Tag: Aécio Neves

20 dez by João Ricardo Correia Tags:, , ,

Operação da PF cumpre mandados em endereços ligados a Aécio Neves

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (20) a segunda fase da Operação Ross, que investiga o senador Aécio Neves (FOTO). De acordo com a PF, a operação tem como objetivo apurar o recebimento de vantagens indevidas por parte do senador, “solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo frigorífico, entre os anos de 2014 e 2017”.

Os policiais federais estão cumprindo, desde cedo, três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, em Belo Horizonte. Os mandados foram expedidos pelo STF, após solicitação da PF.

Na primeira fase da Operação Ross, deflagrada no dia 11 deste mês, a PF cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e 48 intimações para depoimentos no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. Os alvos foram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a irmã dele, Andrea Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros. Também os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN) foram investigados, além dos deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Naquela ocasião, o senador Aécio Neves afirmou que “delatores, em busca da manutenção da sua incrível imunidade penal, falseiam as informações e transformam algo lícito, legal, [em algo] com aparência de crime. Não houve nenhuma ilicitude. Chega de tentar transformar a realidade em benefícios para esses delatores. Tenho absoluta confiança na Justiça. A seriedade dessas apurações vai mostrar o que foi feito de forma correta, não apenas em relação ao PSDB, mas a outros partidos políticos. Criminalizar a doação que era legal é um desserviço à verdade e à Justiça”,

De acordo com a PF, o nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas. A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Por Agência Brasil / Brasília

11 dez by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Aécio classifica de desnecessárias diligências da PF em seus endereços

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira (11) que os pedidos de diligência cumpridos na manhã de hoje pela Polícia Federal em seus endereços foram “absolutamente desnecessários” e que as investigações vão comprovar que as doações feitas à campanha dele à Presidência em 2014 ocorreram de forma correta.

Edifício em Ipanema, no Rio de Janeiro, onde Aécio Neves tem apartamento – Tânia Rêgo/Agência Brasil
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira (11) que os pedidos de diligência cumpridos na manhã de hoje pela Polícia Federal em seus endereços no Rio de Janeiro e em Minas Gerais foram “absolutamente desnecessários” e que as investigações vão comprovar que as doações feitas à campanha dele à Presidência em 2014 ocorreram de forma correta.

Aécio chamou a imprensa para falar sobre a Operação Ross, deflagrada hoje, que autorizou o cumprimento de mais de 20 mandados de busca e apreensão em residências ligadas a Aécio e a outros parlamentares.

“O maior interessado em esclarecer todas essas questões sempre fui eu. Sempre estive à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos devidos. As doações à campanha eleitoral, feitas em 2014 de forma legal, foram provadas pela Justiça Eleitoral sem absolutamente qualquer contrapartida”, disse. Segundo o parlamentar, não se pode mais aceitar que “delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”.

24 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Gilmar Mendes arquiva outro inquérito contra senador Aécio Neves

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no qual é investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à Comissão Parlamentar Mista de Inqúerito (CPMI) dos Correios, em 2005.

O arquivamento havia sido pedido pela Procuradoria-Geral da República em setembro. O inquérito tinha como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CMPI e relatou ter sido procurado por Eduardo Paes, então deputado pelo PSDB, que lhe teria pedido, em nome de Aécio, o adiamento do prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos, de modo a haver tempo para a fraude.

22 jul by João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Marco Antonio Villa: “Não é possível dialogar com os que nos governam”

17 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , , , , , ,

Moraes determina votação aberta no Senado sobre cautelares a Aécio

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado faça votação aberta sobre as medidas cautelares impostas pela corte ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ministro diz que deve prevalecer o princípio da publicidade e que o artigo do Regimento Interno do Senado que permite o voto secreto no caso de prisão em flagrante de parlamentar não foi recepcionado pela Constituição. A votação do caso Aécio Neves no Senado está prevista para esta terça-feira (17/10).

“A votação ostensiva e nominal dos representantes do povo, salvo raríssimas exceções em que a própria independência e liberdade do Congresso Nacional estarão em jogo, é a única forma condizente com os princípios da soberania popular e da publicidade”, afirmou o ministro na decisão liminar, acolhendo um mandado de segurança apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Na ação, Randolfe afirmou que o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB/CE), teria dito à imprensa que, na votação do caso Aécio Neves, pretende seguir o Regimento Interno da Casa, que, em seu artigo 291 (inciso I, alínea ‘c’), determina que a votação seja secreta.

7 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Votação em primeiro turno da PEC da reforma política está marcada para quarta

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As lideranças partidárias acertaram a votação, em primeiro turno, da reforma política na sessão de quarta-feira (9). O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que esse deverá ser o único item da pauta do Plenário no dia. A reforma está reunida em duas propostas de emenda à Constituição (PEC 36/2016 e PEC 113A/2015, esta anexada à primeira).

