de Janeiro, Daniel Cerqueira, diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia (Diest/Ipea), afirmou, categoricamente, que “a taxa de homicídio no Brasil é de 26 por cem mil habitantes, porém esse número poderia estar em torno de 13, não fosse a corrida armamentista dos anos 90”. Conforme o órgão, maior controle, menor número de homicídios. Não foi o que aconteceu, tendo, ao contrário, apresentado crescimento de 29,3% entre 2000 e 2010, em relação a 1999 a 2000. Os dados são do Mapa da Violência 2013, editado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos (Cebela).

Poderíamos acreditar que o número absoluto de homicídios teria drástica redução caso o controle de armas fosse intenso na década de 90. Entretanto, não foi o que demonstrou o jornal britânico The Guardian, em um mapa sobre a posse de armas por cidadãos x criminalidade, em todo mundo. No Brasil, há oito armas de fogo para cada 100 pessoas. No mesmo período foram registrados 18,1 homicídios por arma de fogo em 100 mil habitantes. Na Argentina, são 10,2 armas para cada 100 habitantes, com índice de 3,2 homicídios por 100 mil pessoas. Caso mais emblemático é o do Uruguai. O país registrou, em 2012, 31,8 armas por 100 pessoas, mas seus índices de homicídios registraram apenas 2,8 por 100 mil habitantes.

 

Guilherme Mussi é deputado federal pelo estado de SP

O erro metodológico, posteriormente, foi minimizado, em uma avaliação mais realista. Já no primeiro estudo, citado anteriormente, o Ipea afirma: “primeiro, porque a criminalidade é um fenômeno complexo e multidimensional e não pode ser relacionado de forma simplória a uma única variável explicativa”. A questão é de óbvia contradição.

Outra questão relevante e que merece esclarecimento é o fato dos dados estatísticos sobre a distribuição e prevalência de armas de fogo presentes no primeiro estudo do Ipea serem retirados do SIM/Datasus. A prevalência das armas de fogo no Brasil é controlada pelo Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal, sendo esse o único órgão com essa competência. Já o SIM/Datasus é o sistema do Ministério da Saúde que armazena dados de mortes registradas na rede pública.

Um argumento ainda mais tendencioso está na relação dos suicídios com a prevalência de armas de fogo, demonstrada no primeiro estudo. Os dados foram resignados para forjar uma mensagem. Dado isso, o Ipea correlacionou a probabilidade de cometer suicídio com a prevalência de armas, desconsiderando, veementemente, a posição do suicídio como um fato social, o qual não seria possível fora da sociedade, seja qual for os meios que levam o indivíduo a cometer suicídio. Essa é uma típica apropriação de um fato social privado pelo poder político.

No segundo estudo, “Impactos do Estatuto do Desarmamento Sobre a Demanda Pessoal de Arma de Fogo”, o Ipea afirma que a compra de arma de fogo por pessoa caiu 40,6% após o Estatuto do Desarmamento. O dado pode ser confrontado com a informação contida no estudo do Cebela, “se, no início de nossa série histórica, os homicídios representavam, em média, aproximadamente 70% do total de mortes por armas de fogo, a partir de 1992 começa uma íngreme escalada até 1997… Já em 2010 os homicídios chegam a representar a quase totalidade das mortes por armas de fogo (94,6%)”. As informações mostram a falta de eficiência no Estatuto do Desarmamento, mais um indício de que ele não atingiu os objetivos que pretendeu.

Apesar de ser categórico em suas afirmações, o próprio Ipea mostra-se preocupado com a falta de assertividade das suas pesquisas. No segundo estudo, há uma citação que merece ficar reservada. O órgão conclui que “uma parte das dificuldades brasileiras está na escassez de bases de informações confiáveis no tema, dado o caráter ilegal de boa parte do comércio de armas”. Logo depois o Ipea assume: “resta-nos usar aproximações indiretas como aquelas obtidas através de dados de suicídio cometidos com armas de fogo”.

Outro erro de base instrumental prejudica a credibilidade da pesquisa. O Ipea considerou a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da qual as pessoas declaram, sob promessa de sigilo, se compraram nos últimos anos armas de fogo e o valor. O método é inadequado, já que há motivações para que essas informações não sejam claras, por motivo de imprecisão (memória), medo de represália das forças policiais, entre outros.

Segundo a pesquisa, nos 12 meses anteriores a junho de 2013 foram 56,9 mil pessoas que compraram armas de fogo. Entretanto, esse dado é desmentido pela própria pesquisa. O órgão declara que a POF em análise data de 2008 a 2009, sendo impossível ter dados referentes a 2013. Não paramos por ai. O Ipea diz que o número cai para “37 mil seis anos depois”. É claro que não há possibilidade de verificar esse coeficiente no ano de 2019, por motivos óbvios. Trata-se não só de um erro ortográfico, mas uma manipulação, que abala a credibilidade do estudo.

A incompatibilidade mostra-se ainda mais evidente. O Ipea afirma que “a parcela da população com mais de 10 anos de idade que efetuou a compra de armas no trimestre anterior a pesquisa cai de 0,0397% para 0,0236%, em 2009, correspondendo a uma queda por pessoa de 40,6% observada no período depois da promulgação do Estatuto do Desarmamento. Ora, pela Lei nº 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento), apenas maiores de 25 anos podem comprar e registrar armas, ainda assim quando há pré-requisitos legais respeitados. Esse controle é feito pela própria Polícia Federal. Sendo improvável uma criança de dez anos poder comprar uma arma de fogo, no atual arcabouço jurídico em vigor.

Prestados os esclarecimentos elementares, considerando que outras contradições não foram citadas, entendemos que as pesquisas não representam a realidade e, tão pouco, tem um compromisso sério com a análise do tema. Um órgão que se vale da missão de instruir o conhecimento pela metodologia científica não pode favorecer bases ideológicas para construção de um discurso. Entretanto, essa molduração dos dados parece não surtir efeito na sociedade, que legitimou seu direito de comprar armas de fogo no Referendo de 2005. Prova disso é que temos acompanhado, diariamente, manifestações públicas contrárias ao Estatuto.

