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6 dez by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Petrobras demite funcionários com prisão decretada na Lava Jato

A Petrobras divulgou na noite de ontem (5) que demitiu por justa causa os funcionários “contra quem existem fortes evidências de envolvimento em irregularidades apuradas no âmbito da 57ª Fase da Operação Lava Jato”. Batizada de Sem Limites, a etapa da operação deflagrada ontem contava com dois mandados de prisão contra funcionários que continuavam atuando na companhia.

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, funcionários da estatal receberam propina para alterar valores na compra e venda de petróleo e derivados com empresas estrangeiras. Os suspeitos também teriam realizado negócios irregulares de locação de tanques de armazenagens e, com alterações de centavos na negociação de cada barril, o esquema envolvia milhões de dólares devido à grande quantidade de combustível movimentada diariamente.

Foram decretados ao todo 11 mandados de prisão preventiva. Um dos funcionários que continuava na companhia atuava em Houston, nos Estados Unidos, em uma das representações da Petrobras no Exterior. Foi emitido um alerta para Interpol contra ele. O outro suspeito trabalhava em uma das sedes da empresa no Rio de Janeiro, mas não foi preso porque está hospitalizado.

As negociações no exterior eram com grandes empresas chamadas do setor, entre elas a Vitol, a Glencore e a Trafigura. Segundo a Petrobras, será feita uma “nova avaliação para revisão do Grau de Risco de Integridade (GRI) das empresas implicadas e, onde se fizer necessário, e de acordo com seu processo de Due Diligence de Integridade, reclassificá-las”.

Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

8 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Eleitores demitem políticos que se achavam “donos do mundo”

Eleitores “deram as contas” de um monte de “coronéis” e “aspirantes a coronéis” que achavam dominar a vontade popular, com suas eternas promessas e modos atrasados de fazer política. Essa turma que se acostumou a ganhar eleição há 20, 30 anos, praticando todo tipo de sacanagem começou a perceber, com a eleição de 2018, que os tempos são outros.

A ferramenta comunicação é indispensável, quando bem feita. E bem comunicar não significa gastar milhões. Comunicar é ser transparente, claro, objetivo. Em pleno século XXI, ainda tem político ignorando o povo, esnobando de quem tem acesso à informação por meio da internet. Antes, quem controlasse veículos como rádios, jornais e televisões tinha uma vantagem espetacular e quase imbatível. A globalização derrubou barreiras. Mesmo com as tais “fake news” (notícias falsas), eleitores mandaram muito bem seus recados; pior é a falsidade de muitos candidatos. Conversas moles, sorrisinhos forçados e abraços de mentirinha não têm mais tanto poder de convencimento.

Tem candidato que acredita ganhar votos por dizer que é honesto! Ora essa! Honestidade não é virtude, é obrigação. Outros exploram a religião e usam templos religiosos quase como comitês eleitorais. E tem os que comem pastéis e tomam cafezinho no meio da rua, como se isso os credenciassem como pobrezinhos, humildes, merecedores da caridade dos eleitores.

Os resultados das urnas comprovaram também a necessidade de reciclar. Quem deseja ter sucesso eleitoral daqui pra frente precisa compreender que elogios vindos de assessores bem pagos e babões não representam votos. O eleitor está cada vez mais exigente. Claro, ainda existem e existirão por vários anos aqueles que trocam os votos por quais tipo de vantagens, mas as mudanças ocorrem às claras e aos poucos. Muitos bandidos travestidos de políticos ainda continuam sendo eleitos.

A necessidade de uma reforma política no Brasil é urgente. A nação não suporta tantos partidos, tantos interesses mesquinhos, tanta roubalheira.

As ações do Ministério Público, da Polícia Federal, da Justiça, enfim, de autoridades que ainda, na maioria, transmitem credibilidade ao povo, encorajam a tomada de novos rumos. Chega da mesmice, dos mesmos crápulas, dos discursos cansativos, das negociatas regadas a uísque, vinho, gargalhadas e muito dinheiro. Chegou tarde, mas chegou o momento de não concordar mais com candidatos que se acham donos de cidades, de bairros, de estados. O eleitor deve continuar dizendo não à passagem de poder de pai pra filho, pra neto, pra mulher. O Brasil começou a reagir. Os eleitos de agora estarão sob observação rígida. Qualquer escorrego, pega o beco na próxima.

Dia 28 próximo, segundo turno. Alguns estados escolherão seus governadores e o Brasil o próximo presidente. Sem radicalismo, sem querer ser o dono da verdade, sem falsidades, sem hipocrisia, o eleitor deve votar de forma livre e aceitar o resultado seja ele qual for. Caso o eleito não desempenhe um bom papel e conseguir chegar à próxima eleição, é só demiti-lo, afinal de contas, é o povo que paga os salários desses senhores e senhoras que ocupam cargos eletivos.

João Ricardo Correia

22 ago by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Suspenso julgamento de recursos de policiais demitidos sob acusação de extorsão

Pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o julgamento conjunto de 13 Recursos Ordinários em Mandado de Segurança (RMS) interpostos contra decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que mantiveram as penalidades de demissão aplicadas a policiais rodoviários federais. Eles foram acusados de integrar quadrilha que atuava no Estado do Amazonas extorquindo empresários do setor de transporte, durante suas atividades de fiscalização. Segundo as acusações, os policiais receberiam vantagens indevidas para deixar de fiscalizar ou liberar de autuação veículos de empresas de transporte de cargas e de passageiros.

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