Os números incômodos da Guararapes e a chegada de Flávio Azevedo

FLAVIOAZEVEDOEROBINSON1_IVANIZIORAMOS

No mesmo dia, esta semana, em que o empresário Flávio Azevedo assumia a pasta do Desenvolvimento Econômico do governo Robinson, os jornais divulgavam a queda assombrosa do lucro líquido do grupo Guararapes, um dos símbolos do orgulho potiguar.

Controlador da rede de lojas Riachuelo e do shopping Midway Mall, entre outros negócios bem sucedidos, a queda registrada atingiu os impressionantes 40% – dos 124 milhões no ano passado desabou para 74,6 milhões este ano de lucro líquido consolidado. No semestre esse recuo bateu na trave dos 19%, exatamente quando os problemas do país vieram todos à tona de uma só vez.

O resultado disso para qualquer varejo são os estoques saindo pelo ladrão sem a desova que seria esperada. Embora não seja o fim do mundo para um gigante habituado a voar por céu de brigadeiro,  a turbulência acendeu todas as luzinhas vermelhas no painel de controle.

Enquanto isso, na Governadoria, o ex-presidente da Federação da Indústria potiguar assumia um cargo que vem se caracterizando, nos últimos anos, como um dos mais inócuos da estrutura palaciana. E fez isso com o otimismo habitual que costuma esconder o homem competente, pragmático e até eventualmente mal humorado que está por detrás.

Afinal, desde o governo Wilma de Faria, Flávio Azevedo não faz outra coisa a não ser manter o moral elevado, até por força do ofício de presidente da Fiern antes da posse de Amaro Sales.

Irritante para alguns petistas que vivem agarrados nas abas do governo, nem toda a competência do novo secretário, que é notória, terá efeito sobre projetos antigos que jamais saíram do lugar – mais ainda agora com a recessão instalada.

Só que desta vez Robinson pegou um subordinado diferente, que ele não poderá desautorizar pelas redes sociais como fez com o anterior.

E isto, acreditem, faz toda a diferença.

Foto: Ivanízio Ramos – Secom RN

Deixe seu comentário