24 set by João Ricardo Correia

Tiroteio em Chicago… Lá vem a desinformação

Bene Barbosa – Presidente da ONG Movimento Viva Brasil

Hoje passei a manhã toda lendo todas as publicações que consegui sobre um tiroteio em Chicago que feriu 13 pessoas. Jornais, revistas, portais, blogs deram grande destaque ao tiroteio e, claro, partiram para a frequente desinformação sobre o assunto.

Em nenhuma, absolutamente nenhuma – se alguém achar alguma em qualquer grande jornal ou agência de notícias, por favor, me envie – reportagem se disse que Chicago é uma das cidades com as maiores restrições à posse e porte de armas dos EUA e que Illinois é o único estado americano que proíbe o porte de armas pelos cidadãos, por outro lado fizeram questão de lembrar que Obama tenta aprovar restrições às armas.

A Universidade de Harvard, uma das mais antigas, respeitadas e prestigiadas universidades do mundo, publicou recentemente um estudo mostrando que não há correlação entre o controle de armas e a diminuição da criminalidade, demonstrando, mais uma vez, que onde a população honesta tem mais armas a ocorrência de homicídios é significativamente menor.

Chicago é hoje, nos EUA, uma das cidades mais violentas, – para padrões americanos e não brasileiros, claro! –  com taxa de homicídios muito superior à média nacional e a de outras grandes cidades americanas. Façamos uma rápida comparação: Chicago x Houston.

Houston é muito semelhante à Chicago em termos socioeconômicos, tais como população, densidade e segregação. Houston, como Chicago, é um importante centro de atividades ilegais, como o tráfico de drogas e tráfico de seres humanos. Apesar de tudo isso, Houston tem uma taxa de homicídios dois terços menor. Isso ocorre porque as pessoas de Houston estão bem armadas, enquanto inocentes em Chicago foram condenados a serem alvos fáceis.

Semana passada mesmo houve um tiroteio entre criminosos em um grande show de pagode e isso mereceu apenas os rodapés dos grandes portais de notícias. A explicação é simples: enquanto a imprensa gosta de malhar os violentíssimos e belicistas ianques parece esquecer que qualquer grande cidade brasileira tem tiroteios diariamente e o nossos pacíficos criminosos assassinam nada menos de 60 mil pessoas por ano.

Tal qual o Brasil com sua legislação extremamente restritiva no que diz respeito à posse e ao porte legal de armas de fogo, o tiroteio em Chicago foi causado por gangues, por criminosos, e criminosos não seguem a lei. Tão óbvio e tão simples!

 

14 set by João Ricardo Correia

A origem das armas

Por Salesio Nuhs – Presidente da Associação Nacional
da Indústria de Armas e Munições (Aniam). 

Recentemente, foram apreendidas na Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão 20 pistolas semiautomáticas calibre 9mm, de uso restrito da Polícia e das Forças Armadas. As encomendas, que tinham como destinos diversos estados brasileiros, foram postadas na cidade de Houston, nos EUA, e estavam declaradas como brinquedo para treinamento.

Em outra operação recente, batizada de Bed Bugs, 22 fuzis e 12 mil munições foram apreendidos. Na ocasião, a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha especializada no tráfico internacional de armas, cujos produtos eram vendidos para traficantes de Minas Gerais, São Paulo e, principalmente, do Rio de Janeiro. O armamento saía dos EUA dentro de colchões, em contêineres de mudança de brasileiros que retornavam ao país, com destino ao Porto de Santos (SP).

Um relatório oficial e detalhado das forças de segurança que atuaram em 2011 no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro revela que, das 289 armas apreendidas nestas localidades, 172 delas (60% do total) são de uso restrito de militares e policiais. O documento aponta que 222 (77%) são de fabricação estrangeira. A maioria do armamento, 160 unidades (56%), é composta de fuzis ou metralhadoras.

Esses são alguns dos exemplos de apreensões de grande escala em áreas fiscalizadas, como aeroportos, portos e em operações, porém ainda milhares de armamentos e munições circulam livremente entre os cerca de 16.800 km de fronteiras brasileiras. Segundo o Ministério da Justiça, anualmente, são apreendidas 80 mil armas de fogo nessas regiões. Dados do governo indicam que, de janeiro de 2010 a maio de 2011, foram apreendidas 2.235 armas de fogo, aumento de 496%, e 280.785 munições (347%).

O que é mais surpreendente é que estas importantes apreensões parecem não serem consideradas em pesquisas sobre o assunto.

O Instituto Sou da Paz analisou 466 armas de fogo apreendidas em flagrante apenas na capital paulista no período de abril a junho de 2011, o que torna o resultado um tanto quanto limitado no que se refere a traçar um diagnóstico preciso das armas usadas pelos criminosos e fornecer informações com o intuito de fomentar políticas públicas de segurança no país. O estudo parece concluir pela inexistência do contrabando, o que não colabora para criação de políticas públicas eficazes.

É de extrema importância estudar, avaliar informações e apresentar conclusões. O problema surge quando invertemos essa ordem e destruímos a lógica da pesquisa estatística ou então quando não analisamos o cenário todo, mas somente pequenas partes ligadas a algum interesse.

A mídia diariamente divulga notícias de apreensões de armas de uso restrito, automáticas, que não são comercializadas legalmente para o cidadão comum, o que comprova que muitas das armas em circulação que estão nas mãos dos criminosos vêm do exterior e estes dados precisam ser considerados. Identificar apenas a marca da arma não significa descobrir de onde ela veio.

A indústria de armas tem dirigido esforços para auxiliar o governo brasileiro no rastreamento e identificação de armas de fogo e munições. Desde 2011 vem voluntariamente propondo ao Governo a colocação de chip em todas as armas. A proposta encontra-se em discussão.

Ter o controle das armas legais é o primeiro passo para a moralização. Mais da metade das 16 milhões de armas de fogo que circulam pelo país não estão sequer registradas no Sistema Nacional de Armas. Das que estão, em 2010, havia 8.974.456 de armas de fogo com registro ativo no Sinarm. Já em 2012, o número passou para apenas 1.291.661. Com isso, 7.682.795 de armas estão com o registro vencido, encontram-se irregulares no Brasil.

