Robinson brinda a baderna com promessas e dá um péssimo exemplo

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Por oito horas, nesta segunda-feira (3) os militantes da conhecida milícia do MST – Movimento dos Sem Terra – infernizou a vida de quem buscou embarcar e desembarcar do aeroporto Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante. Como recompensa, à noite, a liderança do movimento que eternamente pede terras e subsídios ao governo central foi recebida em gabinete pelo governador Robinson Faria (FOTO). E saiu de lá com promessas.

“O governo (do Estado) já assumiu o compromisso com a perfuração de poços em áreas de assentamento, vamos montar uma equipe técnica para dar apoio aos sem-terra, adquirir também kits para irrigação e vamos incluir o MST no grupo de gestão da Central de Abastecimento”, disse o governador, que destacou ainda o diálogo contínuo com o MST na área de Educação, que já teve muitas reivindicações atendidas. Pelo menos é o que está no release distribuído pela assessoria de imprensa.

Em meio a uma seca que está aniquilando com a riqueza que ainda sobra no campo, a boa vontade de Robinson para com um movimento que na última década não colaborou em nada para alterar o perfil produtivo do país irrita. Principalmente porque soa como um prêmio para quem tumultua e ameaça a ordem pública.

O direito que o MST tem a protestar contra decisões de uma ajuste fiscal deflagrado por um governo que o movimento apoia é o mesmíssimo das pessoas que precisavam pegar um avião  (podia ser ônibus, carro, trem), mas foram humilhadas e obrigadas a andar à pé sob o sol forte para não perder seus horários e compromissos.

Recém chegado de um encontro dos governadores com a presidente da República, que prometeu liberar cargos de confiança em troca de uma aliança pela governabilidade do país, Robinson mostra quão relativos são seus pesos e medidas.

Na hora de mostrar que não funciona sob pressão, aquiesce.

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