Robinson retorna à logica de que governante vivo é o que faz propaganda

Imagem Novo Jornal

De primeiro lugar na taxa de desemprego no País para o terceiro lugar, anunciado nesta quarta (26) na manchete principal da TRIBUNA DO NORTE, atrás só da Bahia e de Alagoas, o Rio Grande do Norte amarga uma situação que infelizmente não é inédita. A de colher frutos antes de plantá-los.

Sofrendo os mesmos problemas decorrentes da recessão econômica que atinge as demais unidades da Federação, o RN teria melhores condições de não estar nessa triste posição no ranking do desemprego não valorizasse tanto a política em detrimento de parâmetros técnicos e racionais.

Um exemplo eloquente dessa distorção aconteceu recentemente quando militantes do MST fecharam por horas o acesso de passageiros por carro ao aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo, obrigando mulheres, homens e crianças caminharem até o terminal sob um sol escaldante.

Hora depois, os líderes desse mesmo movimento foram recebidos em audiência pelo governador Robinson Farias, que se esmerou em promessas e agrados, atendendo seus aliados petistas.

Para um governador que vem se empenhando tanto pela instalação de um hub naquele aeroporto, aceitar que o MST se impusesse sugere que ainda não temos maturidade para entender uma vida fora da política. Além, é claro, de emitir um sinal aos investidores que aqui é possível atrapalhar a vida de um aeroporto e ainda ser acariciado por isso.

Mesmo de forma mais comedida, sem lançar mão de ridículos slogans e logomarcas de governo , Robinson já botou no ar sua propaganda institucional na qual a realidade de um estado com claras dificuldades é pintada com cores generosamente positivas. Nesse sentido, ele repetiu em detalhes o que já fizeram seus antecessores.

Não há mais espaço para esse tipo de coisa.

 

 

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