Tag: doença

22 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , , , ,

Uso do crack é consequência e não causa de exclusão social

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Ao contrário do que o senso comum acredita, o crack não causa exclusão social. Pelo contrário, segundo especialistas, o uso da droga é consequência de uma vida precária que leva à dependência e faz com que muitos sejam encontrados em situação de pobreza extrema, usando a droga nas ruas de cidades brasileiras, vulneráveis a riscos, como homicídios. A constatação é de Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgada hoje (21), no Rio de Janeiro.

Depois de analisar cerca de 200 entrevistas com usuários e profissionais de saúde mental, o levantamento mostra que o uso da droga apenas piora a situação de pessoas que não tem laços familiares, moradia, trabalho e estudo – problemas que chegaram antes da dependência.

25 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Malária: quase metade da população global corre risco de ter a doença

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No Dia Mundial da Malária, lembrado hoje (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que quase a metade da população mundial – o que equivale a 3,2 bilhões de pessoas – ainda correm o risco de contrair a doença. Apenas no ano passado, 214 milhões de novos casos foram identificados em 95 países e mais de 400 mil pessoas morreram vítimas da infecção.

“Um ano após a assembleia da Organização Mundial da Saúde decidir eliminar a malária de pelo menos 35 países até 2030, a OMS divulga um relatório que mostra que a meta, apesar de ambiciosa, é alcançável”, informou a entidade. Em 2015, nenhum país-membro da OMS na Europa reportou casos de malária em indígenas, contra 90 mil registrados em 1995.

Os dados mostram que oito países fora da região europeia também não reportaram nenhum caso da doença em 2014. São eles: Argentina, Costa Rica, Iraque, Marrocos, Omã, Paraguai, Sri Lanka e Emirados Árabes Unidos. Outros oito países computaram menos de 100 casos em indígenas no mesmo período, enquanto 12 países identificaram entre 100 e mil casos.

“A Estratégia Técnica Global para a Malária 2016-2030, aprovada pela Assembleia da Organização Mundial da Saúde em 2015, clama pela eliminação da transmissão local da malária em pelo menos dez países até 2020. A OMS estima que 21 países estão em condições de alcançar este objetivo, incluindo seis na região africana, onde o fardo da doença é mais pesado”, diz o relatório.

Desde 2000, a taxa de mortalidade por malária caiu 60% em todo o mundo. Nos países africanos, o índice caiu 71% entre crianças menores de 5 anos. Os avanços, segundo a OMS, foram alcançados por meio do uso de ferramentas de controle amplamente implantadas na última década, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual de interiores e testes de diagnóstico rápido.

“Mas alcançar o próximo nível – a eliminação – não será fácil”, ressaltou a OMS. “A eficácia das ferramentas que garantiram melhorias nos primeiros anos deste século estão agora ameaçadas. A resistência de mosquitos a inseticidas utilizados nas telas e na pulverização residual está crescendo, assim como a resistência do parasita a componentes de um dos medicamentos mais poderosos contra a malária. Maiores progressos vão exigir novas ferramentas que não existem atualmente, além do aperfeiçoamento de novas tecnologias”, afirma a nota da organização.

 

Fonte: Agência Brasil

13 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

OMS: investir em tratamento para depressão gera retorno quatro vezes maior

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Cada US$ 1 investido no tratamento para depressão e ansiedade gera um retorno de US$ 4 por meio de melhorias na saúde e na capacidade de trabalho do paciente, de acordo com estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A publicação estima, pela primeira vez, benefícios financeiros e na área de saúde associados a investimentos no tratamento das duas formas mais comuns de doença mental em todo o mundo.

De acordo com a OMS, o estudo publicado hoje (13) no periódico The Lancet Psychiatry oferece um forte argumento para mais investimentos nos serviços de saúde mental em países com todos os tipos de renda. “Sabemos que o tratamento para depressão e ansiedade é bom para a saúde e o bem-estar do paciente. Essa publicação confirma que ele também faz sentido do ponto de vista econômico”, disse a diretora-geral da entidade, Margaret Chan.

Dados da organização indicam que o quadro de doença mental tem se agravado globalmente. Entre 1990 e 2013, o número de pessoas com depressão e/ou ansiedade aumentou em quase 50%, passando de 416 milhões para 615 milhões. Isso significa que cerca de 10% da população global são afetados pelo problema e que as desordens mentais respondem por 30% das doenças não fatais registradas no mundo.

