Policiais viram réus por envolvimento na morte de Eliza Samúdio

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Em novo capítulo do caso Eliza Samúdio, ex-namorada do goleiro Bruno, a comarca de Contagem (MG) recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público contra um policial civil aposentado e outro ainda em ativa por participação no crime, em 2010.

O MP apontou só nesta semana o envolvimento do aposentado José Lauriano de Assis Filho, conhecido como Zezé, na prática dos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e coação no curso do processo.

A Justiça decretou a prisão preventiva dele, sob a alegação de que a liberdade do acusado poderia atrapalhar o andamento da instrução criminal. “O simples fato de se tratar de um policial civil incute temor a testemunhas e aos demais envolvidos na sequência de crimes”, apontou o juiz Elexander Camargos Diniz, da Vara do Tribunal do Júri de Contagem.

O policial Gilson Costa foi acusado pelo crime de coação no curso do processo. Ele fica proibido de se aproximar e de manter contato com testemunhas, vítimas e informantes do processo.

Em seu despacho sobre o recebimento da denúncia, o juiz afirmou que há prova da materialidade dos crimes e que existem indícios de autoria dos fatos apontados pelo MP.

Como a ação penal foi proposta com base em elementos colhidos a partir da quebra do sigilo bancário e telefônico dos envolvidos, o juiz determinou o sigilo do processo, autorizando que apenas as partes e seus respectivos advogados tenham acesso aos autos, para evitar “tumulto processual” diante da ampla repercussão do caso na mídia.

Os acusados têm agora o prazo de dez dias para responder à acusação. Posteriormente, o juiz poderá pronunciar os réus (ou seja, determinar que eles sejam submetidos a júri popular) ou não.

O corpo de Eliza nunca foi encontrado, mas sete pessoas já foram julgadas pela morte e outros crimes conexos, como sequestro e cárcere privado do filho da vítima. Bruno, ex-goleiro do Flamengo, foi condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo mando e homicídio de sua ex-namorada.

 

Fonte: Consultor Jurídico, com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG

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