Gráfica do Senado reduz consumo de papel e poupa R$ 1,3 milhão

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O propósito de reduzir gastos tem sido cada vez mais incorporado à realidade da gráfica do Senado. Entre os anos de 2011 e 2014, houve uma economia de R$ 1,3 milhão nas despesas com matéria-prima, especialmente com a aquisição de papel para impressão. Essa economia tem sido crescente. Entre 2011 e 2012, foram poupados R$ 441,6 mil. Já entre os anos de 2012 e 2013, a queda foi ainda mais acentuada: R$ 817 mil. O último levantamento, por sua vez, revelou redução de R$ 128,2 mil.

Enquanto em 2011 os gastos alcançaram a marca de R$ 3,8 milhões, no ano passado a Casa desembolsou R$ 2,4 milhões. A queda, segundo Fabrício Ferrão Araújo, chefe de serviço do Escritório Setorial de Gestão da Secretaria de Editoração e Publicações (Egraf), está associada à informatização dos processos. Segundo ele, há uma diferença expressiva entre a quantidade de impressões feitas no passado e as realizadas atualmente.

— Muitas informações que a gente devia imprimir para dar sustento às decisões da Casa não precisam mais ser impressas. A Ordem do Dia, por exemplo, tinha uma tiragem enorme, que era entregue em mão; hoje, está tudo digitalizado. Essa demanda de ordens de serviço vem caindo vertiginosamente — explicou o servidor, ressaltando que as melhorias processuais também contribuem para a diminuição de gastos com insumos.

Números expressivos

O levantamento traz outros números expressivos. Como o montante de R$ 1 milhão usado para custear 414,3 mil quilos de papel-bobina, em 2012. Dois anos mais tarde, em 2014, a economia já era notória. Foram gastos R$ 653,4 mil para a aquisição de 279,1 mil quilos desse item.

De acordo com Araújo, a expectativa quanto à diminuição do uso de papel na gráfica, levando em consideração sua posição estratégica de fornecer subsídios às atividades legislativas, depende de mudanças na necessidade de impressão da Casa. No entanto, ele salienta que o objetivo, para os próximos três anos, é transferir parte da impressão offset para a tecnologia digital.

— Esse é um processo muito interessante porque ao fazer uma impressão offset é preciso programar uma máquina, calibrando, fazendo as chapas e definindo diversos fatores. Então, uma vez que você programa o equipamento há um custo inicial, com calibragem, folhas para testes etc. Na impressão digital, essa preparação não tem custo — disse, acrescentando que alguns equipamentos offset da Casa serão leiloados.

A gráfica

Atualmente, aproximadamente 400 funcionários, entre efetivos e terceirizados, estão envolvidos nas atividades realizadas pela gráfica, segundo o chefe de serviço. A unidade encontra-se totalmente informatizada, com um modelo integrado de produção automatizada, o que não somente permite melhor aproveitamento da mão de obra, como possibilita minimizar o desperdício de papel com reflexos positivos no meio ambiente.

 

Fonte: Agência Senado
Foto: Lia de Paula/Agência Senado

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