Não adianta ficar com discurso enfadonho de “golpe, golpe, golpe”

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Joaquim Pinheiro

A partir de agora não adianta ficar com esse discurso enfadonho e contraproducente de golpe, golpe, golpe, por parte do lulupetismo, mas iniciar um processo de refundação da legenda exercendo o direito que lhe foi reservado de ser oposição e não agentes de destruição do patrimônio público e privado, como estamos verificando no momento.

Os governos petistas proporcionaram avanços sociais importantes, entretanto, foram negligentes e irresponsáveis nos itens ética, competência e honestidade. Têm que reconhecer isso e pedir desculpas à Nação Brasileira, mas não o fazem, preferindo desqualificar o novo governo e incitar as pessoas à violência. Que democracia é essa tão falada pelos liderados do senhor Lula da Silva?

A atual oposição deve defender as Reformas Estruturantes, principalmente a previdenciária, a política e a tributária, temas importantes para o desenvolvimento do País e bem-estar do seu povo. Mas, não, preferem continuar esperneando como se a perda do Poder fosse o fim do mundo. Agindo assim, chegamos à conclusão que o projeto petista não era visando o bem comum, mas o empoderamento do Estado Brasileiro para se aproveitar das suas benesses no âmbito pessoal. Não seremos hipócritas nem sectário para afirmar que o desastre é obra apenas do PT, mas também de outros partidos que exerceram o governo e não tiveram competência para fazer as mudanças necessárias para modernizar o País e fomentar o seu desenvolvimento.

Não se nega também ter havido práticas pouco republicanas em outros momentos, mas nunca como nos dois últimos governos petistas, considerados até então como arautos da ética, da moralidade, da honestidade e da decência. O Brasil está sendo realmente passado a limpo, e para que isso ocorra na sua plenitude é preciso o apoio da população e o empenho dos seus governantes. Não vamos também, recriminar a política permanente e ostensivamente, porque é só através dela que se resolve as grandes questões nacionais.

O que deve ser feito, sim, é tentar melhorar nossa representatividade no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, escolhendo os melhores. O momento é esse. Vem aí novas eleições municipais, oportunidade na qual os eleitores vão escolher prefeitos e vereadores nos mais de 5 mil municípios brasileiros. Entretanto, é preciso ouvir as propostas dos postulantes, verificar sua história e vida pregressa, para não acontecer o pior, incorrendo em erros graves que comprometem o futuro dos municípios e dos seus moradores. Vamos às urnas no próximo dia 2 de outubro. O voto é o principal exercício da cidadania de um povo e um importante instrumento de mudanças, portanto, é exercê-lo com responsabilidade, estabelecendo critérios para escolha dos futuros governantes.

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