1 ago by João Ricardo Correia Tags:, , ,

Audiência busca soluções para desabastecimento de água em Pau dos Ferros

O desabastecimento de água de Pau dos Ferros foi assunto de uma audiência extrajudicial realizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) nesta segunda-feira (30), com as partes envolvidas na questão. Para solucionar o problema, foi acordado que o Estado buscará recursos federais para que seja construída uma adutora expressa.

No prazo de 15 dias, a Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) deve apresentar um projeto atualizado da adutora expressa à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); em seguida, de posse do projeto, a Semarh terá o mesmo prazo para pleitear junto ao Governo Federal nova solicitação de recurso para construção da adutora.

Em paralelo, a Promotoria de Justiça de Pau dos Ferros vai articular com o Ministério Público Federal sobre a necessidade da intervenção da União na ação, visto que o açude é operado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e, em breve, será reformado devido à transposição do eixo norte do rio São Francisco.

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22 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Crise hídrica: MPF em Caicó ingressa com ação para garantir uso exclusivo da água para consumo humano e animal

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O Ministério Público Federal (MPF) em Caicó ingressou nesta terça-feira, 22 de novembro, com ação civil pública contra a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) e contra a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa). A ação tem por objetivo garantir que as três entidades sejam obrigadas judicialmente a fiscalizar o curso do rio Piancó Piranhas-Açu, com prioridade, evitando desvios e irrigações clandestinas.

Desde 2014, vigoram uma série de regras que restringem o uso da água apenas para consumo humano e animal. A irrigação encontra-se terminantemente proibida, inclusive por meio de resoluções conjuntas da ANA, Igarn e Aesa. Além disso, o próprio MPF já emitiu duas recomendações, cujos objetos, entre outros, já apontavam para a necessidade de intensificação das medidas de fiscalização. Entretanto, “apesar das recomendações e das resoluções emitidas, há numerosas evidências, colhidas desde 2014, de que a fiscalização empreendida pelos três réus não tem sido suficiente para coibir a prática de captação irregular de água ao longo da calha do rio”.

18 set by João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Crise hídrica no Ceará gera restrições de consumo para a população e indústria

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Na casa do mestre de obras Francisco Gomes Moreira, de 63 anos, a frequência com que a roupa é lavada diminuiu. E a água usada na máquina de lavar é reaproveitada desde que ele levou para casa um grande recipiente de uma das obras em que trabalhou. “Nosso consumo per capita é muito pouco, e fazemos o máximo possível de economia”, diz Gomes, que mora com a mulher em Fortaleza.

A família é uma das que conseguiram se encaixar na meta de 10% de redução de consumo de água, definida pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) no fim do ano passado para enfrentar os efeitos da seca que atinge o estado há cinco anos. A partir deste domingo (18), porém, a meta vai dobrar: 20%.

Por causa da situação crítica dos reservatórios que abastecem Fortaleza e 17 municípios da região metropolitana, a Cagece foi autorizada a aplicar tarifa de contingência de 20% sobre a média do consumo de água da população – ou seja, os consumidores podem gastar até 80% dessa média,  calculada com base no período de outubro de 2014 a setembro de 2015. Quem passar disso fica sujeito a pagar multa de 120% sobre as tarifas.

21 jan by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Escolas do Semiárido terão 10 mil cisternas em três anos

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Somente em 2016, cinco mil cisternas serão construídas em escolas públicas do Semiárido e, em três anos, o objetivo é chegar a 10 mil cisternas. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (20) pela titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, ao apresentar o balanço das ações de acesso à água no Semiárido e na Amazônia. Ela também falou sobre as perspectivas do Programa Cisternas para 2016.

Além de combater a insegurança alimentar e nutricional, o acesso à água é fundamental para garantir que os estudantes não tenham aulas canceladas durante o período de estiagem por falta de água. O investimento total na ação é de R$ 69 milhões.

Os reservatórios serão produzidos a partir de uma tecnologia considerada simples e barata: a cisterna de placa. A aposta neste tipo de investimento começou a ser feita no ano passado, quando 1,7 mil cisternas foram instaladas em escolas do semiárido.

