José Agripino, Rosalba Ciarlini e Cláudia Regina “na mira” da Polícia Federal e do MPF

Rosalba Ciarlini e Carlos Augusto Rosado

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia; a governadora do RN, Rosalba Ciarlini e a prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, por envolvimento em um novo “rabo de palha” que envolveria a participação de outros políticos, dentre eles o marido da governadora e chefe do Gabinete Civil do Governo, Carlos Augusto Rosado, e empresários potiguares que doaram recursos para as campanhas eleitorais dos candidatos do falecido Partido da Frente Liberal (PFL).

Por determinação do ex-procurador geral da República, Roberto Gurgel, o processo estava engavetado no MPF, em Brasília, mas foi reaberto e o novo procurador, Rodrigo Janot, deve conclui-lo até março, quando deverá ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, para ser julgado antes das eleições deste ano.

José Agripino Maia

Rosalba governa o RN por conta de uma liminar concedida por uma ministra do STF, depois de ser condenada a deixar o governo pelo TRE-RN e Cláudia Regina foi jogada fora da Prefeitura de Mossoró por decisão do mesmo colegiado. Já o senador Agripino responde ao segundo inquérito por prática de fraude eleitoral.

No esquema revelado pela mídia nacional e “abafado” aqui no RN, consta que recursos do governo estadual foram doados a empresas que financiaram, através de concessões de incentivos fiscais e sonegação de impostos, as campanhas dos mossoroenses José Agripino, Rosalba Ciarlini e Cláudia Regina, tendo como “poderoso chefão” e articulador o marido da governadora, Carlos Augusto de Sousa Rosado, que favoreceria empresas de fachada e firmas em nome de “laranjas”.

Cláudia Regina

Nas gravações feitas pela PF aparece a voz de Agripino cobrando dinheiro para a campanha dos seus liderados. Agripino não nega que a voz seja sua, mas nega que se trate de esquema de corrupção eleitoral.Só a Justiça poderá esclarecer após o julgamento do mérito, garante um advogado constitucionalista do RN.

Galbi Saldanha que trabalha com Carlos Augusto desde a época em que ele foi presidente da Assembleia Legislativa e hoje é adjunto do Gabinete Civil do Governo, teria sido envolvido no escândalo por conta do “poderoso chefão”. Galbi teria dito: ” Fizeram uma coisa que eu não concordei. Depositaram parte do dinheiro na minha conta bancária”. Carlos Augusto teria acalmado seu empregado, dizendo: “quando o dinheiro entrar, aí a doação será entregue a Rosalba.”

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