Tag: Aécio Neves

24 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Gilmar Mendes arquiva outro inquérito contra senador Aécio Neves

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no qual é investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à Comissão Parlamentar Mista de Inqúerito (CPMI) dos Correios, em 2005.

O arquivamento havia sido pedido pela Procuradoria-Geral da República em setembro. O inquérito tinha como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CMPI e relatou ter sido procurado por Eduardo Paes, então deputado pelo PSDB, que lhe teria pedido, em nome de Aécio, o adiamento do prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos, de modo a haver tempo para a fraude.

17 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , , , , , ,

Moraes determina votação aberta no Senado sobre cautelares a Aécio

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado faça votação aberta sobre as medidas cautelares impostas pela corte ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ministro diz que deve prevalecer o princípio da publicidade e que o artigo do Regimento Interno do Senado que permite o voto secreto no caso de prisão em flagrante de parlamentar não foi recepcionado pela Constituição. A votação do caso Aécio Neves no Senado está prevista para esta terça-feira (17/10).

“A votação ostensiva e nominal dos representantes do povo, salvo raríssimas exceções em que a própria independência e liberdade do Congresso Nacional estarão em jogo, é a única forma condizente com os princípios da soberania popular e da publicidade”, afirmou o ministro na decisão liminar, acolhendo um mandado de segurança apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Na ação, Randolfe afirmou que o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB/CE), teria dito à imprensa que, na votação do caso Aécio Neves, pretende seguir o Regimento Interno da Casa, que, em seu artigo 291 (inciso I, alínea ‘c’), determina que a votação seja secreta.

7 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Votação em primeiro turno da PEC da reforma política está marcada para quarta

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As lideranças partidárias acertaram a votação, em primeiro turno, da reforma política na sessão de quarta-feira (9). O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que esse deverá ser o único item da pauta do Plenário no dia. A reforma está reunida em duas propostas de emenda à Constituição (PEC 36/2016 e PEC 113A/2015, esta anexada à primeira).

A PEC 36/2016, dos senadores do PSDB Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), dá fim às coligações nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e cria uma cláusula de barreira para a atuação dos partidos políticos. O texto já recebeu, em Plenário, três emendas da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Pelo substitutivo do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), as coligações partidárias nas eleições para vereador e deputado serão extintas a partir de 2022. Atualmente, os partidos podem fazer coligações, de modo que as votações das legendas coligadas são somadas e consideradas como um grupo único no momento de calcular a distribuição de cadeiras no Legislativo.

31 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Depois de tudo o que fez, Aécio não contava ser de novo o grande derrotado de uma eleição

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Por Kiko Nogueira*

Não há dúvida de que o PT foi o grande derrotado nas eleições municipais. Perdeu todas as cidades que disputou no domingo, de Anápolis a Santa Maria, passando por Mauá, Recife, Santo André, Vitória da Conquista e Juiz de Fora.

Mas isso já era previsível, de certa forma, dado o massacre dos últimos quatro anos, o golpe, a Lava Jato, a perseguição a Lula etc.

O que não estava combinado era a derrota humilhante do principal motor do impeachment, o homem que três dias depois do resultado de 2014 estava falando em anular o pleito.

4 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

O significado das palavras de Lula na coletiva depois de depoimento

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Por Paulo Nogueira*

Quiseram matar a jararaca, mas bateram no rabo e não na cabeça.

Assim Lula terminou no começo desta tarde de sexta seu pronunciamento depois do interrogatório a que foi submetido pela PF na nova fase da Lava Jato.

Quem pensava que Lula estaria abatido se decepcionou.

Lula parecia cheio de fogo e de planos. Disse estar magoado, ofendido, ultrajado, mas ao mesmo tempo mais motivado que nunca para combater o combate.

Falava como um jovem sindicalista, e não como um septuagenário em busca de sossego.

Avisou que, a partir de agora, vai percorrer o país, como fez no passado. Não é uma boa notícia para a direita, evidentemente.