“O programa é novo. Nossa ideia é chegar a 10 mil cisternas em três anos, mas acredito que alcançaremos este número antes”, afirmou Tereza Campello.

Tecnologia

As cisternas – de forma cilíndrica, cobertas e semienterrados – evitam que, em períodos de estiagem, típicos da região, as aulas e outras atividades escolares acabem sendo suspensas em função de desabastecimento. Desde 2003, foram construídas 1,2 milhão de cisternas de placas para garantir o consumo humano da população de baixa renda do Semiárido.

Os reservatórios são abastecidos por um sistema de calha que capta água da chuva e têm capacidade de armazenamento de 16 mil litros, cada. Segundo técnicos do ministério, é quantidade suficiente para abastecer uma família de cinco pessoas por quase um ano.

“Agora, por exemplo, estamos no meio de um período de estiagem que durou cinco anos, mas caiu uma chuva inesperada e conseguimos encher as cisternas garantindo que essa população tenha água potável para beber, para cozinhar, para higiene pessoal para os próximos oito meses”, explicou a ministra. Ela lembrar que, ao todo, foram construídas 125,7 mil cisternas em 2015.

 

Fonte: Portal Brasil

3 jan by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta sobre cuidados com a pele no verão

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Durante o verão, aumentam as atividades realizadas ao ar livre. A radiação solar incide com mais intensidade sobre a Terra, aumentando o risco de queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Por isso, não podemos deixar a fotoproteção de lado. Veja a seguir dicas para aproveitar a estação mais quente do ano sem colocar a saúde em risco.

Roupas e acessórios

Além do filtro solar (nosso de todo dia), no verão é importante usar chapéu e roupas de algodão nas atividades ao ar livre, pois  retêm cerca de 90% das radiação UV.  Tecidos sintéticos, como o nylon, retêm apenas 30%. Evite a exposição solar entre 10h e 16h (horário de verão). As barracas usadas na praia devem ser feitas de algodão ou lona, materiais que absorvem 50% da radiação UV.  Outro objeto que tem extrema importância são os óculos de sol, que previnem cataratas e lesões á córnea.

Filtro solar

O verão é o momento de intensificar o uso de filtro solar, que deve ser aplicado diariamente, e não somente nos momentos de lazer.  Os produtos com Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20 podem ser usados no dia a dia; e o FPS 30 ou superior  é ideal para uma exposição mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc.).

O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Aplique o produto 30 minutos antes da exposição solar, para que a pele o absorva. Reaplique-o a cada duas horas, mas fique atento, esse tempo diminui se houver transpiração excessiva ou se você entrar na água. Aplique o protetor uniformemente em todas as partes de corpo, isso inclui mãos, orelhas, nuca, pés

Uma dica bacana é que o uso de fluidos siliconados nas pontas dos cabelos impede que eles se danifiquem com o vento, calor ou maresia. Não se esqueça de proteger as cicatrizes. Quando novas podem ficar escuras se não forem protegidas. Se antigas podem desenvolver tumores na pele, apesar de ser um evento raro. Pode ser colocado o filtro na própria cicatriz ou protegê-las com adesivos ou esparadrapos.

Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado para a pele sensível da criança, de preferência os filtros físicos. Você pode pedir orientação a um pediatra ou a um dermatologista sobre qual o melhor tipo para cada caso. É preciso que as crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente, pois 75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre na faixa entre 0 e 20 anos.

Alerta: as pessoas de pele negra têm uma proteção “natural” da pele, pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer da pele e outros problemas. Assim como as pessoas de pele mais clara, precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente. Ótimo!

HÁBITOS DIÁRIOS

As temperaturas mais quentes exigem hidratação redobrada, por dentro e por fora. Aumente a ingestão de líquidos no verão e abuse da água, suco de frutas e da água de coco. Todos os dias, aplique um bom hidratante, que ajuda a manter a quantidade de água na pele entre 10% a 30%.

Alguns alimentos podem ajudar na prevenção dos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenóides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.

