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25 ago by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Eleições 2018: não se sabe nem quem poderá ser candidato

 

O cenário político para 2018 é mais ou menos o seguinte: os eleitores estão revoltados com tanta roubalheira, os políticos com mandatos estão tremendo nas bases – com raras exceções – diante das investigações do Ministério Público e Polícia Federal, os pré-candidatos terão muita dificuldades para conseguir votos e, principalmente, ainda não se sabe quem poderá ser candidato.

Enquanto isso, Dilma, Lula, Aécio, Renan e Temer continuam soltos. Resumindo: o Brasil está lascado. Ah, temos como “salvador da pátria”, por enquanto, Bolsonaro! Resumindo mais ainda: eita, desgraça grande!

15 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Delcídio diz que Aécio e Paes agiram em favor do Banco Rural na CPI dos Correios

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Senador Aécio Neves, do PSDB

O senador Delcídio Amaral (sem partido/MS), em acordo de delação premiada homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, disse que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria atuado no sentido de maquiar alguns dados obtidos no Banco Rural pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios – comissão da qual Delcídio foi presidente em 2005. Em nota, Aécio Neves negou as acusações de Delcídio.

O ex-candidato tucano à Presidência da República teria sido beneficiado também pelo esquema conhecido como Lista de Furnas – esquema de corrupção e lavagem de dinheiro por meio do qual a estatal Furnas Centrais Elétricas teria abastecido a campanha de políticos do PSDB e do PFL (atual DEM) nas eleições de 2002.

No documento da delação, divulgado hoje (15) pelo STF, Delcídio disse que, segundo um dos operadores dos pagamentos feitos no caso de Furnas, “um dos beneficiários dos valores ilícitos, sem dúvida, foi Aécio Neves, assim como o PP, através de José Janene”. Diz, ainda, que “a diretoria de Furnas anterior à atual [a penúltima] era muito ligada a Eduardo Cunha ” e que, por isso, acredita que ele tinha “comando absoluto” da estatal, recebendo inclusive “vantagens ilícitas” dela. Ex-deputado federal pelo PP do Paraná, morto em 2010, Janene foi condenado dentro da Ação Penal 470, o processo do mensalão.

Segundo Delcídio, a situação na empresa teria levado a presidenta Dilma Rousseff a fazer uma intervenção em Furnas “para cessar as práticas ilícitas”. De acordo com o senador, as mudanças feitas pela presidenta, que retirou aliados de Cunha da companhia, teria dado início ao enfrentamento entre Dilma e Cunha. No depoimento, Delcídio diz que as empresas envolvidas em Furnas são as mesmas que estão sendo investigadas no caso da Petrobras: Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Odebrecht.

Maquiagem

Durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, Delcídio identificou algumas “maquiagens” em alguns “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural. Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador e o ex-vice-governador de Minas Gerais, Aécio Neves e Clésio Andrade – além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do publicitário Marcus Valério, pivô do mensalão, entre outros.

Delcídio disse compreender a existência dessa maquiagem pelo fato de que “a gênese do mensalão teria ocorrido em Minas Gerais”. No depoimento dado pelo senador sulmatogrossense, ele disse que ficou sabendo que os dados recebidos do banco estavam maquiados por meio de relatos feitos por Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, e do próprio Aécio Neves, mas que isso acabou não sendo incluído no relatório final. Em nota, Paes negou as acusações de Delcídio.

Até então, Delcídio sentia apenas que o pedido de quebra dos sigilos do Banco Rural causava “certo incômodo” por parte do PSDB, em especial em Aécio. O ex-governador de Minas, disse Delcídio no depoimento, enviava emissários – um deles o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes – com o objetivo de fazer com que o prazo de entrega das quebras de sigilo fossem delongados, sob a justificativa de que não haveria tempo hábil para preparar essas respostas.

