Começam os acordos que têm apenas um objetivo: permanecer no poder

ELEITOR1

Os acordos, anunciáveis ou ainda não, começaram com vistas às eleições do próximo ano, numa disputa que promete ser acirrada pelo cargo de prefeito(a) de Natal.

Pelas notícias que circulam, direções de partidos serão trocadas, antigos adversários se juntarão, fulano precisa da autorização de siclano para ir para o partido de beltrano, o deputado novinho filho do deputado calejado vai dar um canto de carroceria na veterana guerreira, que iria para o partido dos ministros potiguares, enfim, um emaranhado de interesses se desenha.

Não é novidade esse tipo de arrumação na política brasileira, principalmente na região Nordeste e, mais particularmente, no Rio Grande do Norte.

Por aqui, é assim há décadas, desde os anos 60 com a disputa entre Aluízio Alves e Dinarte Mariz. De lá pra cá, na maioria das situações, continuamos vivendo o clima de capitanias hereditárias, onde os donos do dinheiro passavam o poder para os filhos, esses passavam para os netos e por aí vai.

Mas vai surgir alguém questionando: Mas quem vota não é o povo?! Sim, pois é, mas a maioria que elege os mesmos – quase sempre – sobrevive ainda sob os chicotes, só que os chicotes de hoje são materializados em sacolões, consultas médias, óculos, próteses dentárias, cirurgias médicas, cargos comissionados, templos religiosos, etc, etc, etc…

O interesse é manter a desgraça do mesmo jeito; maquiada, talvez! São os mesmos! São as mesmas! As exceções são raras. Raríssimas.

A turma acostumada a mandar faz, desfaz, ata, desata. Tem anúncio de pré-candidatura que, se o tal pré não tiver cuidado, o comitê vai ser num presídio!!!

E também tem pré-candidatura aparentemente forte que se desfaz em algum fato novo promovido por autoridades judiciais e/ou policiais.

E de repente, como num passe de mágica, eis que começam a surgir, nas redes sociais da internet, principalmente o Instagram, perfis anunciando pré-candidaturas. Os supostos candidatos juram que não foram eles ou ninguém das suas assessorias os responsáveis por tais atos. Também acho que não foram. Deve ter sido algum defunto cibernético!

O governador Robinson Faria, que tem sido seguido há alguns meses por papagaios de pirata que sempre aparecem perto dele nas fotos e se dizem seus candidatos à Prefeitura, disse que vai encomendar uma pesquisa de opinião pública para saber o que o povo de Natal deseja.

Ora, governador, o senhor sabe muito bem e talvez seja, atualmente, a maior representatividade desse desejo, pois começou lá na rabeira das pesquisas e desbancou o todo poderoso então presidente de Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, numa nítida manifestação popular que avisou, com todas as letras, que não suporta mais tanta cara de pau, tanta hipocrisia, tanta sacanagem, tantos acordos sebosos, tanta roubalheira, tanta esculhambação.

O governador está certo em analisar uma pesquisa, mas também sabe que pesquisas podem ser manipuladas. E por essas bandas temos tantas histórias de candidatos que chegaram a comemorar a vitória que levaram pau na hora que os votos foram contatos.

Nomes estão sendo postos à mesa. Nomes para todos os gostos e bolsos. Nomes de profissionais em pedir votos. Nomes de condenados. Nomes citados em roubalheiras. Nomes que sonegam os sobrenomes. Nomes maquiavélicos. Nomes desgastados. Nomes que não respeitam o povo. Nomes superados. Mas há também nomes novos. E entre os novos, o governador e os eleitores precisam identificar quem tem história de trabalho e capacidade para administrar nossa bela cidade com muitos ou poucos recursos, sem desculpas, sem falsidade, sem esquemas fraudulentos.

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