12 set by João Ricardo Correia

Quantidade de armas apreendidas é segurança ilusória, afirma especialista.

Bene Barbosa: presidente do Movimento Viva Brasil

É crescente o destaque jornalístico dado às quantidades de armas apreendidas no Brasil, noticiadas quase em tom comemorativo, transmitindo a ideia de maior segurança para a sociedade. A relação direta que se traça é a de que, quanto menos armas irregulares existirem com a população, menor será a taxa de criminalidade. No entanto, essa relação pode ser bastante ilusória.

A opinião é compartilhada pelo especialista em segurança pública Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil, para quem apreensões por meras irregularidades na documentação da arma não representam maior segurança à sociedade, deixando-a, em muitos casos, até mais vulnerável. “Mais de 40% das apreensões de armas decorrem de violações ao próprio estatuto do desarmamento, se referindo à ausência de documentação ou irregularidades nela, mas sem vínculos efetivos com atividades criminosas”, explica Barbosa.

O especialista esclarece que retirar de circulação a arma de um sitiante porque o registro está vencido não pode ser equiparado à apreensão de uma arma com um assaltante. “A lei atual jogou na ilegalidade milhões de armas anteriormente registradas, porque os proprietários apenas não conseguiram vencer a burocracia e os custos para renovação dos registros, mas são armas que nunca tiveram outra finalidade, a não ser a autodefesa desses cidadãos. Ao serem apreendidas, a única categoria que fica mais segura é a dos próprios bandidos”.

Barbosa ainda enfatiza que as apreensões mostram a ineficácia do modelo da legislação atual, que não impede a aquisição de armas o mercado ilegal. “Das armas apreendidas com criminosos, 60% têm como proprietários indivíduos entre 18 e 25 anos, ou seja, a quem o estatuto do desarmamento proíbe a venda legal de armas, deixando absolutamente clara sua ineficácia para impedir essas aquisições ilegais”, conclui.

As apreensões de armas no país rendem ricas discussões entre especialistas, não se dispondo de quaisquer dados oficiais que possam estabelecer a relação direta entre quantidade de armas e criminalidade. Já nos Estados Unidos, os últimos estudos produzidos pela Casa Branca e pela Universidade de Haward concluíram que, naquele país, as armas dos cidadãos representam fator de inibição da criminalidade.

6 ago by João Ricardo Correia

Insegurança pública: erro de diagnóstico

Por Fabrício Rebelo:  bacharel em direito, pesquisador em segurança pública e diretor da ONG Movimento Viva Brasil

 
O Brasil está imerso em uma grave crise de insegurança pública. Homicídios em níveis epidêmicos, latrocínios em crescente, arrastões antes impensáveis se tornaram comuns, além, é claro, dos já cotidianos roubos à mão armada. A cada notícia destes crimes, também comum é o surgimento de inúmeros questionamentos sobre como se chegou a tanto, o porquê de seguirmos como campeões no número de homicídios anuais. Raros, entretanto, são os que efetivamente buscam resposta para estas perguntas, hoje já quase retóricas.

A resposta existe e não é tão complexa. O país paga hoje o preço por uma visão míope da segurança pública, sob a qual se implementou, há mais de uma década, uma diretriz central absolutamente equivocada para o combate à violência.

Quando o país começou a acompanhar mais efetivamente a evolução dos crimes de morte, descortinando a realidade de aqui se registrar uma quantidade de assassinatos maior do que as ocorridas em países em guerra, o diagnóstico alcançado pelos responsáveis pela segurança pública foi errado, e é este erro que, agora, está custando a vida do “paciente”, no caso, a sociedade.

Diante da realidade grave retratada pelo quadro homicida, responsabilizou-se, não as crescentes atividades criminosas, especialmente o tráfico de drogas, mas o cidadão. Entendeu-se que quem estava matando não era o bandido que praticava o assalto e executava as vítimas, nem o traficante que entrava em guerra na disputa por pontos de venda de droga, ou o que eliminava rivais e devedores de dívidas não pagas. Isentou-se também os que, sob o efeito de drogas, cometiam atrocidades, matando sem piedade vítimas colhidas ao acaso ou com as quais tinham prévias desavenças, quase sempre ligadas ao comércio daquelas substâncias. Para o governo, quem matava era o cidadão comum.
www.dezinteressante.com

Na enviesada lógica governamental, os cinquenta mil homicídios anuais eram fruto de brigas de marido e mulher, desentendimentos de vizinhos, brigas de bar ou conflitos no trânsito. No diagnóstico oficial, o cidadão brasileiro era, por natureza, homicida.
Feito o estapafúrdio diagnóstico, deu-se início ao “tratamento”. Ao invés de se combater o avanço e a estruturação das organizações criminosas, o objetivo era desarmar o cidadão. O porte e a posse de armas foram dificultados, criou-se o Sistema Nacional de Armas – SINARM e aplicou-se o elixir miraculoso que acabaria com todos os males: o estatuto do desarmamento.

Houve, é verdade, até uma consulta ao paciente para saber se ele concordava com o tratamento. A resposta veio no Referendo de 2005, com uma retumbante negativa à proibição das armas para os civis. Porém, os “doutores” não deram ouvidos ao desejo do paciente, enfocado como se buscasse a eutanásia, e prosseguiram com o tratamento contra à sua vontade, ampliando-o pela realização de sucessivas campanhas de “vacinação”, traduzidas no desarmamento voluntário responsável por recolher já mais de 600 mil armas – justamente as não nocivas e em que consistiam as defesas do “organismo”.

Como em qualquer tratamento equivocado, a enfermidade não foi debelada e os efeitos colaterais são sentidos pela população enferma. Nenhuma redução no quadro de homicídios e uma proliferação assustadora nos crimes, cada vez mais ousados, com investidas em locais públicos e mesmo com grande concentração de pessoas, a exemplo de shoppings centers, restaurantes e condomínios residenciais. A doença se espalhou e ficou mais forte.