A PEC 36/2016, dos senadores do PSDB Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG), dá fim às coligações nas eleições proporcionais (vereadores e deputados) e cria uma cláusula de barreira para a atuação dos partidos políticos. O texto já recebeu, em Plenário, três emendas da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Pelo substitutivo do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), as coligações partidárias nas eleições para vereador e deputado serão extintas a partir de 2022. Atualmente, os partidos podem fazer coligações, de modo que as votações das legendas coligadas são somadas e consideradas como um grupo único no momento de calcular a distribuição de cadeiras no Legislativo.

31 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Depois de tudo o que fez, Aécio não contava ser de novo o grande derrotado de uma eleição

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Por Kiko Nogueira*

Não há dúvida de que o PT foi o grande derrotado nas eleições municipais. Perdeu todas as cidades que disputou no domingo, de Anápolis a Santa Maria, passando por Mauá, Recife, Santo André, Vitória da Conquista e Juiz de Fora.

Mas isso já era previsível, de certa forma, dado o massacre dos últimos quatro anos, o golpe, a Lava Jato, a perseguição a Lula etc.

O que não estava combinado era a derrota humilhante do principal motor do impeachment, o homem que três dias depois do resultado de 2014 estava falando em anular o pleito.

4 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

O significado das palavras de Lula na coletiva depois de depoimento

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Por Paulo Nogueira*

Quiseram matar a jararaca, mas bateram no rabo e não na cabeça.

Assim Lula terminou no começo desta tarde de sexta seu pronunciamento depois do interrogatório a que foi submetido pela PF na nova fase da Lava Jato.

Quem pensava que Lula estaria abatido se decepcionou.

Lula parecia cheio de fogo e de planos. Disse estar magoado, ofendido, ultrajado, mas ao mesmo tempo mais motivado que nunca para combater o combate.

Falava como um jovem sindicalista, e não como um septuagenário em busca de sossego.

Avisou que, a partir de agora, vai percorrer o país, como fez no passado. Não é uma boa notícia para a direita, evidentemente.

Você ouve Lula falar e vê a diferença brutal que o separa, em carisma, retórica e poder de convencimento, dos políticos da oposição que poderiam enfrentá-lo nas urnas em 2018.

Pense em Aécio, ou Alckmin, ou quem quer seja: é um profissional contra mirins.

O episódio de hoje pode ter sido um espetacular erro dos interessados no golpe. Em vez de derrubar o alvo, Lula e o PT, eles podem tê-lo inflamado e despertado.

Ficou claro, desde o início, a repugnância de largas fatias da população diante do grande propulsor do golpe, a Rede Globo.

No Twitter, a hashtag #ForaRedeGlobo era uma das mais concorridas. Viralizou a imagem de um tuíte em que o jornalista Diego Escosteguy anunciava euforicamente, no começo da madrugada da quinta, a operação contra Lula.

Escosteguy, de uma revista da Globo, provavelmente não se deu conta da gravidade do que seu tuíte revelava: o jogo combinado entre os Marinhos e a Lava Jato.

É a isso que leva a arrogância.

Ele quis se fazer de bonzão, de bem informado, e expôs seus patrões a uma situação constrangedora.

Vieram à mente as lembranças da Globo golpista de 1964. Mais de 50 anos depois, a empresa não mudou. Talvez tenha mudado o Brasil, e se o golpe não funcionar a Globo, que mamou nas tetas de dois governos petistas, possivelmente terá problemas sérios pela frente.

Sérios e, aliás, merecidos. Merecidíssimos. A Globo sodomizou o Brasil desde o início da ditadura, e já é hora desse abuso chegar ao fim.

Comentaristas da mídia defenderam o indefensável: a agressão a Lula. Uma das críticas mais frequentes foi que Lula politizou o caso.

Ora, ora, ora.

É claramente uma ação política. Eles queriam que Lula despolitizasse o ataque de que foi vítima?

Lula falou no seu triplex com uma mistura de humor e veneno. Se os Marinhos lhe cedessem a Paraty House, descansaria lá.

A maneira como as duas propriedades são tratadas é exemplar da politização da investida contra Lula.

Todos sabem que a Paraty House foi construída e desfrutada pela família Marinho. Mais especificamente, por Paula Marinho, filha de João Roberto, responsável pela política editorial da Globo.

O arquiteto chamou a casa de Projeto PM, de Paula Marinho. Uma especialista que trabalhou no paisagismo da casa disse ao DCM que a Paraty House é dos Marinhos.

E eles negam, com base em espertezas legais, e chegam ao cúmulo de ameaçar sites como o nosso.

É uma casa criminosa, além do mais: infringe a legislação sem nenhuma cerimônia.

Mas sobre isso ninguém faz nada. A PF finge que o problema não existe, e não seria de espantar se Moro já tivesse se hospedado nela. (Atenção: é uma mera especulação.)

Em compensação, os humildes pedalinhos de Atibaia são objeto de uma investigação brutal.

Esta diferença é o símbolo do Brasil — em que a plutocracia pode tudo, incluído aí derrubar governantes que não se ajoelham diante dela.