No verão estamos mais dispostos a comer alimentos saudáveis, carnes grelhadas, alimentos crus e cozidos. Frutas e legumes com alto teor de água e com baixo teor de carboidratos e muitas fibras também são muito comuns nesta época. Aposte nestes alimentos para ajudar na hidratação do corpo, prevenir doenças e os sinais do envelhecimento.

No banho, use sabonetes compatíveis com o tipo de pele. A temperatura da água deve ser fria ou morna, para evitar o ressecamento.

DOENÇAS DE PELE

A combinação sol, praia, areia ou piscina mais o excesso de suor elevam o risco de algumas doenças da pele. Saiba mais a seguir.

Micoses

As micoses podem se manifestar na pele, no couro cabeludo e nas unhas. Vale lembrar que ninguém está livre delas, crianças, jovens, adultos e idosos. Os pés, a virilha e as unhas são os lugares mais comuns em que elas aparecem, mas isso não significa que outras partes do corpo estejam livres das terríveis micoses. São infecções causadas por fungos que se alimentam da queratina presente nesses locais. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos em longo prazo, estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença.

A melhor forma de evitar as micoses é mantendo hábitos de higiene, como: secar-se após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como virilha, entre os dedos dos pés, axilas. Não andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas). Usar somente o seu material de manicure. Evite usar calçados fechados o máximo possível.  Opte pelos mais largos e ventilados.

Brotoejas

Aquelas pequenas bolinhas na pele também costumam dar o ar da graça nos dias de calor. Elas surgem principalmente em bebês por conta do contato da pele com o suor nas “dobrinhas” da pele ou das roupas. Elas aparecem quando há entupimento das glândulas sudoríparas. Podem ser bolhas transparentes e podem não coçar quando a obstrução for superficial; ou avermelhadas e coçarem muito quando a obstrução dos canais das glândulas por mais profundo. Usar roupas frescas no calor, evitar locais muito abafados que propiciam a sudorese excessiva, são algumas dicas para evitar brotoejas, principalmente em pessoas predispostas.

Manchas e sardas brancas

As manchas e as sardas brancas surgem devagar e quando menos se espera, elas estão lá fixadas na pele como mini-pontinhos. Elas são danos que os raios solares causaram na pele e aparecem como tempo.

As manchas são conhecidas como manchas senis, ou melanoses solares. Em geral, são manchas escuras, de coloração entre castanho e marrom, geralmente pequenas. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros.

As sardas brancas aparecem quando há ação acumulativa da radiação solar sobre áreas de pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida, provocando alterações nos melanócitos.

A melhor forma de evitá-las é não se esquecendo do protetor solar para que não apareçam novas lesões. As manchas e sardas têm tratamento, feito por um dermatologista especializado. Ele irá avaliar sua pele e as lesões e indicar o melhor tratamento.

Essas lesões são benignas, não evoluem para o câncer da pele; entretanto, são marcadores de fotoexposição e fotodano. Por esse motivo, o acompanhamento regular desses pacientes com dermatologista, é fundamental para uma perfeita avaliação e acompanhamento.

Acne solar

É provocada pela mistura da oleosidade da pele com o uso do filtro solar. Lave o rosto com sabonete ideal para o tipo de pele, use tônicos mais adstringentes e procure usar filtros solares com base aquosa ou em gel, esses produtos deixam a pele mais seca, o que pode diminuir a oleosidade da pele.

 

 

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Dermatologia

11 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Professor alerta: falta d’água pode contribuir para mais casos de chikungunya

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As febres chikungunya e zika vírus trazem diversas preocupações para o país. Uma delas pode estar relacionada à crise no abastecimento de água em diversos estados brasileiros, que pode facilitar a proliferação do mosquito Aedes aegpyti, transmissor das duas doenças, embora não haja ainda uma comprovação científica sobre isso, diz Rivaldo Venâncio da Cunha, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e pesquisador da fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao participar do 32º Congresso Brasileiro de Reumatologia, Cunha disse que a proliferação do mosquito e o consequente aumento dos casos preocupam, em primeiro lugar, por que são doenças relativamente novas no país. “Portanto, a rede de saúde e os profissionais de saúde ainda não estão habituados a identificar esses casos. E preocupa também porque a inexperiência clínica para lidar com esses casos tem dificultado o diagnóstico precoce. “E uma das razões, especialmente em relação ao chikungunya, que podem contribuir para uma evolução desfavorável ou crônica é justamente o diagnóstico tardio”, alertou o pesquisador.