Delcídio disse ter sido convencido da necessidade desses atrasos, achando que o pedido que fora feito era razoável, mas que recebeu com surpresa as respostas do banco. Isso o fez perceber que o tempo fora utilizado para maquiá-los, o que acabou sendo confirmado posteriormente em conversa com Aécio (uma delas no palácio do governo, em Belo Horizonte) e Paes. Apesar disso, Delcídio disse não ter tomado nenhuma providência.

Citando uma conversa que teve com José Janene, Delcídio disse ter sido informado de que Aécio Neves era também beneficiário “de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”. Essa fundação seria sediada em Liechtenstein e que a operação financeira feita para beneficiá-lo teria sido estruturada “por um doleiro do Rio de Janeiro”.

Aécio Neves

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira, o senador Aécio Neves afirmou que as citações de Delcídio do Amaral são “mentirosas, que não se sustentam na realidade e se referem apenas a ouvir dizer de terceiros”.

Sobre a menção ao nome de Aécio com relação a Furnas, “Delcídio repete o que vem sendo amplamente disseminado há anos pelo PT que tenta criar falsas acusações envolvendo nomes da oposição. É curioso observar a contradição na fala do delator já que ao mesmo tempo em que ele diz que a lista de Furnas é falsa, ele afirma que houve recursos destinados a políticos”.

Aécio Neves nega que tenha tratado com Delcídio sobre qualquer assunto referente ao Banco Rural no contexto da CPMI dos Correios. Acrescentou que jamais pediu a ninguém que o fizesse. Ele disse ainda que nunca manteve qualquer relação com o Banco Rural, teve conta corrente na instituição ou solicitou empréstimos.

“É fácil demonstrar que o PSDB não atuou na CPMI dos Correios com o objetivo de proteger ninguém. Pelo contrário, pode ser comprovado o posicionamento do PSDB na CPMI em favor do aprofundamento das investigações de todas as denúncias feitas durante os trabalhos da comissão, incluindo aquelas relacionadas a nomes de integrantes do partido”, concluiu a nota.

De acordo com a assessoria de imprensa do senado, Delcídio não falou a verdade quando disse ter ido a Minas tratar de assunto referente à CPMI com Aécio. “O relatório final da CPMI data de abril de 2006 e a viagem de Delcídio a Minas ocorreu dois meses depois, no dia 7 de junho de 2006, o que demonstra que ele não poderia ter tratado de assunto da CPMI já encerrada. Na verdade, o encontro ocorrido foi a pedido dele [Delcídio] para tratar do apoio partidário a seu nome nas eleições estaduais, em 2006, quando ele pretendia ser candidato no Mato Grosso do Sul”.

Eduardo Paes

O prefeito Eduardo Paes negou, em nota, que tenha sido procurado pelo senador Aécio Neves à época da CPI dos Correios “para pedir a postergação da quebra de sigilo bancário ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto”.

A nota do prefeito é uma resposta a trechos da delação premiada do senador Delcídio do Amaral, que indicou a participação de Aécio Neves na maquiagem de dados do Banco Rural, em troca de pagamentos da empresa Furnas, no âmbito da CPI dos Correios.

Eduardo Paes na época era deputado pelo PSDB do Rio de Janeiro e integrante da CPI. Hoje no PMDB, o prefeito informou que desconhece que tenha havido maquiagem em quaisquer dados. Ele destacou que o trabalho de investigação foi acompanhado por técnicos do Tribunal de Contas da União e do Banco Central.

O prefeito concluiu afirmando “que tem muito orgulho de ter participado da CPI dos Correios com sub-relator e ter ajudado, com as investigações e fatos apurados, a denunciar esquema de desvio de dinheiro público”.

Leia a íntegra da decisão do ministro Teori Zavascki sobre a delação do senador Delcídio do Amaral.

 

Fonte: Agência Brasil
Colaborou Cristina Indio do Brasil, repóter da Agência Brasil no Rio de Janeiro

15 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Aécio Neves rebate delação premiada e diz que Delcídio mentiu ao citá-lo

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Senador Aécio Neves, presidente do PSDB, o partido dos tucanos

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), desmentiu hoje (15) as acusações feitas a ele na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido – MS), homologada hoje pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavaski.