O erro de diagnóstico precisa ser corrigido. O estado do paciente é grave e inspira cuidados urgentes e adequados. Do contrário, a metástase será inevitável e, com ela, o óbito. E há remédio? Sim, claro que há, mas ele é amargo, de uso prolongado, e se inicia pela eliminação do principal e mais nocivo vírus da violência: a impunidade.

30 jul by João Ricardo Correia

Governo do PT colide com o recado de Francisco

Por Rinaldo Barros (www.opiniaopolitica.com)

Boa parte dos brasileiros está fazendo manifestações nas vias públicas, em sinal de protesto ao mau desempenho do governo petista; tendo como pano de fundo que “é possível construir um mundo melhor”.

Reclamam de um visível caos na administração pública federal, atingindo o Judiciário e o Legislativo que, desnorteados com tanto desgoverno criado pelo Executivo, vai respingando em todos os estados e municípios, e até nas empresas estatais.
A saúde, educação, segurança, transporte público e todos os demais serviços públicos, dever do governo e direito do cidadão, deteriorou tanto que boa parte do povo perdeu a paciência e engrossou as fileiras dos protestos; os quais estão apenas no começo.

Falta de dinheiro não pode ser: há em abundância para financiar Cuba, Angola, Sudão, Venezuela entre outros. E por que não há recursos para atender a sua verdadeira finalidade, os serviços públicos pelos quais os brasileiros são onerados com a maior carga tributária mundial?

Falta realismo para encarar os problemas. Os dirigentes do PT vivem num mundo de fantasia, de costas para o povo, e por isso os seus atos não resolvem os problemas e acabam piorando em vez de melhorar.

A propósito da falta de “semancol”, Dilma conseguiu o que parecia impossível: apequenar-se ainda mais do que já está na visão dos brasileiros e do mundo. Em queda livre, segundo pesquisa da CNI/IBOPE.

A diferença entre o discurso presidencial e as palavras do Papa foi chocante… Como o Papa não aceitou seu convite para uma visita como Chefe de Estado, quando Dilma poderia colar em sua figura querida e carismática, dividindo palcos e palanques e usando as imagens em sua propaganda eleitoral; a presidente usou do pouco espaço que lhe restou recepcionando-o, para fazer propaganda antecipada de seu governo, pelo que deveria ser penalizada pelo TSE. Realmente não poderia ter sido mais constrangedor.

Lamentavelmente, Dilma perdeu a chance histórica de – se tivesse percebido que existe apoio político nessa energia vinda das ruas e das redes sociais – dar novos rumos à nação, exigindo dos aliados (que ocupam os 39 ministérios e milhares de cargos) compromisso programático com as grandes prioridades da sociedade brasileira, na economia e na esfera sociocultural; inventando um novo futuro para o Brasil.

Todavia, optou pelo pragmatismo, de olho em 2014.

No outro lado da moeda, lembro quando a missa era rezada em latim – com o padre olhando para o alto e de costas para os fiéis. A impressão que tínhamos era a de que o padre falava com Deus, com aquelas palavras que ninguém entendia.

O Vaticano, que ao longo da história foi um Estado poderoso se sobrepondo a muitos reinados e ditando as leis pelo mundo, punia cruelmente as transgressões a códigos de costumes.

Começou a perder terreno e carisma, tentando conter a drenagem da fé, mas sem recuperar o espaço perdido que cada vez mais parecia irreversível. É isso o que Francisco quer recuperar.

O Papa Francisco tem um impressionante “jogo de cena”, extraordinária presença cênica.

Sua habilidade de comunicador se equipara à do carismático João Paulo II. Mas suas palavras são duras: condena como ídolos a uma série de ideais que são típicos de nossa sociedade, que orientam a vida da maioria das pessoas, que até mesmo os pais apresentam aos filhos, como riqueza, poder e sucesso.

Esta dureza de suas palavras é acolhida entusiasticamente pelos jovens, não apenas pela capacidade comunicativa, mas sim pela percepção de uma autoridade moral que só nasce em quem é sincero, em quem proclama com a boca aquilo que está no coração. E o povão percebe e sente a sinceridade e a simplicidade do Papa Francisco; o qual tem condições subjetivas de transformar a Igreja católica e suas relações com o mundo.

Francisco registrou a importância da aproximação solidária com os pobres: “Mesmo em nossa vida cristã, caros irmãos e irmãs, oração e ação estão sempre profundamente unidos. Uma oração que não leve a ações concretas para o irmão pobre, o doente, o carente de ajuda, o necessitado, é uma oração estéril e incompleta”.

É como se o cardeal jesuíta Jorge Bergoglio reproduzisse a Teologia da Libertação, com ênfase na esfera cultural, com uma linguagem fácil que todos entendem. Pode funcionar!

Resumo da ópera: Sem dúvida nenhuma, Francisco deu o seu recado e cumpre sua missão tentando resgatar os valores do cristianismo – como Estadista, de frente para o povo; conquistando corações e mentes. Ao contrário do PT que – em colisão com a orientação do Papa – rasgou os seus princípios (desde 2002) para ganhar eleições e fazer acordos espúrios para governar, de costas para o povo, buscando perpetuar-se no poder, apenas pelo poder; e está perdendo corações e mentes. Tantum defectum Latinam…

19 jul by João Ricardo Correia

Artigo: revoltados e atrasados

Por Guilherme Fiuza, no www.averdadesufocada.com

O melhor diagnóstico até agora sobre as manifestações de rua veio do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. Ele disse que as revoltas são estaduais e municipais. Não deixa de ser um alívio. Quem quiser ficar a salvo da confusão, já sabe: refugie-se no Brasil federal. Nada de ficar vagando pelo Brasil estadual e municipal, porque esse anda muito perigoso, cheio de gente insatisfeita e nervosa. No Brasil federal não, está tudo tranquilo.