A pesquisa calculou os gastos com tratamento e os resultados em saúde de 36 países de baixa, média e alta renda. Os custos estimados para ampliar o tratamento, principalmente o aconselhamento psicossocial e a medicação antidepressiva, totalizaram US$ 147 milhões. O retorno, entretanto, supera de longe a cifra:  uma melhora de 5% na participação da força de trabalho, o que torna a produtividade avaliada em US$ 399 bilhões. A melhora na saúde do paciente acrescenta mais US$ 310 bilhões à economia.

Apesar disso, o estudo alerta que o investimento atual em serviços de saúde mental permanece bem abaixo do necessário. De acordo com o Atlas da Saúde Mental 2014, os governos gastam, em média, 3% de seu orçamento em saúde com a área de saúde mental – variando de menos de 1% em países de baixa renda a 5% em países de alta renda.

Emergências humanitárias e conflitos em curso, segundo a pesquisa, aumentam ainda mais a necessidade de ampliar as opções de tratamento em saúde mental. A OMS estima que, em meio a essas situações, o cenário possa chegar a uma em cada cinco pessoas afetadas por depressão e ansiedade. “Precisamos encontrar meios de garantir que o acesso a esses serviços se tornem uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que estejam”, acrescentou a diretora-geral da organização.

 

 

Fonte: Agência Brasil

12 jun by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Pernambucana busca ajuda na internet para fazer tratamento médico

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A tecnóloga em gestão ambiental Maria Simony Bernardo, pernambucana com 30 anos, enfrenta uma série de doenças que a afastaram do trabalho. Sem conseguir o benefício do INSS, ela resolveu fazer uma campanha nas redes sociais, pedindo remédios e ajuda financeira para ajudar no tratamento.

Ao Portal Companhia da Notícia, numa entrevista por meio de uma rede social da internet, Simony disse ter como comprovar tudo que diz com relação às doenças e que sonha em ainda cursar Letras e Nutrição. “Para isso, preciso me tratar”, justifica.

Veja o vídeo com a reportagem feita com ela, pela TV Asa Branca:

 

http://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/abtv-1edicao/videos/t/edicoes/v/mulher-que-sofre-de-doencas-faz-campanha-nas-redes-sociais/4245906/

 

Abaixo, o texto (SIC) publicado pela jovem, em sua página do Facebook:

SIMONYBERNARDO2“Oi gente, meu nome é Maria Simony, tenho 30 anos, sou solteira, sou natural de Correntes-Pernambuco e atualmente moro na cidade de Garanhuns-Pernambuco, sou formada no curso superior de Tecnologia em Gestão Ambiental, sempre trabalhei minha vida inteira, tenho muitos sonhos, pretendendo ter mais duas graduações, e seguir fazendo o que mais amo, que é estudar e trabalhar. Porém há uns 3 anos atrás, por acaso de vida eu comecei a adoecer, na época eu trabalhava e estudava, sempre esbanjei saúde. Mas imprevistos acontecem em nossas vidas, e comigo aconteceu. Tudo começou com uma alergia, depois veio a renite alérgica, em seguida a sinusite crônica, acompanhada com problemas de nervos e que me levou há cair gelada e toda se tremendo onde eu trabalhava, depois de quase um ano trabalhando mesmo doente, fui demitida como se estivesse boa, plano de saúde foi cortado, daí fiz um plano de saúde regional, e continuei me cuidando só que fui piorando, não pude mais trabalhar, e atualmente também estou sem poder estudar, pois atualmente fui diagnosticada com lúpus, artrite reumatoide, problemas nas amigdalar, e doenças do estomago, refluxos e outras. Moro com minha mãe, meu irmão mais novo, e meus 3 sobrinhos que criamos desde que nasceram, 2 meninos que são gêmeos tem 8 anos, e uma menina de 9 anos, são amores da minha vida. Moramos de aluguel, e eu vendi até meus cabelos para continuar pagando meu plano de saúde, pois também tento pelo SUS, mais é muito difícil conseguir uma consulta. Meu irmão trabalha e minha mãe é aposentada por idade, porém não posso ficar sem o plano de saúde, pois vivo me internando, e é mais fácil para ser atendida pelos médicos. Atualmente eu peço remédios, doações, pois sou honesta, e me recusei e me recuso a fazer coisas erradas para conseguir dinheiro, eu já fui atrás do promotor, já falei com juiz, e mandei cartas para as óticas, para ver se alguém me doavam meu óculos de grau, peço a todo mundo, prefeitos, vereadores, pessoas que nunca cheguei a conhecer pessoalmente, porém pessoal, as pessoas olham para minha aparência, e não pros meus exames, laudos. Estou pedindo ajuda para todos vocês também, porque sozinha eu não consigo. Lógico que tenho Deus acima de tudo, mas também preciso fazer minha parte. Conta poupança da caixa econômica / MARIA SIMONY BERNARDO RODRIGUES / 0052 013 00021776-5 / telefone 87- 9 8128- 6283 VIVO e WHATSAPP. Olhem, eu uso uma linha farmacêutica na pele que se chama= Cetaphil / tomo esse remédio para o estomago= Pariet* 20 mg / Uzulfin de 500 mg/ Luteina light em gelatina / comida também é light, sob prescrição de um endocrinologista/ esse remédios vendem sem receita, mais os outros que eu uso só com receita, até uns de pele. Eu só uso meu plano de saúde para as emergências, então por isso não faço fisioterapia e nem acumpultura, para poder evitar as cooparticipações no plano, também não faço chiatsuterapia e nem pillates, nem as sessões com o psicanalista, porque são pagas por cada sessão. Então pessoal, se vocês puderem divulgar esse meu pedido de ajuda, e puderem ajudar em algo também, eu lhes agradeço muito. Orações então, quero muito. Não tenho vergonha de me expor e de pedir, vergonha eu teria de roubar, trair, mentir, matar, fraudar, ou fazer coisas erradas e desonestas.”