Segundo Cunha, outro fator que preocupa é que as doenças são transmitidas pelo mesmo mosquito, que também transmite a dengue, e existe em milhares de cidades no país. “Conhecemos as condições ambientais nas quais o mosquito prolifera. E a associação com as dificuldades no abastecimento de água tem contribuído, aparentemente, para a proliferação, haja vista o que tem acontecido na Região Sudeste, como um todo, em relação à dengue.”

Rivaldo Cunha diz que é difícil saber quantos casos de chikungunya ou de zika existem no país, porque apenas uma parcela é de fato notificada e confirmada. “O chikungunya, em algo como seis meses [de infestação] no Caribe, atingiu mais de 40 países e territórios e cerca de 1,7 milhão de casos. Alguns países do Caribe, como Martinica, já notificaram 100 mil casos em uma população de cerca de 400 mil habitantes, ou seja, um quarto do país está acometido pela doença. Se olharmos o que está acontecendo ao nosso redor, a probabilidade de que venha a ocorrer também no Brasil uma explosão [de chikungunya], como já acontece com a dengue, é razoável.”

Segundo Cunha, existe inclusive a possibilidade de que já estar em curso no país uma explosão do zika vírus, sem que se saiba disso. Ele explicou que isso pode ocorrer porque a zika pode ser confundida com dengue. “Pode ser que nesse 1,5 milhão de casos de dengue notificados este ano no Brasil, haja algumas dezenas ou centenas de milhares de casos que não são dengue, mas zika”, disse o professor, que estima os casos de zika entre 150 mil e 200 mil. “São aqueles casos que praticamente não tiveram febre e começaram com quadro de vermelhidão e coceira”, explicou ele, para diferenciar da dengue, cujo sintoma, em geral, é relacionado a febre alta.

Embora transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue e a zika vírus são provocadas por vírus diferentes. O nível de gravidade também é diferente. “A dengue, em geral, é mais grave que a zika porque a provoca a morte em maior  frequência. A ação do vírus no organismo é diferente”. Só pelo sintoma não seria possível diferenciar uma doença da outra, apenas pelo diagnóstico, destacou Cunha. O problema é que o diagnóstico da febre zika não está disponível em toda a rede pública de saúde, podendo demorar até três ou quatro meses para o caso ser identificado. “Às vezes mais, até seis meses, aguardando o resultado da sorologia para chikungunya ou zika.”

Segundo o pesquisador, no entanto, isso não decorre de falha do governo, mas do fato de se tratar de doenças ainda novas no país. “Não [há falha do governo]. Nesse caso específico, não, porque é uma doença nova no Brasil e no mundo. Não há, por exemplo, kit para diagnóstico da zika em qualquer lugar do mundo vendendo no mercado. Era uma doença que ocorria em pequena escala, em pequenas comunidades rurais ou ilhas do Pacífico e que, de repente, explodiu”.

Até o final deste ano, no entanto, a Fiocruz deve lançar um kit para chikungunya no mercado. “No caso específico do chikungunya, a Fundação Oswaldo Cruz, que é uma fundação do Ministério da Saúde, está fazendo esse kit que até o final do ano deverá estar no mercado. E vai começar a ter equipe trabalhando no de zika também”, acrescentou Cunha, explicando que esses kits deverá ser distribuído para todo o Sistema Único de Saúde (SUS).

O objetivo do kit é ajudar a acelerar o diagnóstico precoce das doenças, que podem trazer complicações para a vida do paciente, caso sejam descobertas tardiamente. “Se for chikungunya, e a pessoa estiver na fase aguda, precisa fazer o repouso. Se não há diagnóstico, nem sempre se consegue convencer o empregador do doente a liberá-lo das atividades”. Outro problema é que os sintomas do chikungunya podem ser confundidos até mesmo com os da artrite reumatoide.