Segundo nota divulgada por Aécio Neves, as citações de Delcídio são “mentirosas, que não se sustentam na realidade e se referem apenas a ‘ouvir dizer’ de terceiros”. Uma das referências é a uma fundação da família de Aécio Neves, que seria sediada em Liechtenstein, e que poderia haver relação entre a fundação e o escândalo de corrupção conhecido como mensalão mineiro.

Na nota, o presidente do PSDB admite que sua mãe cogitou criar uma fundação onde abrigaria recursos provenientes da venda de imóveis no Brasil, que seriam aplicados no exterior. Segundo a nota, a mãe de Aécio Neves chegou a pagar a assessoria de um profissional, Norbert Muller, para isso, mas desistiu do negócio posteriormente, em razão de doença de seu marido.

“O assunto em questão foi devidamente analisado e arquivado, há mais de cinco anos, em 2010, após a Justiça Federal e o MPF do Rio de Janeiro constatarem a inexistência de qualquer irregularidade. Não houve sequer abertura de ação penal”, diz a nota divulgada pela assessoria do senador. O texto também ressalta que toda a movimentação foi declarada no imposto de renda da mãe do senador Aécio Neves.

O senador também diz que Delcídio do Amaral “repete o que vem sendo amplamente disseminado há anos pelo PT, que tenta criar falsas acusações envolvendo nomes da oposição” e que ele entra em contradição quando cita Aécio em relação ao caso que ficou conhecido como Lista de Furnas.

“É curioso observar a contradição na fala do delator, já que ao mesmo tempo em que ele diz que a lista de Furnas é falsa, ele afirma que houve recursos destinados a políticos”, diz a nota.

Por fim, Aécio Neves garante que “jamais tratou com o delator Delcídio de nenhum assunto referente à CPMI dos Correios. Também jamais pediu a ninguém que o fizesse”. E ainda que “nunca manteve qualquer relação com o Banco Rural, teve conta-corrente na instituição ou solicitou empréstimos”.

O presidente do PSDB nega ainda que seu partido tenha atuado na CPI dos Correio para proteger qualquer pessoa e diz que isso pode ser comprovado ao observar que o relatório final da comissão pede o indiciamento de integrantes do partido.

“Por fim, e ainda sobre esse assunto, é fácil demonstrar que Delcídio do Amaral não está falando a verdade. Ele diz que foi a Minas tratar com o então governador Aécio de assunto referente à CPMI. É mentira. O relatório final da CPMI data de abril de 2006 e a viagem de Delcídio a Minas ocorreu dois meses depois, no dia 7 de junho de 2006. O que demonstra que ele não poderia ter tratado de assunto da CPMI já encerrada. Na verdade, o encontro ocorrido foi a pedido dele para tratar do apoio partidário a seu nome nas eleições estaduais, em 2006, quando ele pretendia ser candidato no Mato Grosso do Sul”, conclui a nota.

 

Fonte: Agência Brasil

13 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Alckmin e Aécio são vaiados em ato contra o governo na Avenida Paulista

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Diversos políticos e parlamentares de partidos de oposição estiveram presentes neste domingo (13) na Avenida Paulista, região central da capital, no ato em favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O principal ponto de encontro das lideranças oposicionistas foi o palco montado pelo Movimento Brasil Livre, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Ao se aproximarem do local, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram vaiados pelos manifestantes. “Nós estamos aqui como cidadãos, respeitando a pluralidade nessa sociedade tão múltipla como a nossa e na busca daquilo que nos une, o fim desse governo”, disse o senador.

Perguntado sobre as menções de seu nome na Operação Lava Jato, o senador mineiro se defendeu das suspeitas que têm surgido sobre seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. “Acho que todas as citações têm que ser investigadas e elas estão se desmontando porque são falsas”, enfatizou.

