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5 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Embaixador italiano concorda com Bolsonaro e defende extradição do terrorista Cesare Battisti

Lula negou extradição do assassino Battisti, mas Bolsonaro pretende mandá-lo de volta à Itália

O presidente eleito Jair Bolsonaro conversou hoje (5), pela manhã, com o embaixador da Itália, Antonio Bernardini, sobre a situação do italiano Cesare Battisti, 63 anos. Condenado na Itália por terrorismo e quatro assassinatos, Battisti vive em São Paulo. Em dezembro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição de Battisti, em decisão no último dia do mandato do petista.

Na campanha, Bolsonaro disse que pretendia extraditá-lo, como deseja o governo da Itália.

“O caso Batistti é muito claro. A Itália está pedindo a extradição. O caso está sendo discutido agora no Supremo Tribunal Federal. Esperamos que o Supremo tome uma decisão no tempo mais curto possível”, disse o embaixador.

Após a vitória de Bolsonaro, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que o presidente eleito mantém a determinação em favor da extradição de Battisti. No fim de semana, o italiano disse que confia nas instituições brasileiras.

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil / Rio de Janeiro

4 nov by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Assassino italiano beneficiado por Lula teme extradição na gestão de Bolsonaro

O italiano Cesare Battisti, 63 anos, condenado na Itália por homicídios, reafirmou que confia nas instituições democráticas do Brasil e negou que tenha intenção de fugir de São Paulo, onde vive. A reação é uma resposta às indicação do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) que sinalizou que pretende extraditá-lo.

“Reafirmo minha confiança nas instituições democráticas brasileiras, que desde que me encontro aqui garantiram o pleno funcionamento do Estado de Direito. Estado de Direito este que no presente momento faltou em minha ex-pátria, a Itália”, ressaltou Battisti em comunicado.

O italiano, ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, afirmou que não “tem razões” para fugir porque “está amparado pelo Supremo Tribunal Federal”.

Alguns meios de comunicação da Itália chegaram a informar que Battisti teria fugido do Brasil para evitar sua extradição, prometida por Bolsonaro para quando assumir Presidência, no dia 1º de janeiro.

Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente. Passou 30 anos como fugitivo entre o México e a França e em 2004 fugiu para o Brasil, onde permaneceu escondido três anos até ser detido em 2007.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou sua extradição em 2009 em uma decisão não vinculativa que dava a palavra final ao então chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, que a rejeitou em 31 de dezembro de 2010, o último dia de seu mandato.

Por Agência Brasil / Brasília
Com informações da Agência EFE

7 out by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Promotor italiano anti-máfia defende que é preciso seguir o dinheiro da corrupção

PROMOTORITALIANO-MAURIZIODELUCIA

Na luta contra a máfia e a corrupção, o mais importante é seguir o dinheiro dos criminosos e confiscar os seus patrimônios. Nisso se incluem também os políticos, que devem pagar para devolver o que tiraram do povo, segundo a receita do vice-coordenador nacional antidrogas do Ministério Público da Itália, Maurizio de Lucia (FOTO), que ficou famoso em seu país pelo combate sem trégua aos mafiosos e corruptos.

“Não é que nós lutamos contra todo o poder político, porque não é toda política que é má, mas tem uma parte da política que convivia com a máfia. E aí tivemos que usar instrumentos jurídicos e, sobretudo, fomos procurar dinheiro e riquezas que não eram justificáveis. Para combater a máfia, para combater quem ajuda a máfia, para combater os políticos, tem que tirar o dinheiro e tirar o patrimônio que eles tiraram dos pobres”, declarou o promotor, que está no Brasil para participar do 21º Congresso Nacional do Ministério Público e da 5ª Conferência Regional da International Association of Prosecutors para a América Latina, que começou no Rio nesta terça-feira (6) e vai até sexta-feira (9).

Indagado sobre quais conselhos poderia dar aos colegas brasileiros que também lidam com casos de corrupção, como os da Operação Lava Jato, Maurizio de Lucia respondeu que o mais importante é aprender a trabalhar juntos.

“Na Itália, nós aprendemos a lutar contra a máfia colocando juntos os conhecimentos. Nós temos uma estrutura central que coordena todas as investigações sobre a máfia e contra a grande corrupção. Esta estrutura ajuda os procuradores, que depois passam [as informações] adiante. O princípio fundamental é que se o crime é organizado, a Justiça também tem que ser organizada. A estrutura central é a Direção Nacional contra a Máfia e Antiterrorismo, da qual eu faço parte, que foi desejada pelo [juiz] Giovanni Falcone, antes que ele fosse assassinado pela máfia, em 1992, e tem a obrigação de juntar todas as informações e investigações”, disse de Lucia.

Segundo o promotor, a larga experiência de luta contra os mafiosos em seu país pode ser aproveitada em outros lugares, inclusive o Brasil. “O sentido [de eu estar no Brasil] é explicar como é o fenômeno italiano, que é um pouco diferente de todos os outros, porque na Itália a máfia tem, pelo menos, 150 anos. Então nós conhecemos como trabalha e fizemos leis contra ela, que hoje podem ser exportadas e podem ajudar os outros países a combater a criminalidade organizada”.

Solicitado a fazer uma comparação entre a Operação Mãos Limpas italiana e a Operação Lava Jato brasileira, Maurizio de Lucia disse que nem tudo foi resolvido na Itália, mas que o maior ensinamento é seguir o caminho do dinheiro, para saber se ele tem origem criminosa.

“Nós também continuamos tendo problemas grandes de corrupção. É um problema de todos os países. A solução é ter maior transparência nas decisões públicas e a possibilidade de seguir o dinheiro, que foi o que o Falcone sempre disse. Porque é preciso explicar como as riquezas se criam e como elas são justificadas. Se são riquezas criminais, então têm que ser seguidas.” O promotor italiano também ressaltou que é preciso haver muita integração entre a polícia e os promotores de Justiça para que os resultados sejam alcançados.

Fonte: Agência Brasil

 

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