2 maio by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Campanha de vacinação contra Influenza começa nesta segunda-feira

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis (NAI), realiza a 17ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no período 4 a 22 de Maio. O Dia “D” da campanha de imunização será realizado no dia 9 de maio, na Unidade da Estratégia da Saúde da Família (ESF) de Santarém, a partir das 8h.

“Todas as unidade de saúde da Secretaria Municipal de Saúde estarão preparadas e abastecidas para a campanha. A expectativa é que consigamos atingir a meta do Ministério da Saúde que é de 80% do público alvo”, destacou a chefe do NAI, Solange Cruz.

A campanha Influenza é destinada aos grupos prioritários com, crianças de seis meses até as menores de 5 anos de idade, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, adultos maiores de 60 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Ao todo, 189.716 pessoas deverão ser imunizadas no município, sendo 49.363 crianças entre seis meses e menores de cinco anos de idade, 20.668 trabalhadores da saúde, 8.875 gestantes, 1.479 puérperas e 85.375 pessoas maiores de 60 pessoas.

A chefe do Núcleo de Agravos Imunopreveníveis, Solange Cruz, pede que a população procure a unidade mais próxima das suas residências ainda na primeira semana. “É uma campanha muito importante e a população tem que ter consciência dessa importância e se imunizar”.

A Influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral que pode levar a complicações graves e até o óbito, especialmente nos grupos de alto risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

 

 

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação / Foto: Divulgação SMS

23 set by Henrique Goes Tags:, , ,

Pré-diabetes: apenas 30% dos brasileiros conhecem o distúrbio

Pesquisa aponta que apenas 30% das pessoas sabem o que é pré-diabetes, condição favorável ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 altamente relacionada à obesidade e quando ainda há a possibilidade de reverter o quadro com a mudança de estilo de vida. Levantamento feito em parceria entre a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) com o laboratório farmacêutico Abbott, médicos entrevistados destacaram a mudança de hábito alimentar como o principal fator de sucesso para o controle do pré-diabetes e diabetes.

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A obesidade é uma condição de risco para adquirir a diabetes
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No entanto, para 60% dos pacientes pesquisados, esse é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina, ficando à frente da perda de peso e da atividade física. Ao todo, 95% dos pacientes dos médicos entrevistados têm dificuldades como o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. A pesquisa foi feita nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro.