Você ouve Lula falar e vê a diferença brutal que o separa, em carisma, retórica e poder de convencimento, dos políticos da oposição que poderiam enfrentá-lo nas urnas em 2018.

Pense em Aécio, ou Alckmin, ou quem quer seja: é um profissional contra mirins.

O episódio de hoje pode ter sido um espetacular erro dos interessados no golpe. Em vez de derrubar o alvo, Lula e o PT, eles podem tê-lo inflamado e despertado.

Ficou claro, desde o início, a repugnância de largas fatias da população diante do grande propulsor do golpe, a Rede Globo.

No Twitter, a hashtag #ForaRedeGlobo era uma das mais concorridas. Viralizou a imagem de um tuíte em que o jornalista Diego Escosteguy anunciava euforicamente, no começo da madrugada da quinta, a operação contra Lula.

Escosteguy, de uma revista da Globo, provavelmente não se deu conta da gravidade do que seu tuíte revelava: o jogo combinado entre os Marinhos e a Lava Jato.

É a isso que leva a arrogância.

Ele quis se fazer de bonzão, de bem informado, e expôs seus patrões a uma situação constrangedora.

Vieram à mente as lembranças da Globo golpista de 1964. Mais de 50 anos depois, a empresa não mudou. Talvez tenha mudado o Brasil, e se o golpe não funcionar a Globo, que mamou nas tetas de dois governos petistas, possivelmente terá problemas sérios pela frente.

Sérios e, aliás, merecidos. Merecidíssimos. A Globo sodomizou o Brasil desde o início da ditadura, e já é hora desse abuso chegar ao fim.

Comentaristas da mídia defenderam o indefensável: a agressão a Lula. Uma das críticas mais frequentes foi que Lula politizou o caso.

Ora, ora, ora.

É claramente uma ação política. Eles queriam que Lula despolitizasse o ataque de que foi vítima?

Lula falou no seu triplex com uma mistura de humor e veneno. Se os Marinhos lhe cedessem a Paraty House, descansaria lá.

A maneira como as duas propriedades são tratadas é exemplar da politização da investida contra Lula.

Todos sabem que a Paraty House foi construída e desfrutada pela família Marinho. Mais especificamente, por Paula Marinho, filha de João Roberto, responsável pela política editorial da Globo.

O arquiteto chamou a casa de Projeto PM, de Paula Marinho. Uma especialista que trabalhou no paisagismo da casa disse ao DCM que a Paraty House é dos Marinhos.

E eles negam, com base em espertezas legais, e chegam ao cúmulo de ameaçar sites como o nosso.

É uma casa criminosa, além do mais: infringe a legislação sem nenhuma cerimônia.

Mas sobre isso ninguém faz nada. A PF finge que o problema não existe, e não seria de espantar se Moro já tivesse se hospedado nela. (Atenção: é uma mera especulação.)

Em compensação, os humildes pedalinhos de Atibaia são objeto de uma investigação brutal.

Esta diferença é o símbolo do Brasil — em que a plutocracia pode tudo, incluído aí derrubar governantes que não se ajoelham diante dela.

 

*Paulo Nogueira    
Fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

 

Fonte: Diário do Centro do Mundo

26 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Opinião: Para a mídia, o banqueiro preso não é amigo de Aécio

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Por Paulo Nogueira
O senador Aécio Neves (FOTO) é um homem sem amigos, para a imprensa.

Ele não é amigo de Perrela, o homem em cujo helicóptero foi encontrada meia tonelada de pasta de cocaína.

Ele também não é amigo de André Esteves, o banqueiro preso hoje na Lava Jato.

Em contraste, Lula, segundo a mídia, é um homem cheio de amigos. Você é informado uniquamente em jornais e revistas, por exemplo, que ele é amigo de um pecuarista preso na Lava Jato como o banqueiro Esteves.

Fui ver o que a decana do jornalismo econômico, Míriam Leitão, deu em seu blog no Globo sobre Esteves hoje.

Nenhuma menção a Aécio. Esteves se aproximou, nos últimos anos, do governo, disse Míriam.  Este seu pecado, para Míriam: aproximar-se de Lula e Dilma.