“Em quase todas as doenças autoimunes [como a artrite reumatoide] e infecciosas, quanto mais precoce for o diagnóstico, em tese, melhor o prognóstico e o desenlace para o doente e para o profissional que está cuidando dele. Não é diferente para o chikungunya e para a artrite reumatoide, sobretudo quando consideramos que existe abordagem terapêutica que pode ser comum a ambas. Posso estar usando uma medicação que alivia a dor da artrite reumatoide, e o doente estar com chikungunya. Ele mereceria, portanto, um complemento àquele tratamento”, afirmou.

Procurado pela Agência Brasil na sexta-feira (9), o Ministério da Saúde não informou, até o momento, quantos casos de zika vírus ou de chikungunya foram notificados no país até hoje, nem quantos desses casos são autóctones e se há alguma preocupação especial com essas doenças.

No entanto, o último boletim epidemiológico divulgado pelo ministério e disponível em seu portal na internet, informa que, somente neste ano, foram registrados 1.416.179 casos prováveis de dengue no país – casos notificados, exceto descartados, até o dia 29 de agosto. Mais de 64% foram notificados no Sudeste, que somou 910.409 casos.

Quanto à febre de chikungunya, foram notificados, até a 34ª semana epidemiológica (até 29 de agosto), 12.170 casos autóctones suspeitos, dos quais 3.948 confirmados (168 por critério laboratorial e o restante, por critério clínico-epidemiológico] e 7.614 continuavam sendo investigados. O número de casos de zika não foi informado, mas, em maio deste ano, o ministério confirmou a circulação do zika vírus no país. “O Instituto Evandro Chagas atestou positivo para o exame de 16 pessoas que apresentaram resultados preliminares para o vírus. Foram oito amostras da Bahia e oito do Rio Grande do Norte”, informou o órgão.

Fonte: Agência Brasil

26 dez by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Beber água contaminada com pedaços de cadáver dá direito a indenização

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Dois consumidores foram indenizados porque ingeriram água contaminada por restos de um cadáver encontrados em um dos reservatórios da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), na cidade de São Francisco . A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reconheceu a responsabilidade subjetiva da concessionária e fixou a indenização em R$ 3 mil para cada consumidor.

Para o relator do recurso, ministro Humberto Martins, ficou configurada a responsabilidade subjetiva por omissão da concessionária, decorrente de falha do dever de efetiva vigilância do reservatório de água.

Os consumidores ajuizaram a ação sustentando que, no dia 7 de abril de 2010, foram encontrados por um funcionário da Copasa uma ossada e órgãos viscerais de um cadáver humano dentro do seu principal reservatório de água já tratada, a qual era distribuída para o consumo de toda a população de São Francisco.

Afirmaram que o corpo estava se decompondo no fundo do reservatório havia mais de seis meses e que por isso, durante todo esse período, os moradores da cidade ingeriram água contaminada e restos fragmentados do cadáver. A concessionária contestou, enaltecendo a qualidade da água servida à população e afirmando que não houve contaminação.

A primeira instância extinguiu o processo, com resolução de mérito, por entender que a prova documental anexada pela Copasa demonstrou que a água consumida no município foi analisada nos últimos 12 meses, incluindo o período em que o cadáver estaria no reservatório, e mantinha os padrões de potabilidade exigidos pelas portarias do Ministério da Saúde.

“Revela-se claro o aborrecimento e o desgosto de se utilizar água oriunda de um reservatório no qual se localizava um cadáver em decomposição. Todavia, seja pela utilização de poderosos agentes químicos, seja pelo volume de água e sua constante renovação, fato é que a água não foi contaminada, não se apresentava malcheirosa ou com coloração diferente, ficando no plano da mera alegação a assertiva dos autores de que consumiram água contaminada”, afirmou a sentença.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a sentença. “Não logrando a parte comprovar os requisitos indispensáveis à responsabilização civil da empresa prestadora de serviços públicos, não se desincumbindo do ônus que lhe impõe o artigo 333, I, do Código de Processo Civil, a improcedência do pedido indenizatório se impõe”, concluiu o tribunal.