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Aécio foi questionado sobre suposto envolvimento em corrupção

Alckmin destacou o caráter pacífico do protesto. “Acho que São Paulo está dando uma grande demonstração de civismo. Uma festa democrática pacífica, sem briga, com uma grande participação popular. Acho que é o momento de cada um de nós ajudar o Brasil a virar essa página e retomar o crescimento”, disse o governador, que após ser hostilizado deixou o ato rapidamente.

Ao microfone, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por incentivar a militância a defender o mandato de Dilma. “Que líder é esse que joga brasileiro contra brasileiro?”, disse para o público que se aglomerava em frente ao Masp. O ex-presidente, em muitos momentos, era o alvo principal dos gritos de ordem dos manifestantes e dos oradores dos carros de som que pediam a prisão do líder petista.

Outro tema recorrente foi os impostos, lembrados pelo pato inflável montado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em frene à sede da entidade. Também foram distribuídos balões da campanha que critica a carga tributária brasileira.

Multidão

Em diversos pontos da avenida era difícil andar em meio à multidão devido a grande concentração de pessoas. Apesar de o ato estar marcado para o meio da tarde, no final da manhã diversos manifestantes já chegavam à região. Além dos carros de som, foram inflados dois bonecos gigantes de Dilma e Lula.

Tudo foi acompanhado por um grande contingente da Polícia Militar (PM), que espalhou veículos blindados por diversos pontos da avenida. Segundo a PM, uma mulher foi presa por desacato depois de jogar uma garrafa de água contra policiais.

Para um dos líderes do MBL Kim Kataguiri, a divulgação de trechos da suposta delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi um dos fatores que ajudou a impulsionar a manifestação. “A delação do Delcídio do Amaral foi o que mais contou”, ressaltou.

Na avaliação dele, algumas figuras politicas só aderiram ao movimento pela destituição de Dilma pela pressão dos protestos. “A gente vinha criticando a oposição por não comparecerem, por não apoiarem o impeachment. Agora, houve essa mudança de postura, talvez não por convicção pessoal, mas por terem sido empurrados pelas manifestações”, disse, ao comentar as vaias dadas ao senador Aécio e ao governador Alckmin.

A manifestação vai, na opinião do senador Ronaldo Caiado, (DEM-GO), líder do DEM no Senado, ajudar a pressionar o Congresso a aprovar o impedimento de Dilma. “Não tem como agora a classe política não responder a essa reação da população brasileira. Seria negar a função do Congresso Nacional de ser representante do povo brasileiro”.

 

Fonte: Agência Brasil

29 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Datafolha: Aécio, Lula e Marina lideram intenções de votos

AECIO

Está no site da revista Exame: nova pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo, mostra o senador tucano Aécio Neves (FOTO) na liderança pela corrida presidencial de 2018, com 31% das intenções de voto.

A maior surpresa, no entanto, é Marina Silva (Rede), que subiu para 21% e encostou no segundo lugar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que possui 22%.

Já em um outro cenário traçado pelo jornal, com o governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), no lugar de Aécio Neves, Marina assume a liderança, com 28% das intenções de voto.

Veja abaixo o resultado da pesquisa para os dois principais cenários:

CENÁRIO 1

Aécio Neves (PSDB): 31%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Marina Silva (Rede): 21%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Branco/nenhum: 14%
Não sabe: 5%

CENÁRIO 2

Marina Silva (Rede): 28%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Geraldo Alckmin (PSDB): 18%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Branco/nenhum: 17%
Não sabe: 6%

Em um segundo turno, Aécio venceria Lula, com 51% das intenções de voto.

O ex-presidente conseguiria 32% dos votos.

Já na disputa entre Marina e Lula, a fundadora do Rede ganharia as eleições com 52%, enquanto o presidente de honra do PT alcançaria 31% dos votos.

A pesquisa, com margem de erro de dois pontos, foi feita nos dias 25 e 26 de novembro, com 3.541 entrevistas em 185 cidades.