Por sorte, Dilma Rousseff também está no Brasil federal, portanto a salvo do tumulto. Desse lugar calmo, sem culpa, ela disse que o que os manifestantes querem é o que o governo quer. São praticamente almas gêmeas. “Meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. Está empenhado e comprometido com a transformação social”, informou Dilma. Disse que passeata é uma coisa normal, que ela mesma já fez muito. Parecia prestes a botar uma mochila nas costas e ir para a Avenida Paulista fazer a transformação social.
E mostrou sua visão de estadista: “Esta mensagem direta das ruas contempla o valor intrínseco da democracia”. Às vezes, Dilma exagera na erudição. Vai acabar deixando Luís de Camões encabulado. Ela já explicara que o combate à inflação é “um valor em si”, demonstrando conhecimento profundo sobre as coisas da vida e seus valores intrínsecos. “Esta mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido de dinheiro público”, afirmou Dilma, praticamente uma porta-voz dos revoltosos contra tudo isso que aí está.

Olhando para o circo, só há uma conclusão possível: os revoltosos – os do passe livre, os dos 20 centavos, os do Ocupem Wall Street sucursal brasuca, os do turismo cívico e os do civismo vândalo – merecem Dilma. Repetindo: os revoltosos merecem Dilma. Mais que isso: são cúmplices dela, pois estavam sentadinhos em casa, enquanto a grande líder mulher brasileira perpetrava suas obras completas de explosão das finanças públicas – a céu aberto, para quem quisesse ver. Agora a inflação dói no bolso? Tarde demais, meus queridos justiceiros.

Essa “presidenta”, que vive lá na calmaria do Brasil federal com seus 40 ministérios (contando o do marketing, de João Santana, o único essencial), presidiu, entre outras festas, a distribuição de dinheiro público para o milagre da multiplicação de estádios da Copa. Em São Paulo, numa jogada comandada por Lula e seus amigos empreiteiros (que ele representa no exterior), o histórico Morumbi foi mandado para escanteio. Em seu lugar, surgiu o Itaquerão, novinho em folha, presente do ex-presidente ao seu clube do coração. Um mimo de R$ 1 bilhão. Sabem de onde vem esse dinheiro, bravos manifestantes?

Exato: dos vossos bolsos. E onde estavam vocês quando nos esgoelávamos, aqui da imprensa, sobre essa gastança populista, protegida por índices lunáticos de aprovação da “presidenta”, e avisávamos que a conta chegaria? Vocês não leem jornal?

Onde estavam vocês, quando a CPI do Cachoeira – com revelações da imprensa – estourou o esquema da Delta, empreiteira campeã de obras superfaturadas do PAC? Vocês sabiam que mais esse ralo de dinheiro público do governo popular ficou impune porque a CPI foi asfixiada por Dilma e sua turma? Por que vocês não saíram às ruas para gritar contra esse golpe?

Onde estavam vocês quando a “faxineira” asfixiou a CPI do Dnit e a investigação do maior foco parasitário de um governo que – no seu primeiro ano! – teve de demitir sete ministros suspeitos? Vocês não desconfiaram de nada? Vocês não leram que o dinheiro de vocês escoava para ONGs de fachada em convênios fantasmas? Vocês não viram essa praga, espalhada por vários ministérios do governo popular, apesar de a imprensa esfregar o escândalo na cara do Brasil? Vocês não notaram que a tecnologia do mensalão, a privatização partidária do dinheiro público, nunca saiu de cena, de Dirceu a Rosemary?

Vocês chegaram tarde, meus caros revolucionários. Quando o bolso dói, é porque o estrago nas contas públicas já é grande. Bem, antes tarde do que nunca. Mas prestem atenção: entendam logo o que vocês estão fazendo nas ruas, senão suas passeatas em breve estarão no mesmo museu dos escândalos que vocês não viram.

16 jul by João Ricardo Correia

Artigo: Insegurança crescente no Brasil

Por Marcos Coimbra

Membro do Conselho Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (Cebres), Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e Autor do livro Brasil Soberano.

 

 

A insegurança e a violência progridem no Brasil às escâncaras. Sabe-se que o combate à violência deve ser concretizado através de ações de curto, médio e longo prazo em todas as expressões do Poder Nacional. Na expressão econômica, no médio e longo prazo, há necessidade de adoção de um novo modelo econômico, distante do neoliberalismo imposto a nós pelo sistema financeiro internacional.

É vital o fortalecimento do mercado interno, a diminuição significativa da imoral taxa de juros praticada, a adoção de um novo processo de substituição de importações, procurando obter-se a autossuficiência na produção de itens estratégicos, a elaboração de um plano nacional de desenvolvimento capaz de ser cumprido, a ascensão ao poder político de brasileiros patriotas e não de representantes do capital estrangeiro. Investimento na infra-estrutura, o retorno do setor público à situação de poupador positivo, por intermédio da diminuição da sonegação e de uma reforma tributária capaz de fazer com que os bancos e os banqueiros paguem também impostos proporcionais ao lucro auferido.

Na expressão psicossocial, o mais importante é o investimento maciço na educação, procurando recuperar a qualidade perdida do ensino, desde o básico até o superior. A valorização de nossa língua, costumes e tradições. O incentivo às atividades culturais. O aprimoramento progressivo da saúde pública, buscando a melhoria do seu atendimento e procurando a universalização do atendimento. A adoção e o fiel cumprimento de código de ética para os meios de comunicação.

Na expressão militar, é significativo, além da justa remuneração dos profissionais, o aumento de verbas destinadas ao treinamento, adestramento e aprestamento da tropa. O investimento em ciência e tecnologia bélica, a recuperação da indústria bélica nacional, o domínio da tecnologia nuclear.

Na expressão política, há necessidade de uma imediata reforma total. O Poder Judiciário deve agir mais rapidamente, com maior proximidade com o povo. É imperiosa a mudança de critério para preenchimento dos cargos de Ministro e outros, de político para meritório, em especial nas Altas Cortes. O Poder Legislativo deve possuir menos membros, eleitos com a utilização do voto distrital, devendo ser submetidos a cursos de qualificação e severos critérios de recrutamento, com eliminação sumária dos impuros. Os Tribunais Eleitorais deveriam ter caráter permanente de fato. A apuração eletrônica só pode ser mantida com a impressão dos comprovantes, para a apuração em paralelo, em caso de recontagem. É urgente a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos ou menos.

