Susto com a notícia de que TAM vai cortar até 10% das operações no Brasil

Aparentemente, a decisão da Latam Airlines, anunciada nesta segunda-feira (20), de reduzir gradualmente suas operações no Brasil entre 8% a 10%, diante do quadro de desaceleração econômica, não afetará as estratégias de longo prazo da companhia.

Elas incluem a renovação de frota e os estudos de viabilidade de implantação do centro de conexões do Nordeste ou hub como preferirem, objeto de feroz disputa entre o Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco.

A notícia, mesmo assim, produz certo frio na espinha, já que um investimento de porte como o hub só acontece quando todas as variáveis estão devidamente equacionadas.

Até lá, continuaremos suando frio e passando por sobressaltos.

A decisão da Latam só afetará neste momento a oferta de assentos nas aeronaves porque, basicamente, as pessoas estão sentindo o arrocho da economia e viajando menos.

Isto não significa, porém, que os demais negócios da companhia sigam no mesmo compasso.

O governo do RN precisa desesperadamente de um investimento grande, pois com a seca e o quadro macroeconômico a equipe econômica de Robinson ainda não se apercebeu da grave perda  de ativos na indústria e no agronegócio, se é que se pode chamar assim a insipiente atividade no campo.

Mas é esta atividade  agropecuária, que responde por nossas exportações, que estão sob ameaça. Cada cabeça de gado, cada pé de caju, tudo isso traduz enriquecimento ou na falta, empobrecimento. Infelizmente, a seca conseguiu fazer seu estrago sem que as autoridades tenham pensado em aliviar a corda dos produtores.

O hub da Latam está longe de resolver esse problema, mas certamente daria um belo alento aos desesperados.

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