A aposentada Maria Isabel de Oliveira, de 58 anos, descobriu há pouco mais de uma semana, em um exame de rotina, que tem pré-diabetes. A mineira, que está acima do peso e sempre teve massas e doces entre os pratos preferidos, está determinada a não se tornar diabética. “Já investi na mudança da alimentação, está sendo difícil mas estou seguindo a dieta. O próximo passo é entrar na academia”, disse Isabel.

De acordo com o endocrinologista da SBD, João Salles, a taxa normal de glicose no sangue é até 99 miligramas por decilitro (mg/dl). Quando esta taxa está entre 100 mg/dl e 125 mg/dl, o caso é considerado pré-diabetes e acima disso diabetes. “Diabetes é uma condição em que a glicose não consegue ser absorvida pelo organismo. No tipo 1, o paciente não tem insulina. No tipo 2, a insulina não age”.

O especialista esclareceu que o que causa o diabetes tipo 2 não é comer doce e, sim, ganhar peso, principalmente na barriga. “A pessoa pode não ser obesa no todo, mas se tiver obesidade abdominal deve ficar alerta para o diabetes”, reforçou.

Na fase de pré-diabetes, em que ainda há insulina sendo produzida, uma alimentação saudável e a prática de exercícios são os caminhos mais adequados para a reversão do quadro. Quando o diabetes está instalado, muito dificilmente há retorno, “são poucos os casos, acontece mais em pessoas extremamente obesas e que conseguem uma redução drástica de peso”, disse Salles.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 5,6% dos brasileiros são diabéticos. O diagnóstico da doença também aumenta conforme a idade da população, já que o diabetes chega a atingir 21,6% dos idosos – maiores de 65 anos – e apenas 0,6% das pessoas na faixa etária de 18 a 24 anos.

Segundo a SBD, 90% dos casos de diabetes são do tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, se o diabetes não for tratado de forma adequada, pode surgir complicações, como retinopatia (alteração na retina), nefropatia (alteração no rim), neuropatia, pé diabético, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Por ser pouco sintomático o diabetes, na maioria das vezes, permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de complicações no coração e no cérebro. Também pode aparecer sintomas como urinar muito, ter muita sede e cansaço. Um exame de dosagem de glicemia em jejum, geralmente incluído nos exames de rotina, pode detectar o distúrbio.

Salles frisou que o Brasil é o quarto país do mundo em número de diabéticos. Segundo o endocrinologista, falta informação sobre o que causa e como evitar o diabetes tipo 2. “Mudanças nos hábitos de vida podem evitar esse quadro, não é difícil, falta informação para a população”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

16 set by Henrique Goes Tags:, ,

Segundo estudo, bipolaridade atinge 4% dos brasileiros

Sintomas como euforia, fala rápida, irritação, agitação, insônia, agressividade, hostilidade e depressão podem ser sinais de vários transtornos que acometem o humor, seja para o polo depressivo, seja para o da euforia. Porém, quando os sintomas vêm alternados em uma mesma pessoa, pode ser um alerta para o transtorno bipolar, uma doença sem cura, mas com tratamento e controle.

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Imagem de internet

De acordo com a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), o distúrbio atinge 4% da população. O censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, informa que o Brasil tem uma população de 190.732.694 pessoas.

A doença se manifesta em fases que alternam a hiperexcitabilidade e a agitação com profunda tristeza e depressão. A duração de cada fase varia de pessoa para pessoa, podendo durar horas, dias, meses e até anos. Um complicador para a pessoa portadora do transtorno surge quando as duas fases se misturam, o chamado estado misto. “A pessoa pode estar acelerada, hiperativa, mas triste por dentro, e até pensando em se matar”, explicou a presidente da ABTB, Ângela Scippa.

Dados da entidade apontam que em 60% dos casos a doença se manifesta antes dos 20 anos de idade. Ângela explica que, na infância, os sintomas mais comuns são a distorção do humor e o avanço precoce da sexualidade.

“A criança passa por uma tempestade afetiva e é muito importante que a família fique atenta, porque é na infância que a criança passa pelo processo de modelação do comportamento. Se o transtorno bipolar não for detectado e cuidado a tempo, pode gerar vários problemas no desenvolvimento comportamental e psicológico dessa criança”, alerta Ângela.

A especialista ressalta que na adolescência é mais comum os parentes perceberem os sintomas. “Nesses casos, o adolescente passa a ter sintomas depressivos, gastos excessivos,  e briga muito. É imprescindível que a família fique atenta, observe, e o encaminhe para um especialista.”