Voltando ao tema segurança, em curto prazo, nunca se disse tanta bobagem em tão pouco tempo. Idéias estapafúrdias como a campanha do desarmamento civil, atendendo à imposição do exterior. Também voltam os “policiólogos” de plantão a pregar a unificação das polícias e a desmilitarização das polícias militares. As Forças Armadas brasileiras possuem um efetivo total de cerca de 300.000 homens, incluídos os conscritos. O efetivo total das polícias militares no Brasil (Estados e DF) é mais do dobro do efetivo das tropas do Exército. Somente a de São Paulo é em torno de 140.000 combatentes.

Podem surgir problemas sérios colocando em risco a manutenção da integridade territorial do país. Por isto, as polícias militares devem continuar militarizadas e subordinadas à Força Terrestre, para melhor controle. Há lugar para as duas polícias. O importante é que sejam complementares, eficazes, não superpondo funções e mais integradas, inclusive com as guardas municipais (poderia ser uma polícia comunitária), em especial na área de inteligência, devendo haver um comando único, assessorado por um estado maior composto de um representante de cada instituição. É evidente que deve existir integração entre todos os subsistemas que participam do conjunto (Judiciário, Ministério Público, subsistema penitenciário, Polícias Federal, Rodoviária, Ferroviária e outros).

 

(Fonte: www.averdadesufocada.com)

13 jul by João Ricardo Correia

Movimento Viva Brasil se une à IAPCAR em defesa do direito da população civil usar arma de fogo

A Organização Internacional pela Proteção do Direito de Civis às Armas (IAPCAR – International Association for the Protection of Civilian Arms Rights) anunciou, em maio passado, que o Movimento Viva Brasil se uniu à coalizão internacional composta por 25 grupos de 16 países, dedicada à preservação e defesa do direito da população civil às armas de fogo.

“Nossa aliança internacional de organizações comprometidas com a proteção dos direitos de civis às armas de fogo agora conta com forte representação no Brasil”, disse Philip Watson, diretor executivo da IAPCAR. “O Movimento Viva Brasil agrega mais visibilidade à nossa luta pelos direitos de civis às armas.”

Em 2005, o Movimento Viva Brasil esteve envolvido na campanha vitoriosa que derrotou a proposta desarmamentista em um Referendo em que 64% do eleitorado votou contra a proibição da venda de armas e munições.

O presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa, declarou que a organização está “empenhada em denunciar a real e total falha das medidas desarmamentistas implementadas no Brasil, bem como em colaborar com o fortalecimento de um esforço global para a proteção do direito às armas”.

Julianne Versnel, co-fundadora da IAPCAR parabenizou o novo parceiro, o Movimento Viva Brasil, pelo trabalho empreendido e pelos resultados obtidos. “O histórico deles demonstra o comprometimento e a efetividade da sua atuação na defesa pelo direito dos Brasileiros à legítima defesa”.

Como representante junto às Nações Unidas, a Sra. Versnel, que também é Diretora de Operações do Second Amendment Foundation, teve participação na reunião do UN Arms Trade Treaty (ATT), realizada em março deste ano, defendendo a exclusão das armas de civis da abrangência do tratado. “Nenhum tratado sobre venda de armas deve influir sobre o direito de uma mulher se defender”, declarou a Sra. Versnel na ocasião.

A coalizão pelo direito às armas da IAPCAR está focada na oposição ao tratado, o qual foi aprovado pela Assembleia Gerald a ONU e deverá estar disponível para ratificação no dia 3 de junho. O Tratado sobre a Venda de Armas (ATT) não resguarda ou reconhece os direitos de civis às armas nem tampouco o seu direito à legítima defesa.

A IAPCAR (www.iapcar.com) é a única organização internacionalmente focada em proteger o direito humano à posse e ao uso de armas. Fundada em 2010, a IAPCAR agrega 25 grandes organizações empenhadas em defender o direito às armas e conduz campanhas destinadas à informação do público e à promoção do direito à legitima defesa, posse e uso de armas.

(Fonte: www.mvb.org.br)

24 jun by João Ricardo Correia

É pelo direito, e não por centavos

Por Salesio Nuhs  – Presidente da Associação Nacional de Armas e Munições (Aniam)

As manifestações nas últimas semanas em várias cidades do Brasil consolidaram um movimento de reivindicação legítimo e suprapartidário. A mobilização difusa, sem uma pauta delimitada, é sinal de descontentamento generalizado, com os rumos do país e a fragilidade das instituições públicas.

O descaso com saúde, educação e a falta de investimentos em segurança pública provocou um desencanto na população, que mostrou seu desejo de participar dos debates sobre a destinação do dinheiro público arrecado por meio de tributos. O movimento, que começou com um apelo estudantil pela redução da tarifa dos transportes públicos, ganhou as principais cidades do Brasil, com reflexo no exterior, e tornou-se um expoente do início de uma concepção do povo, em busca de participação na gestão publica O povo esta mostrando a sua força!

Esse processo de discussão e participação pela sociedade, em busca dos seus direitos, pode ser percebido pela última vez em 2005, quando vimos manifestações em razão do referendo sobre o comércio de armas de fogo. A população foi às ruas para declarar seu posicionamento em favor do seu direito legitima a defesa, em razão da proibição do comércio de armas no Brasil.

Naquela ocasião, a população se manifestou também de forma ordeira e pacífica, não cedendo às pressões que queriam tirar o direito da população de adquirir uma arma de fogo, para sua proteção, de sua família e de seu patrimônio. Nas urnas e com grande vantagem, os brasileiros escolheram não abrir mão desse direito. Mais de 60 milhões de brasileiros votaram a favor da posse de arma, e nem por isso existem 60 milhões de armas na mão de brasileiros, ou seja, votaram contra a perda do direito.

Infelizmente, o governo federal, por meio do excesso de burocracia e falta de estrutura do órgão responsável, impede o cidadão brasileiro de exercer o seu direito a legitima defesa. São estas atitudes totalmente antidemocráticas e desrespeitosas que acabam por levar a população brasileira a estas manifestações.