A empresa para a qual Míriam trabalha sempre esteve longe de governos, naturalmente, a começar pelos da ditadura militar, e depois seguindo por Sarney. Distância absoluta, o que dá a Míriam força para falar nos males trazidos pela proximidade com governos.

Não é notícia, nem para Míriam e nem para ninguém na imprensa, que André Esteves pagou uma viagem para Nova York para Aécio e acompanhante em 2013. Ele era então senador.

Em Nova York, Aécio falou num encontro com investidores estrangeiros promovido por Esteves. O casal Neves ficou hospedado num dos hotéis mais tradicionais de Nova York, o Waldorf Astoria.

Repare.

Ninguém discute se é ético um banco patrocinar uma viagem a Nova York para um senador da República.

Foi sua lua de mel. Aécio acabara de se casar. Míriam, como o resto da mídia, ignorou esta viagem de Aécio em seu texto. Será que ela acha moralmente aceitável este tipo de coisa? (Do episódio ficou o boato de que Esteves foi padrinho de casamento de Aécio. Não é verdade.)

Suspeito que para ela, assim como para a maior parte dos conservadores, haja duas formas de analisar uma mamata como a oferecida por Esteves a Aécio.

Para figuras como Aécio, tudo bem. Mas se fosse para alguém do PT seria um escândalo.

O Brasil vive a tragédia da dupla visão sobre episódios idênticos.

Fui ver o perfil do site da Folha sobre Andre Esteves. Mais uma vez, nenhuma citação a Aécio. Havia até, na última frase, a afirmação de que Esteves é sócio minoritário dos Frias no uol.

Mas silêncio absoluto sobre Aécio. É um homem sem amigos. O oposto de Lula.

Esta a mídia não enviesada, na definição antológica do juiz Sérgio Moro, outro luminoso exemplo de isenção.

 
*Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

28 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Oposição quer leitura de requerimento da CPI da Petrobras na terça-feira

Senador Aécio Neves é pré-candidato a presidente da República

Em entrevistas nesta quinta-feira (27), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disseram esperar que o pedido de criação da CPI da Petrobras seja lido pela Mesa do Senado na sessão deliberativa de terça-feira (1º). Pela manhã, a oposição apresentou documento com 28 assinaturas a favor da CPI, uma a mais que o mínimo exigido.

Randolfe lembrou que a leitura, em momento a ser decidido pela Mesa, só pode ocorrer em sessão deliberativa, por isso a expectativa de que a formalização aconteça na terça. Ele e Aécio criticaram a possibilidade de o governo convencer senadores a retirar assinaturas do requerimento.

– É inaceitável que haja qualquer tipo de pressão sobre os parlamentares que assinaram o pedido de CPI. Eu não acredito que qualquer um dos signatários possa se submeter a chantagem. É uma ameaça, um ataque, uma violência inaceitável à integridade do Congresso Nacional – disse Aécio.

Para Randolfe, embora legal, a retirada de assinaturas não seria moral nem republicana.

– O moral e republicano seria ficar à disposição de todos os mecanismos de investigação – afirmou Randolfe.

INEVITÁVEL

Os dois senadores disseram que a instalação da CPI já é inevitável e ressaltaram a possibilidade de uma CPI mista – a oposição na Câmara ainda tenta obter as 171 assinaturas necessárias naquela Casa. Eles também pediram bom senso ao governo para que a oposição tenha direito ou à presidência ou à relatoria da CPI.

Para os dois senadores, a investigação da Petrobras é um desejo da sociedade brasileira.

– O foco é saber como está sendo administrada a principal empresa brasileira e por que a principal empresa brasileira deixou de ser uma das principais empresas da América Latina – assinalou Randolfe.

Aécio voltou a afirmar que as denúncias “são extremamente graves”.

– Os casos Pasadena e Abreu e Lima precisam ser investigados. Queremos investigações e a punição exemplar dos responsáveis – apontou Aécio.

 

(Fonte: Agência Senado)

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