24 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Droga no helicóptero: Aécio queria explicações sobre mensagem de comunista

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O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou inadmissível interpelação judicial por meio da qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pedia explicações à deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acerca de postagem feita por ela no Twitter em maio deste ano. Ao negar seguimento à Ação Cautelar (AC) 3883, o decano do STF explicou que a interpelação judicial apresenta caráter instrumental, destinada ao esclarecimento de situações revestidas de dubiedade, equivocidade ou ambiguidade, conforme prevê o artigo 144 do Código Penal, “em ordem a viabilizar, tais sejam os esclarecimentos eventualmente prestados, a instauração de processo penal de conhecimento tendente à obtenção de um provimento condenatório”.

No caso em análise, o relator verificou que não é cabível o pedido de explicações de Aécio Neves por ausência de seus requisitos, uma vez que a “leitura das afirmações atribuídas à interpelanda [deputada] não permite qualquer dúvida em torno do real destinatário da manifestação alegadamente ofensiva”, o que afasta a possibilidade de interpelação judicial segundo inúmeros precedentes do STF.

O ministro também destacou a inviabilidade do pedido em razão da imunidade parlamentar material, já que se trata de manifestação de membro do Congresso Nacional proferida em meios de comunicação social (Twitter). Segundo ele, a garantia prevista no artigo 53, caput, da Constituição Federal, não sofre limitações em decorrência do espaço em que o comentário foi proferido. “É irrelevante, por isso mesmo, para efeito de legítima invocação da imunidade parlamentar material, que o ato por ela amparado tenha ocorrido, ou não, na sede, ou em instalações, ou perante órgãos do Congresso Nacional”, afirmou.

Para o ministro, a cláusula constitucional revela a preocupação do constituinte em garantir efetiva proteção ao parlamentar, permitindo-lhe, no desempenho de suas funções, “o amplo exercício da liberdade de expressão, qualquer que seja o âmbito espacial em que concretamente se manifeste, ainda que fora do recinto da própria Casa Legislativa, desde que as declarações emanadas do membro do Poder Legislativo – quando pronunciadas fora do Parlamento – guardem conexão com o desempenho do mandato”.

O ministro Celso de Mello destacou, ainda, que a garantia constitucional da imunidade parlamentar protege as entrevistas jornalísticas; a transmissão, para a imprensa, do conteúdo de pronunciamentos ou de relatórios produzidos nas Casas Legislativas; bem assim as declarações veiculadas por intermédio dos “mass media” (meios de comunicação de massa) ou dos “social media” (mídias sociais). Isto porque o Supremo tem reafirmado a importância do debate, pela mídia, das questões políticas protagonizadas pelos detentores de mandato. “Vê-se, portanto, que se revela incabível, na espécie, também por esse outro fundamento, a interpelação judicial contra a ora interpelanda [Jandira Feghali], eis que a declaração por ela feita no meio de comunicação social em questão (Twitter) acha-se amparada pela cláusula constitucional da imunidade parlamentar em sentido material”, concluiu o relator.

O ministro Celso de Mello enfatizou, nessa decisão, que não se admitirá a interpelação judicial fundada no artigo 144 do Código Penal nas hipóteses em que incidir, em favor de qualquer congressista, a cláusula constitucional da imunidade parlamentar material.

Caso

O senador Aécio Neves pretendia obter explicações da deputada federal Jandira Feghali acerca de comentário postado por ela em sua conta no Twitter. A declaração, de 19 de maio deste ano, dizia: “Aécio, o Brasil precisa saber de um helicóptero repleto de drogas” e fazia referência a helicóptero carregado de drogas apreendido em Minas Gerais há cerca de dois anos. Segundo o pedido, a frase comporta interpretações diversas, podendo, conforme a convicção de cada pessoa, especialmente da própria deputada, significar a prática de crimes contra a honra do senador.

