Não há modernidade que resista à falta de dinheiro

ROBINSONELULA

Sem abrir mão de muitas de suas prerrogativas que ajudaram a afundar o país, o Governo Federal não fala em enxugar sua gigantesca máquina com o mesmo entusiasmo e velocidade com que acena com novos tributos.

Com os Estados quebrados e outros na iminência de, a máquina estatal do Rio Grande do Norte acaba de beliscar mais uma parcela do Fundo Previdenciário do Estado por razões que dispensam comentário, são óbvias.

A decisão do Governo Federal de excluir a indústria têxtil e de confecções do grupo de atividade que terá alta reduzida da alíquota sobre a folha de pagamento acrescentou outro complicador, já que se trata de um setor relevante para a economia potiguar.

Basta lembrar que o fechamento de uma única unidade têxtil aqui há alguns anos foi o que bastou para derrubar os números de fornecimento de energia consumida pelo setor industrial do RN.  E ainda nem estávamos perto da recessão que se apresentou agora.

Com mais desemprego à vista e sem nenhum escape que supra suas fragilidades econômica, falta ouvir das autoridades locais algo mais substancial do que as velhas agendas positivas.

Ao manter seu apoio ao Partido dos Trabalhadores por gratidão, já que debita à interferência do ex-presidente Lula sua vitória nas eleições do ano passado, Robinson – como já foi dito aqui neste espaço inúmeras vezes – espera por uma reviravolta que não virá antes de 2018 pelo andar da carruagem.

Se o hub da TAM não vier para o Estado, cairá por terra  parte da agenda de positividades do governador, que precisará lutar por uma situação política que lhe permita uma reeleição no futuro.

Mas, com Fátima e Mineiro em cada uma das barras da calça, problemas para fechar as contas e sem dinheiro para investir, não há como explicar para a população de que maneira o “governo da modernidade” pretende agir para melhorar as coisas.

Política e economia andam juntas. É como a letra de uma música: quando a primeira não é boa, a segunda compensa e dá conta do recado. Mas quando tudo está ruim qualquer discurso fica parecido c0om uma grande desarmonia.

 

 

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