Gustavo Nogueira encarna antigos personagens para falar de “modernidade”

O Secretario Estadual de Planejamento e das Finanças, Gustavo Maurício Filgueiras Nogueira, nos diz seu currículo, é professor universitário e administrador, psicólogo com doutorado em conflito, negociação e decisão.

A partir de agora incluam mais um título: ficcionista e dos bons.

Em entrevista ao Bom Dia RN, nesta quarta-feira (26), o secretário antecipou que dentro do planejamento estratégico (?) para o Estado nos próximos 20 anos o que nos aguarda terá reflexo direto sobre a governança corporativa da máquina, mas sempre com o anteparo da consulta popular. Não foi essa exatamente a sequência de suas palavras, mas o conteúdo vai nessa direção.

Quem acompanhou os últimos governos potiguares sabe que uma das atribuições dos secretários de Planejamento é anunciar o lançamento de livros que nem foram escritos. Por isso mesmo, quando dão entrevistas, o conteúdo fica meio vago, meio distante de qualquer realidade palpável. Ninguém encarnou melhor esse papel do que Vagner Araújo, secretário de Planejamento de Wilma de Faria, de cujo gabinete brotou as mais arrojadas obras da ficção potiguar que se tem conhecimento.

Embora reúna talento para o mister, Gustavo Nogueira jamais deveria associar conceitos de “governança corporativa”  a uma máquina cujos vícios e problemas transcendem ao poder de resolução de uma única gestão que nem chegou a seu primeiro ano.

Tem mais: ao anunciar mudanças profundas para atender a obsessão do governador por uma “modernidade” que nem ele sabe explicar, o secretário deveria vir munido com informações que indicassem por onde esse choque de gestão começaria. E isto, é claro, ele não fez.

Num tempo em que o governo federal lança o corte de 10 ministérios  sem fornecer uma única informação a respeito, esse factoide de Gustavo Nogueira, por ora, vai lhe conferindo o título de “Rolando o Lero”.

Amado Mestre!

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