 

Fonte: Portal do STF
Foto: Portal de Notícias

24 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Paulo Nogueira: A lição de antijornalismo do Estadão no caso Haddad

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E as fofocas políticas devem se concentrar em Haddad (FOTO) neste final de semana por conta do artigo do Estadão que afirmou que ele cogita sair do PT e ir para a Rede de Marina.

Em política pode acontecer tudo, naturalmente.

Haddad desmentiu prontamente no Twitter, mas mesmo isso pode não significar tanto assim.

Agora.

O que é indiscutível, no caso, é o jornalismo miserável do Estadão.

Você lê e não encontra uma única fonte citada. É o diz-que-diz no estado mais puro e abjeto.

Se conheço redação, o texto deve ser fruto da pressão que os jornalistas enfrentam para produzir coisas contra Lula, Dilma e PT.

É o vale tudo.

Você pode literalmente inventar qualquer coisa. Desde que seja contra os inimigos da mídia, não haverá consequências.

Um dia algum acadêmico do jornalismo haverá de compilar as falsas notícias sobre Lula, Dilma e PT saídas nos últimos anos.

Durante a campanha, foram copiosas aquelas que apontavam uma ruptura entre Dilma e Lula. Muitas matérias deram como certo também que Lula concorreria à presidência no lugar de Dilma, em chocante contraste com declarações cabais de Lula.

O repórter e o editor, sabendo o que se espera deles, vão afrouxando seu rigor. E podem perfeitamente inventar fontes e outras coisas do jornalismo miserável.

Isso não se faz com amigos dos barões e de seus prepostos. Produza alguma coisa desconfortável a Aécio ou a FHC e você terá que contar sua fonte para os chefes.

Batata, como gostava de escrever Nelson Rodrigues.

No meio dessa cruzada antipetista, quem se dana mesmo é o leitor, aquele ser ingênuo que acredita que jornais e revistas só publicam verdades.

Os desdobramentos da matéria do Estadão são absolutamente previsíveis.

O site da Veja colocou na primeira página a notícia, sem ressalva nenhuma. Para o leitor da Veja, Haddad cogita sair do PT. Ponto. Não havia sequer o “segundo o Estadão”.

É uma coisa engraçada a Veja. Quando uma delação atinge um amigo, por exemplo Eduardo Cunha, a revista se cerca de cuidados extremos ao noticiar.

Fulano afirma, de acordo com Sicrano, e por aí vai.

Quando a vítima é do PT, a forma de escrever é completamente diferente. O delator revela.

Parece piada, mas há muito tempo a Veja é mesmo uma piada em forma de revista. Bem como o Estadão.

No texto sobre Haddad, o Estadão afirma que ele tem se reunido até com FHC para decidir seu futuro.

É difícil acreditar que alguém como Haddad vá se consultar com FHC, símbolo do reacionarismo golpista.

O que ele poderia ouvir que prestasse de FHC?

E de Marina?

A imagem de Marina, perante o eleitorado progressista, que é o de Haddad, ficou seriamente manchada pelo beija mão dado nela por Aécio no segundo turno em retribuição a seu surpreendente apoio.

O apoio a Aécio custou um preço alto a duas pessoas: Eduardo Jorge, que virou nada depois daquilo, e Marina.

Haddad, caso saia do PT para beijar as mãos de Marina, corre o risco de ser visto como um político oportunista, mais preocupado com ele mesmo do que com um projeto de sociedade.

Mas repito: em política tudo pode acontecer. Marta não se filiou ao PMDB em nome do combate à corrupção às vésperas de estourar o escândalo de Eduardo Cunha.

Isto dito, não parece fazer nexo o movimento de Haddad sugerido pelo Estadão.

O certo é que mais uma vez o Estadão mostra por que se tornou conhecido entre os paulistas como o túmulo do jornalismo.