 

*Paulo Nogueira    
Fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

 

Fonte: Diário do Centro do Mundo

26 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Opinião: Para a mídia, o banqueiro preso não é amigo de Aécio

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Por Paulo Nogueira
O senador Aécio Neves (FOTO) é um homem sem amigos, para a imprensa.

Ele não é amigo de Perrela, o homem em cujo helicóptero foi encontrada meia tonelada de pasta de cocaína.

Ele também não é amigo de André Esteves, o banqueiro preso hoje na Lava Jato.

Em contraste, Lula, segundo a mídia, é um homem cheio de amigos. Você é informado uniquamente em jornais e revistas, por exemplo, que ele é amigo de um pecuarista preso na Lava Jato como o banqueiro Esteves.

Fui ver o que a decana do jornalismo econômico, Míriam Leitão, deu em seu blog no Globo sobre Esteves hoje.

Nenhuma menção a Aécio. Esteves se aproximou, nos últimos anos, do governo, disse Míriam.  Este seu pecado, para Míriam: aproximar-se de Lula e Dilma.

A empresa para a qual Míriam trabalha sempre esteve longe de governos, naturalmente, a começar pelos da ditadura militar, e depois seguindo por Sarney. Distância absoluta, o que dá a Míriam força para falar nos males trazidos pela proximidade com governos.

Não é notícia, nem para Míriam e nem para ninguém na imprensa, que André Esteves pagou uma viagem para Nova York para Aécio e acompanhante em 2013. Ele era então senador.

Em Nova York, Aécio falou num encontro com investidores estrangeiros promovido por Esteves. O casal Neves ficou hospedado num dos hotéis mais tradicionais de Nova York, o Waldorf Astoria.

Repare.

Ninguém discute se é ético um banco patrocinar uma viagem a Nova York para um senador da República.

Foi sua lua de mel. Aécio acabara de se casar. Míriam, como o resto da mídia, ignorou esta viagem de Aécio em seu texto. Será que ela acha moralmente aceitável este tipo de coisa? (Do episódio ficou o boato de que Esteves foi padrinho de casamento de Aécio. Não é verdade.)

Suspeito que para ela, assim como para a maior parte dos conservadores, haja duas formas de analisar uma mamata como a oferecida por Esteves a Aécio.

Para figuras como Aécio, tudo bem. Mas se fosse para alguém do PT seria um escândalo.

O Brasil vive a tragédia da dupla visão sobre episódios idênticos.

Fui ver o perfil do site da Folha sobre Andre Esteves. Mais uma vez, nenhuma citação a Aécio. Havia até, na última frase, a afirmação de que Esteves é sócio minoritário dos Frias no uol.

Mas silêncio absoluto sobre Aécio. É um homem sem amigos. O oposto de Lula.

Esta a mídia não enviesada, na definição antológica do juiz Sérgio Moro, outro luminoso exemplo de isenção.

 
*Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

28 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Oposição quer leitura de requerimento da CPI da Petrobras na terça-feira

Senador Aécio Neves é pré-candidato a presidente da República

Em entrevistas nesta quinta-feira (27), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disseram esperar que o pedido de criação da CPI da Petrobras seja lido pela Mesa do Senado na sessão deliberativa de terça-feira (1º). Pela manhã, a oposição apresentou documento com 28 assinaturas a favor da CPI, uma a mais que o mínimo exigido.

Randolfe lembrou que a leitura, em momento a ser decidido pela Mesa, só pode ocorrer em sessão deliberativa, por isso a expectativa de que a formalização aconteça na terça. Ele e Aécio criticaram a possibilidade de o governo convencer senadores a retirar assinaturas do requerimento.

– É inaceitável que haja qualquer tipo de pressão sobre os parlamentares que assinaram o pedido de CPI. Eu não acredito que qualquer um dos signatários possa se submeter a chantagem. É uma ameaça, um ataque, uma violência inaceitável à integridade do Congresso Nacional – disse Aécio.

Para Randolfe, embora legal, a retirada de assinaturas não seria moral nem republicana.

– O moral e republicano seria ficar à disposição de todos os mecanismos de investigação – afirmou Randolfe.

INEVITÁVEL

Os dois senadores disseram que a instalação da CPI já é inevitável e ressaltaram a possibilidade de uma CPI mista – a oposição na Câmara ainda tenta obter as 171 assinaturas necessárias naquela Casa. Eles também pediram bom senso ao governo para que a oposição tenha direito ou à presidência ou à relatoria da CPI.

Para os dois senadores, a investigação da Petrobras é um desejo da sociedade brasileira.

– O foco é saber como está sendo administrada a principal empresa brasileira e por que a principal empresa brasileira deixou de ser uma das principais empresas da América Latina – assinalou Randolfe.

Aécio voltou a afirmar que as denúncias “são extremamente graves”.

– Os casos Pasadena e Abreu e Lima precisam ser investigados. Queremos investigações e a punição exemplar dos responsáveis – apontou Aécio.

 

(Fonte: Agência Senado)

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