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25 jul by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Esgoto de Natal é despejado sem tratamento no rio Potengi

ETE Bom Pastor – Julho/2017 – Foto: MPRN

O esgoto de Natal está sendo despejado pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) sem o devido tratamento ou até mesmo in natura no rio Potengi. É o que apontam resultados laboratoriais elaborados pela UFRN e pela Funcern, e vistorias técnicas feitas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e pelo Idema nas oito Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da cidade. Até mesmo na ETE do Baldo, inaugurada em 2011 ao custo de mais de R$ 80 milhões, foi flagrado em abril deste ano o lançamento de esgoto bruto para o rio sem passar antes pelo sistema de tratamento. Diante desses fatos, o MPRN pediu à Justiça potiguar que nomeie interventor para atuar na Caern.

No pedido, a 45ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Natal requer que o interventor trabalhe na estrutura interna da Caern, com ou sem afastamento dos atuais diretores da Companhia, com poderes para realizar todos os atos destinados à adequação ambiental das Estações de Tratamento de Esgotos. O objetivo do pedido é fazer com que os esgotos coletados sejam tratados com eficiência para encerrar a poluição hídrica do estuário do rio Potengi.

No documento, o MPRN ressalta que o pedido de intervenção na Caern “revela-se como a única e última alternativa capaz de solucionar o grave problema das ETEs, já que restaram frustradas todas as demais tentativas realizadas na esfera administrativa, na esfera extrajudicial e até mesmo na esfera criminal”.

Para solucionar o problema, o MPRN firmou em 2004 um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Companhia. Diante do não cumprimento desse TAC, em 2007, o Ministério Público ajuizou uma Ação Civil Pública. Em 2010, a Justiça potiguar sentenciou a Companhia a adequar as ETEs às normas ambientais em até dois anos. Como mais uma vez não houve cumprimento das decisões judiciais, o MPRN denunciou a Caern e presidentes dela por crimes de poluição tendo como base a Lei de Crimes Ambientais. Paralelamente, o Idema expediu várias solicitações de providências à Caern visando a adequações das ETEs.

25 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Vazamento de esgoto prejudica trecho de Nova Parnamirim há oito meses

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Waldir Barroso

Um vazamento de esgoto da CAERN, no cruzamento das avenidas Gandhi, com a Olavo Montenegro, em Nova Parnamirim(RN), tem causado inúmeros transtornos a quem mora no local e nas ruas adjacentes, exalando um odor fétido e insuportável.

Além do mais, o material é jogado in natura, no assoreado e sofrido rio Pitimbu, responsável pelo abastecimento de uma boa parte da cidade de Natal.

O problema persiste há cerca de oito meses, mas até o presente momento a empresa responsável pela manutenção da rede de esgoto ainda não se manifestou.

12 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Felipe Camarão enfrenta ruas esburacadas, lixo e esgotos à céu aberto

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Apesar de constar nos cartões portais e nas propagandas espalhadas na tv e nas mídias sociais, onde aparece  Natal como uma cidade linda, a prefeitura tem esquecido de mostrar os bairros e as ruas que só aparecem nos meios de comunicação nos programas policiais.

Em Felipe Camarão, na zona Oeste, por exemplo, o cenário é desolador, ruas esburacadas, esgoto à céu aberto e muito lixo espalhado em praticamente toda a comunidade.

Próximo a um posto policial, no conjunto Promorar, existe uma área que poderia ser aproveitada para a construção de praça, escola, quadra de esportes e outros equipamentos comunitários que pudessem melhorar a qualidade de vida da população, mas o que se vê, é a invasão do terreno, que já encontra-se totalmente demarcado e um lixão permanente, com a conveniência dos órgãos públicos, já que fornecem caçambas e trabalhadores para coletarem os resíduos sólidos deixados no local.

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Não sei como o pessoal daquele área consegue sobreviver diante de tanta sujeira! Esta é Natal que é linda?

Onde estão os órgãos públicos que não cuidam da população dos lugares mais carentes?

Será que vai ser criado um novo forno do lixo neste local?

São perguntas que merecem respostas, pois o povo está cansado de promessas e quer agilidade!

Se ficarem doentes por causa da situação em que se encontram, a quem irão recorrer?

 

Fotos: Waldir Barroso

22 mar by Henrique Goes Tags:, , , ,

FALTA DE ÁGUA TRATADA MATA UMA CRIANÇA A CADA 15 SEGUNDOS NO MUNDO

A situação mundial ainda é crítica quando se fala em oferta de água potável para consumo. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cada 15 segundos, morre uma criança por ocasião de doenças provocadas por falta de água própria para o consumo humano. Anualmente, o número de pessoas que não resistem ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene chega a 3,5 milhões, alertam representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.

O despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras
Imagem de internet

Segundo dados expressos no Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores enfatizam que cerca de 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas caso os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.

Uma das maiores vilãs neste contexto são as doenças diarreicas – que matam 1,5 milhão de pessoas anualmente, especialmente, decorrente da ingestão de água contaminada -, que poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento.

Dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que no Brasil, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço  nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

O levantamento mostrou que a política em “grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água”. Os pesquisadores destacaram, porém,  que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.

ESGOTO SEM TRATAMENTO JOGADO NAS ÁGUAS

De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. “Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.

Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.

Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.

Trinta e dois municípios se encontram na faixa de sem coleta a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. “Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto”, destaca o estudo.

A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d’água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias.

Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.

 

Com informações da Agência Brasil

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