Minha Casa com menores investimentos propõe mudança no foco dos empresários

O programa Minha Casa Minha Vida, lançado pelo governo federal para atacar o déficit imobiliário, sempre teve um viés elitista. E durante algum tempo deu às construtoras o fôlego de que elas precisavam para continuar com suas linhas de montagem aquecidas. Tanto é verdade que produziu um número bem maior de unidades habitacionais para a faixa de três a 10 salários mínimos de renda – ou seja, a classe média – na relação com a faixa de zero a três salários.

Na Caixa, as regionais se adaptaram para abraçar essa demanda de mercado no tempo em que a taxa de juros não chegava aos 8% ao ano. Bons tempos que não voltam mais. Agora, o governo federal admite cortes profundos na fase três do Minha Casa, o que agravará a já combalida situação da construção civil.

Mas nem tudo está perdido: com o dólar no patamar atual e promessa de continuar subindo, os projetos imobiliários de segunda residência para turistas propõe um déjà vu nos negócios. Anunciam uma remodelagem no foco dos empreendimentos. Países de economia pobre, quando podem, vivem de turismo e do apetite de quem tem moedas fortes nos bolsos.

É o Brasil voltando às origens, com turistas voltando e tuc tuc fazendo o transporte.

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