Atraso de salários: presidente da Adepol ressalta união dos servidores e cobra posicionamento da Assembleia Legislativa

8 nov by João Ricardo Correia

Atraso de salários: presidente da Adepol ressalta união dos servidores e cobra posicionamento da Assembleia Legislativa

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Servidores ocuparam a rampa de acesso à Governadoria e ameaçaram paralisar atividades se Governo não anunciar calendário de pagamento (Foto: Adepol RN)

Cerca de 500 servidores públicos estaduais, das entidades da Segurança Pública e auditores fiscais, participaram de ato público, nesta terça-feira (8), em frente à Governadoria, em Natal, contra o atraso dos salários e a falta de programação, por parte do Governo do RN, de quando receberão os meses de outubro, novembro, dezembro e o décimo terceiro.

Delegados, agentes e escrivães de Polícia Civil, praças e oficiais PM, servidores do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), bombeiros militares, agentes penitenciários e auditores ficais não pouparam críticas à gestão do governador Robinson Faria.


Os servidores foram “recepcionados” por grades de metal colocadas na rampa de acesso à Governadoria e durante todo o tempo do protesto as portas de vidro do local onde o governador dá expediente permaneceram fechadas.

A presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva Gomes, ressaltou a união dos servidores o que, para ela, demonstra que todos sofrem com o caos financeiro em que se encontra o Estado. “Vivemos numa incerteza, nessa insegurança. Nós estamos lutando pela sobrevivência das nossas famílias. Recebemos o mês de setembro, mas não sabemos quando receberemos outubro, novembro, dezembro e o décimo. O problema é de todos. O poder Executivo está sofrendo, enquanto os outros Poderes têm milhões em caixa. É preciso haver sensibilidade para fazer esse dinheiro retornar e ser transformado em salários. Trabalhamos e temos o direito de receber, ninguém trabalha de graça”.

Ana Cláudia ainda cobrou um posicionamento da Assembleia Legislativa: “Cada deputado tem a responsabilidade de ajudar a resolver essa questão. Precisamos que a receita líquida do Estado seja dividida de maneira justa, igualitária”.

“Precisamos nos unir cada vez mais. Com o dinheiro da repatriação, possivelmente receberemos o salário de outubro e o décimo terceiro. Nós termos certeza que se não houver recurso extraordinário, não receberemos os salários de novembro e dezembro. Isso é inadmissível. A crise é de Estado, não é de servidores do Poder Executivo”, disse a presidente da Adepol.

Assessoria de Comunicação da Adepol RN

ByJoão Ricardo Correia

Jornalista, nascido em Natal(RN). Formado em Comunicação Social pela UFRN. Radialista. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor geral do Portal Companhia da Notícia.

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