Fonte: Diário do Centro do Mundo
*Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

12 out by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

PSDB conclui que não houve fraude na eleição de 2014

AECIO
Senador Aécio Neves foi o candidato do PSDB à presidência do Brasil

O PSDB concluiu, na semana passada, que não houve fraude nas eleições de 2014. Segundo informações divulgadas pelo UOL, o departamento jurídico do partido deverá apresentar um documento ao Tribunal Superior Eleitoral na próxima quarta-feira (14/10) afirmando que o relatório das urnas não apresenta conclusão sobre uma possível fraude. Porém, o relatório que será levado à corte eleitoral ressaltará o fato de que o voto por meio eletrônico “não permite a plena auditagem”.

Alguns integrantes do PSDB que puderam ler o documento afirmam que o partido vai solicitar ao tribunal uma série de alterações no sistema de votação, entre eles o voto impresso, a unificação do horário da eleição em todo território nacional e o aperfeiçoamento do sistema de voto paralelo, adaptando-se ao voto biométrico. Também pedirão um teste para que seja garantida a segurança do sistema eleitoral contra um eventual ataque de hacker.

O pedido de auditoria ao TSE foi feito no dia 30 de outubro do ano passado. À época, o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, disse à ConJur que o pedido foi o primeiro da história. A solicitação do PSDB foi assinada pelo deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha de Aécio, e pelo delegado nacional do partido, João Almeida dos Santos.

 

Fonte: Consultor Jurídico

1 maio by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Dilma deu uma bofetada na Globo ao rejeitar tevê no 1º de maio

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Por Paulo Nogueira*

Existem problemas reais, e existem falsos problemas.

Falso problema é, por exemplo, Dilma falar ou não por rede de tevê no Dia do Trabalho.

Em plena Era Digital, exigir que Dilma apareça na televisão é uma questão de obsolescência mental.

Vi, sem surpresa, a oposição tentando tirar bovinamente proveito da decisão presidencial de limar a tevê. Aécio pontificou.

Aécio não perde a oportunidade de falar quando poderia ficar quieto. (E, como no caso dos professores do Paraná, de silenciar quando deveria falar.) Renan também nos obsequiou com suas imprescindíveis considerações sobre o gesto de Dilma. Não lembro mais o que Renan disse, mas foi com certeza alguma coisa fascinante.

Essa é a vida.

Mas, com alguma surpresa, vi gente de esquerda também indignada com Dilma.

Aí não faz, simplesmente, nexo.

Tudo que Dilma possa fazer para dessacralizar a televisão entre os brasileiros é bem-vindo, dado o mal que Globo e demais emissoras representam para a sociedade.

Repito: tudo.

Há uma tradição inercial pró-televisão, e particularmente pró-Globo, que deve ser rompida.

Por que, por exemplo, o último debate para presidente é ainda na Globo?

Os opositores dizem que por trás da decisão de Dilma está um alegado receio de um panelaço.

Ainda que seja esta a motivação: evitar as panelas dos analfabetos políticos. Mesmo assim, o fato, em si, é positivo.

Estamos na Era Digital: é um recado inteligente, mesmo para os paneleiros que se movem sob a manipulação da imprensa e da própria ignorância.

Eu até admitiria pensar duas vezes sobre o tema se Dilma fosse uma mestra da tevê, como Lula, mas definitivamente não é o caso.

De resto, importante, mesmo, é o conteúdo da fala.

Há vários assuntos importantes para os trabalhadores, como a terceirização.

O pronunciamento de Dilma, seja em que plataforma for, é uma chance para ela deixar claro que é contra – visceralmente contra — a terceirização das atividades fim, como querem Eduardo Cunha e seguidores.

Num plano mais sonhador, me ocorre que Dilma poderia também endereçar sua solidariedade, ainda que atrasada, aos professores do Paraná, tratados selvagemente pelo governador Beto Richa.

Veremos o que Dilma dirá.

De toda forma, rejeitar a televisão foi um gesto histórico – um reconhecimento de que são outros os tempos, e uma bofetada bem dada na Rede Globo.
*O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Foto: Portal G1

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