Expectativa é que Liquida Natal 2013 produza faturamento de R$ 200 milhões

24 jul by João Ricardo Correia

Expectativa é que Liquida Natal 2013 produza faturamento de R$ 200 milhões

Por Marcelo Hollanda

O crescimento da décima segunda edição do Liquida Natal 2013 deverá ser de 15% em relação ao ano passado. A previsão é do Clube de Dirigentes Lojistas de Natal. A promoção acontece entre os dias 19 de agosto a oito de setembro. A previsão é que 40 milhões de cupons produzam um faturamento no comércio de R$ 200 milhões. Esses cupons são o chamariz que atrairão consumidores para uma sedutora cesta de prêmios.

De Salvador para o resto do País, os Liquida nasceram para socorrer o comércio em épocas de baixa, quando os clientes somem das lojas por uma razão ou outra. No caso do primeiro evento soteropolitano e de outras capitais nordestinas, o objetivo foi minimizar o efeito devastador que o Carnaval tem sobre o movimento lojista.

Para o idealizador, Bernardo Farias, uma forte mídia, credibilidade e bons prêmios – não necessariamente nessa ordem – fazem a receita do sucesso do Liquida. Em Natal, a data mais forte depois do Natal – até mesmo que o Dia das Mães -, o evento foi criando na opinião pública a certeza de descontos reais nas mercadorias.

Mas o que seria um desconto vantajoso num ambiente lojista marcado por promoções quase todos os meses, especialmente no segundo semestre? Bernardo Farias arrisca dizer que 30% de desconto real é um “excelente” negócio.

Ele explica que o lojista não é obrigado a descer os preços, mas quem tem um adesivo do “Liquida” precisa honrar o espírito da promoção de oferecer ao consumidor, além de uma premiação generosa, preços de ocasião que realmente falem por si.

Este ano, no pacote a ser sorteado, estão um apartamento da Capuche, uma S10 zero quilômetro, cinco caminhões e cinco televisores de 50 polegadas.

No ano passado, a Ecocil ofereceu o imóvel sorteado e a própria empresa mergulhou na promoção, oferecendo preços de ocasião em seus lançamentos. Esse comportamento fez escola e agora outra construtora entra da atmosfera, ingressando num segmento do varejo relativamente novo nesse mercado.

As regras já são conhecidas: a cada R$ 25,00 reais em compra o consumidor recebe um cupom e a cada compra de R$ 25,00 nos terminais da Redecard, dois cupons.

Segundo Bernardo Farias, a Copa das Confederações e os “legítimos” protestos de ruas que marcaram o mês de junho pelo país foram fatores de prejuízo para o mercado varejista. Por isso mesmo ele espera que, neste Liquida Natal, haja uma descompressão da demanda reprimida e o consumidor ganhe as ruas na espera de bons negócios.

“Eu espero este ano um Liquida Natal atípico, mais movimentado, onde o real sentido da oportunidade movimente os negócios do varejo”, diz ele.

Fazendo o dever de casa, a Câmara de Diretores Lojistas (CDL) começa uma grande campanha publicitária nas mídias eletrônica e impressa, lançando outdoors em vários pontos da cidade, além de material nas redes sociais, blogs, material gráfico em pontos de venda e ações promocionais de rua.

Dessa forma, o evento atenderá ao quesito “divulgação” de que fala Bernardo. Já “promoção” e “credibilidade” vieram um em decorrência do outro. Para o especialista, é a certeza que os descontos são prá valer que criam a tradição e atraem os consumidores em números maiores.

A consequência disso é um giro maior do estoque, mais arrecadação de ICMS para o Estado e o município, fôlego financeiro para os lojistas, girado a roda que movimenta o comércio desde os tempos imemoriais.

Uma comitiva do CDL Natal fechou o apoio com o Governo do Estado. A própria Rosalba Ciarlini, depois da audiência  liderada pelo empresário Amauri Fonseca, presidente da CDL, reconheceu que a expectativa em torno da Liquida Natal é sempre muito grande, pois é um período que aquece o movimento do comércio na capital, além de contribuir também para o aumento da arrecadação.

A fórmula do Liquida, iniciada por Salvador e que teve Natal como a segunda capital a adotá-lo, deve se expandir no segundo semestres por outros centros como Florianópolis, Belém, Aracaju e Teresina.

ByJoão Ricardo Correia

Jornalista, nascido em Natal(RN). Formado em Comunicação Social pela UFRN. Radialista. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor geral do Portal Companhia da Notícia.

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