No STJ, o relator do recurso, ministro Humberto Martins, afirmou estar configurada a responsabilidade subjetiva por omissão da concessionária, decorrente de falha do dever de efetiva vigilância do reservatório de água. “Apesar da argumentação no sentido de que foram observadas todas as medidas cabíveis para a manutenção da segurança do local, fato é que ele foi invadido, e o reservatório passível de violação quando nele foi deixado um cadáver humano”, entendeu o ministro.

Ainda segundo Martins, ficou caracterizada falha na prestação do serviço, indenizável por dano moral, quando a Copasa não garantiu a qualidade da água distribuída à população. Para ele, é inegável que, se o corpo estava em decomposição, a água ficou por determinado período contaminada.

“É inegável, diante de tal fato, a ocorrência de afronta à dignidade da pessoa humana, consistente no asco, angústia, humilhação, impotência da pessoa que toma ciência de que consumiu água contaminada por cadáver em avançado estágio de decomposição. Sentimentos que não podem ser confundidos com o mero dissabor cotidiano”, disse o ministro.

 

Fonte: Consultor Jurídico, com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

22 mar by Henrique Goes Tags:, , , ,

FALTA DE ÁGUA TRATADA MATA UMA CRIANÇA A CADA 15 SEGUNDOS NO MUNDO

A situação mundial ainda é crítica quando se fala em oferta de água potável para consumo. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cada 15 segundos, morre uma criança por ocasião de doenças provocadas por falta de água própria para o consumo humano. Anualmente, o número de pessoas que não resistem ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene chega a 3,5 milhões, alertam representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.

O despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras
Imagem de internet

Segundo dados expressos no Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores enfatizam que cerca de 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas caso os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.

Uma das maiores vilãs neste contexto são as doenças diarreicas – que matam 1,5 milhão de pessoas anualmente, especialmente, decorrente da ingestão de água contaminada -, que poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento.

Dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que no Brasil, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço  nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

O levantamento mostrou que a política em “grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água”. Os pesquisadores destacaram, porém,  que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.

ESGOTO SEM TRATAMENTO JOGADO NAS ÁGUAS

De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. “Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.

Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.

Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.

Trinta e dois municípios se encontram na faixa de sem coleta a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. “Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto”, destaca o estudo.

A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d’água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias.

Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.

 

Com informações da Agência Brasil

4 mar by Henrique Goes Tags:, , ,

DILMA AFIRMA QUE GOVERNO INVESTIRÁ R$ 30 BILHÕES PARA AUMENTAR OFERTA DE ÁGUA NO NORDESTE ATÉ 2014

Um investimento da ordem de R$ 30 bilhões até 2014. Este são recursos destinados à ampliação da oferta de água na região Nordeste, afirma a  presidenta Dilma Rousseff , dos quais mais de R$ 24 bilhões em obras como barragens, adutoras, canais, estações de tratamento e redes de abastecimento, e R$ 5 bilhões aplicados no Água para Todos.

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A declaração da chefe do Executivo nacional foi dada durante o programa semanal Café com a Presidenta, no qual ela assinalou que já foram instaladas 260 mil cisternas em municípios e povoados do Semiárido brasileiro. A expectativa é entregar mais 240 mil até o final de 2013. Rousseff também mencionou medidas emergenciais, à exemplo da contratação de 4.624 carros-pipas para distribuir água em 750 cidades atingidas pela seca este ano.

Dilma comentou ainda sobre a visita que fará hoje ao Canal das Vertentes Litorâneas, na Paraíba. De acordo com a presidenta, a obra pretende levar as águas do Rio São Francisco a um total de 38 municípios. Outra obra citada por ela é o Eixão das Águas, no Ceará, que vai levar água do açude Castanhão até Fortaleza, percorrendo 260 quilômetros (km).

“Nas próximas semanas, vou a Alagoas ver o Canal do Sertão Alagoano, que vai levar as águas do São Francisco ao sertão por um canal que já tem 78 km em obras. Também vou a Pernambuco ver de perto a adutora que estamos construindo em pleno Sertão do Pajeú, um das regiões mais secas do nosso Nordeste”, disse.

 

Com informações da Agência Brasil

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