Cansado de ver seus direitos negados, o país experimenta um furor em defesa dos direitos constitucionais adquiridos, o que garantiu apoio popular aos manifestantes. De fato, o país não experimentava uma mobilização tão grande e organizada nos últimos anos. O recado está dado, a população não vai tolerar o sucateamento de serviços públicos essenciais e não vai permitir sanções aos direitos que foram conquistados, como o de legítima defesa.

O legado das manifestações atuais ainda está em construção e é impossível prever quais serão seus desdobramentos, mas é inquestionável seu valor para a construção de um país que respeita a democracia. Violentar a população tirando seu direito ao transporte coletivo inclusivo, de qualidade e com preço justo, a inexistência de um sistema de saúde humanizado e a total falta de um programa para a segurança pública, não são pautas vazias. Ao contrário, a defesa destes direitos tornou a sociedade mais politizada, o que representa uma evolução. Em mais uma oportunidade, o brasileiro mostrou que não será omisso.

A capacidade de mobilização e o modo com que a sociedade passou a encarar seu poder podem mudar a forma de pensar o país. A lista de reivindicação é enorme e ouvir o que a população tem a dizer vai mudar a forma de fazer política no país. Ouvir a sociedade é estabelecer um diálogo com o futuro e respeitar sua vontade representa uma evolução da democracia.

19 maio by João Ricardo Correia

Artigo: Não à contratação dos seis mil médicos cubanos

Por José Gobbo Ferreira

Em primeiro lugar, tenho que lhes pedir que não me considerem paranoico ou adepto de teorias conspirativas. Meu assunto hoje é gravíssimo e peço que o apreciem com profunda atenção.

Fato portador de futuro: O governo pretende contratar 6.000 médicos cubanos para trabalhar nas áreas carentes do Brasil.

Em primeiro lugar, chama a atenção o número. Cuba é um país muito pequeno. Nele é fácil ajustar a formação profissional com as necessidades da sociedade. É no mínimo estranho que haja tantos médicos sobrando, a ponto de nos serem oferecidos nessa quantidade.

Depois, é preciso levar em conta a qualidade da formação desses profissionais. Estou anexando reportagem de “O Globo” de hoje, 8/05/2013, que discute esse assunto. A qualidade daqueles profissionais está abaixo da crítica.

Em seguida, note-se que o destino dessas pessoas será os rincões mais atrasados do país, onde todos os serviços prestados pelo governo, que já são péssimos alhures, praticamente inexistem, em particular a segurança.

Se forem de fato médicos, depois de militarem por algum tempo naqueles lugares, é perfeitamente compreensível que queiram um upgrade, ou seja, oportunidades em locais melhores, e aí com certeza o regime bolivariano brasileiro lhes facultará esse direito, que equivalerá a equipará-los aos profissionais formados nas faculdades brasileiras.

Por todos esses motivos a vinda desses(as) senhores(as) deve ser abortada.

Mas agora vem o mais importante: Esse pessoal pode se constituir em uma ameaça gravíssima à SegurançaNacional. Em outras palavras: nada me convence que eles, pelo menos em sua grande maioria SEJAM REALMENTE MÉDICOS, AINDA QUE APRESENTEM OS MAIS DIFERENTES DIPLOMAS CUBANOS.

Raciocinem comigo. Qual a melhor maneira de infiltrar guerrilheiros cubanos em nosso território sem combate, sem defesa, e em locais onde a ação do Estado brasileiro é deficiente, ou mesmo ausente? Qual a melhor maneira para doutrinar grupos como o MST, por exemplo, do que infiltrar instrutores de guerrilha em seu meio, disfarçados de médicos? Ainda que não seja provável que o governo bolivariano brasileiro um dia quisesse fazê-lo, como fiscalizar a atuação dessas pessoas e, mesmo que ela se torne francamente indesejável, como destruir uma rede de pelo menos 6.000 (eles se multiplicam) pontos estrategicamente distribuída pelas áreas carentes e/ou remotas do país e já solidamente implantada?

Por amor ao Brasil eu os concito a agir da maneira que estiver ao alcance de cada um, para fazer abortar essa inciativa do grupo bolivariano que nos governa. Repassem o mais possível, enviem e-mails para os CRM´s e para o CFM, mobilizem os médicos que possam ter em seus círculos de amizade e principalmente na família. Não é necessário (ainda) pegar em armas. No momento nossa arma é a internet e o boca a boca.

Ainda que meus temores sejam indevidos, não há vantagem nenhuma em aceitar essa horda em nosso país. Não há porque correr esse risco pois até mesmo os possíveis benefícios não são compensadores. Isso me parece ser o maior cavalo de Troia da idade moderna.

Estou anexando também um artigo que mostra a infiltração de guerrilheiros cubanos no Chile de Salvador Allende. Naquele tempo, a maior parte usou passaportes diplomáticos. Hoje, o governo do Brasil é exatamente o que era o governo Allende. E os cubanos usariam desta vez seus diplomas de péssima qualidade para se instalar.

Acorda Brasil.

(Fonte: www.alertatotal.net)

11 maio by João Ricardo Correia

Conselheiro Marcos Coimbra aponta quais são as verdadeiras razões do desarmamento

 

Por Marcos Coimbra
Conselheiro Diretor do Cebres, titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia e autor do livro Brasil Soberano.

Os hoplófobos persistem em sua mal intencionada ação de desarmar o cidadão digno e de bons costumes, em nome da ONU, apesar de existir relatório da própria entidade, elaborado em 2011, reconhecendo que o desarmamento da população não reduz a incidência de crimes violentos.

Sabemos que as estatísticas demonstram que o desarmamento da população, na verdade, aumenta a incidência de crimes violentos (além de preparar o terreno para assassinatos em massa e a implantação de ditaduras sanguinárias). Em qualquer tragédia é realçado o fato de que um criminoso usou armas de fogo, porém é omitido o que teria ocorrido caso algum cidadão estivesse de posse de sua arma de fogo. Haveria reação e seguramente o criminoso seria abatido.