De acordo com a psiquiatra Ângela Scippa o distúrbio pode ter origem por vulnerabilidade genética e fatores ambientais que podem agir de forma combinada. “Por fatores ambientais, podemos considerar maus-tratos que o indivíduo pode sofrer, como negligência, abuso sexual, entre outros. Assim, o paciente de transtorno bipolar tem obrigatoriamente esses dois fatores.”

A professora de psiquiatria da Universidade de Brasília Maria das Graças de Oliveira, por sua vez, relatou que há estudos consistentes com indícios de que a pessoa bipolar tem uma inteligência acima da média. ”Tem alguns estudos que mostram que as pessoas com transtorno bipolar foram crianças com maior fluência verbal. É um transtorno mais frequente em pessoas mais criativas, muito frequente em artistas, cantores, escritores, pintores. A genética, associada ao transtorno bipolar, parece ser a mesma que está associada à criatividade”, relatou Graça.

A especialista detalha que existem dois tipos de transtorno bipolar. O tipo 1, que acomete cerca de 1% dos brasileiros portadores da síndrome, se caracteriza por episódios de depressão e de exaltação de humor mais graves e agitação psicomotora em que a pessoa faz movimentos involuntários causados pela tensão.

Em cerca de 15% dos portadores do tipo 1 do transtorno bipolar, a doença também apresenta sintomas psicóticos. No quadro de mania, são registrados os episódios de exaltação de humor mais intensos, que se manifestam por delírios de grandeza, em que a pessoa se considera famosa, acredita ter poderes especiais ou ser mais habilidosa que os outros. Já nos episódios de depressão, os sintomas psicóticos vêm com pensamentos delirantes de inutilidade, de ruína, culpa, ou com a certeza de uma doença física grave. Não é raro, nessa fase, a pessoa ter pensamentos suicidas.

Já o tipo 2 do transtorno bipolar atinge entre 5% e 6% dos brasileiros portadores da doença e se manifesta por episódios depressivos e de exaltação de humor mais brandos, sem sintomas psicótico.

Graça de Oliveira detalhou que a vulnerabilidade é herdada geneticamente e que os sintomas do transtorno bipolar são desencadeados por estressores psicossociais, situações que perturbam psicologicamente. “Estressores psicossocias são comuns na vida de todos, mas a maioria das pessoas não adoece psiquicamente, apenas as que trazem consigo uma vulnerabilidade. Quanto maior a vulnerabilidade, menor a dimensão do estressor necessário para desencadear os sintomas”, explicou Graça.

A especialista ainda destacou que há estudos consistentes com indícios de que a pessoa bipolar tem uma inteligência acima da média. ”Tem alguns estudos que mostram que as pessoas com transtorno bipolar foram crianças com maior fluência verbal. É um transtorno mais frequente em pessoas mais criativas, muito frequente em artistas, cantores, escritores, pintores. A genética, associada ao transtorno bipolar, parece ser a mesma que está associada à criatividade.”

Fonte: Agência Brasil

22 mar by Henrique Goes Tags:, , , ,

FALTA DE ÁGUA TRATADA MATA UMA CRIANÇA A CADA 15 SEGUNDOS NO MUNDO

A situação mundial ainda é crítica quando se fala em oferta de água potável para consumo. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cada 15 segundos, morre uma criança por ocasião de doenças provocadas por falta de água própria para o consumo humano. Anualmente, o número de pessoas que não resistem ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene chega a 3,5 milhões, alertam representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.

O despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras
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Segundo dados expressos no Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores enfatizam que cerca de 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas caso os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.

Uma das maiores vilãs neste contexto são as doenças diarreicas – que matam 1,5 milhão de pessoas anualmente, especialmente, decorrente da ingestão de água contaminada -, que poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento.

Dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que no Brasil, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço  nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

O levantamento mostrou que a política em “grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água”. Os pesquisadores destacaram, porém,  que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.

ESGOTO SEM TRATAMENTO JOGADO NAS ÁGUAS

De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. “Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.

Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.

Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.

Trinta e dois municípios se encontram na faixa de sem coleta a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. “Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto”, destaca o estudo.

A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d’água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias.

Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.

 

Com informações da Agência Brasil

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