Jornalistas do britânico The Guardian foram aos fatos e os apresentaram de maneira sintética e inteligente, levantando um quadro factual da momentosa questão da posse de armas por cidadãos honestos x criminalidade violenta em todo mundo: www.guardian.co.uk/news/datablog/interactive/2012/jul/22/gun-ownership-homicides-map

A grande patrocinadora do movimento de desarmamento do Brasil é a ONG Viva Rio, fundada em novembro de 1993, em consequência do seminário internacional: Cidadania Participativa, Responsabilidade Social e Cultural num Brasil Democrático, realizado no Rio de Janeiro, com o patrocínio e a participação das fundações Rockefeller, Brascan, Kellog,Vitae e Roberto Marinho.

Ela é filiada à Iansa (International Action Network of Small Arms – Rede de Ação Internacional de Armas Pequenas), um conjunto de 186 ONGs, fundada em maio de 1999, criada com o objetivo de atuar como uma central de coordenação da campanha internacional de desarmamento para permitir a implantação de um governo mundial, que atuaria com a utilização de uma força de paz das Nações Unidas, sob o comando dos “donos do mundo”.

Dentre os participantes do Viva Rio, destacaram-se o banqueiro David Rockefeller, o então chanceler FHC, fundador do Viva Rio que sempre atuou em estreita coordenação com ONGs internacionais como a Human Rights Watch e o Conselho Mundial das Igrejas (CMI).

É de se notar que a Human Rights tem entre os seus patrocinadores o megaespeculador George Soros, cujas fundações promovem a campanha de desarmamento e legalização do uso de entorpecentes.

A campanha de desarmamento civil no Brasil não é proveniente de uma iniciativa própria, mas sim do resultado de um esforço internacional realizado por uma rede de instituições ligadas ao “establishment” oligárquico, em especial o seu componente anglo-americano-canadense.

O desarmamento da população se segue a uma série de medidas visando ao desmantelamento das Forças Armadas e a reestruturação das forças policiais civis e militares.

Em dezembro de 1995, durante um seminário internacional promovido no Rio de Janeiro pelo Ministério da Justiça, pelo movimento Viva Rio e pela Police Foundation dos EUA, o então secretário-geral do Ministério da Justiça, Sr. José Gregori, anunciou que o Viva Rio seria encarregado da elaboração de um projeto para orientar a nova Política de Segurança Pública do Governo Federal, uma doutrina de segurança cidadã, para ocupar o vazio que existe desde a doutrina de Segurança Nacional do governo.

O modelo econômico neoliberal adotado pelas últimas administrações conduz à miséria, à pobreza, ao desemprego, à exclusão social, ao desmantelamento do Estado Nacional Soberano, ao desmonte do sistema de repressão, do Judiciário ao Penal, passando pelo Ministério Público. É importante adotar medidas de prevenção, com políticas públicas adequadas, bem como combater a disseminação das drogas, inclusive as legais, como o álcool.

É notório o elevado grau de correlação entre o aumento do consumo de drogas e a violência, ocasionando o incremento da ocorrência de crimes. Especialistas insuspeitos afirmam que cerca de 90% das mortes são ocasionadas pelo seu tráfico e consumo, bastando assim que os usuários parem de consumir, para diminuí-la significativamente. Chega de hipocrisia. Vamos combater o verdadeiro inimigo.

17 abr by João Ricardo Correia

Presidente do Movimento Viva Brasil e o perigo das panelas de pressão

ARTIGO
Sobre fuzis, assassinos e panelas de pressão.

Bene Barbosa – Especialista em segurança e presidente da ONG Movimento Viva Brasil

Uma das vítimas fatais do covarde ataque durante a maratona de Boston tinha apenas oito anos. Seu nome era Martin Richard. Aguardava a chegada do pai que participava da corrida. Sua irmã, de apenas seis anos, teve as pernas arrancadas e a mãe traumatismo craniano. O pai esperava encontrar a família ao final da corrida. Encontrou-a, porém, dilacerada. Dor.

Não há crime mais covarde e repulsivo que o terrorismo, não importando os motivos, não importando se interno ou externo, se de direita ou de esquerda, se de cunho religioso ou não. É um crime de um assassino covarde, que não tem coragem sequer de encarar suas vítimas, que cruelmente deixa que o acaso escolha quem estará no lugar errado, na hora errada.

Esse acaso covarde fará com que o pai maratonista de Martin se pergunte para sempre “e se eu não tivesse ido?” A mãe, se sobreviver, pensará que poderia ter ficado dez metros mais para trás, ou mais para frente… Abraçarão uma culpa que jamais será deles. Mais dor.

Enquanto isso, ONGs e políticos oportunistas, inescrupulosos, se calam diante do meio utilizado no ataque, bem diferente do que costumam fazer quando há uso da “abominável” arma de fogo, que logo desperta o bradar de “verdades” e o correr de lágrimas de crocodilo. Desta vez, para contenção deles, não foi utilizado um fuzil que dispara “um milhão” de tiros por minuto, nem uma pistola que tem o carregador com “cem tiros”. Não! A arma do assassino foi uma panela de pressão, algum composto explosivo – muito provavelmente a mistura de fertilizante e combustível – e um celular.

Como já disse em várias outras oportunidades, o resumo mais apropriado para mais esse caso está no dizer do ministro inglês David Cameron: “é impossível legislar sobre a loucura”. Ele não se referia à loucura clínica, mas, sim, a todo ato premeditado que, à vista de qualquer pessoa comum, seria um ato insano, de um psicopata, um assassino.

O pequeno Martin Richard foi vítima de um assassino abjeto, e sua memória também o é daqueles que continuam usando o sangue inocente apenas quando lhes convém. Aqueles que negam que há pessoas muito, muito cruéis, capazes de semear a dor usando um fuzil, uma faca ou um panela de pressão. Triste mundo da negação. Que Deus o receba e conforte sua família, e as de todas as outras vítimas do ataque, que de agora em diante serão, para sempre, também vítimas da dor.

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