8 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Eleitores demitem políticos que se achavam “donos do mundo”

Eleitores “deram as contas” de um monte de “coronéis” e “aspirantes a coronéis” que achavam dominar a vontade popular, com suas eternas promessas e modos atrasados de fazer política. Essa turma que se acostumou a ganhar eleição há 20, 30 anos, praticando todo tipo de sacanagem começou a perceber, com a eleição de 2018, que os tempos são outros.

A ferramenta comunicação é indispensável, quando bem feita. E bem comunicar não significa gastar milhões. Comunicar é ser transparente, claro, objetivo. Em pleno século XXI, ainda tem político ignorando o povo, esnobando de quem tem acesso à informação por meio da internet. Antes, quem controlasse veículos como rádios, jornais e televisões tinha uma vantagem espetacular e quase imbatível. A globalização derrubou barreiras. Mesmo com as tais “fake news” (notícias falsas), eleitores mandaram muito bem seus recados; pior é a falsidade de muitos candidatos. Conversas moles, sorrisinhos forçados e abraços de mentirinha não têm mais tanto poder de convencimento.

Tem candidato que acredita ganhar votos por dizer que é honesto! Ora essa! Honestidade não é virtude, é obrigação. Outros exploram a religião e usam templos religiosos quase como comitês eleitorais. E tem os que comem pastéis e tomam cafezinho no meio da rua, como se isso os credenciassem como pobrezinhos, humildes, merecedores da caridade dos eleitores.

Os resultados das urnas comprovaram também a necessidade de reciclar. Quem deseja ter sucesso eleitoral daqui pra frente precisa compreender que elogios vindos de assessores bem pagos e babões não representam votos. O eleitor está cada vez mais exigente. Claro, ainda existem e existirão por vários anos aqueles que trocam os votos por quais tipo de vantagens, mas as mudanças ocorrem às claras e aos poucos. Muitos bandidos travestidos de políticos ainda continuam sendo eleitos.

A necessidade de uma reforma política no Brasil é urgente. A nação não suporta tantos partidos, tantos interesses mesquinhos, tanta roubalheira.

As ações do Ministério Público, da Polícia Federal, da Justiça, enfim, de autoridades que ainda, na maioria, transmitem credibilidade ao povo, encorajam a tomada de novos rumos. Chega da mesmice, dos mesmos crápulas, dos discursos cansativos, das negociatas regadas a uísque, vinho, gargalhadas e muito dinheiro. Chegou tarde, mas chegou o momento de não concordar mais com candidatos que se acham donos de cidades, de bairros, de estados. O eleitor deve continuar dizendo não à passagem de poder de pai pra filho, pra neto, pra mulher. O Brasil começou a reagir. Os eleitos de agora estarão sob observação rígida. Qualquer escorrego, pega o beco na próxima.

Dia 28 próximo, segundo turno. Alguns estados escolherão seus governadores e o Brasil o próximo presidente. Sem radicalismo, sem querer ser o dono da verdade, sem falsidades, sem hipocrisia, o eleitor deve votar de forma livre e aceitar o resultado seja ele qual for. Caso o eleito não desempenhe um bom papel e conseguir chegar à próxima eleição, é só demiti-lo, afinal de contas, é o povo que paga os salários desses senhores e senhoras que ocupam cargos eletivos.

João Ricardo Correia

18 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Brasileiros precisam continuar mudando de atitude

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Joaquim Pinheiro

Mesmo ainda descrente de uma retomada da normalidade política e do início do processo de recuperação econômica a curto prazo, o sentimento de significativa parcela da população brasileira é de alívio após a votação vitoriosa pela admissibilidade do processo de afastamento da presidente da República, Dilma Rousseff, nesse histórico 17 de abril de 2016.

Foi um dia tenso para defensores do impeachment e também para acólitos do governo petista que aprenderam se apegar ao Poder e não quer deixá-lo de maneira nenhuma. O fato positivo a se registrar, além da vitória da democracia, evidentemente, é que não houve incidentes graves, a não ser registros de interrupção de rodovias em pontos isolados feitas pela brigada vermelha do PT denominada MST, uma “desorganização” clandestina patrocinada com dinheiro público, pelo governo do PT.

Existem queixas nas redes sociais sobre o comportamento dos parlamentares durante a votação do impeachment, mas no meu entendimento tudo ocorreu centro do esperado,   aquela é a representação popular que se tem e que o povo merece, já que nada mais é do que o resultado do eleitor  que vende o voto. Reclamar de quê? Os trabalhos foram conduzidos com tranquilidade pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que não obstante as denúncias contra ele e as agressões que sofreu, conduziu os trabalhos com competência e serenidade. Não se pode negar as virtudes de ninguém, mesmo que os defeitos superem os pontos positivos de qualquer ser humano. Eduardo Cunha é o cara, pois mesmo fragilizado por denúncias de corrupção está sendo fundamental durante todo esse processo.

Acredito, entretanto, que mesmo diante dos problemas vivenciados pela população, que são inúmeros, a maioria dos brasileiros amanheceu aliviada nesta segunda-feira. Confiante que esse processo traumático e doloroso terá um fim satisfatório e positivo para a Nação Brasileira. O Brasil tem potencial para se recuperar, basta que o povo continue mudando de atitude, aprenda votar e exija dos seus governantes comportamentos éticos e republicanos. Mas para que isso ocorra é preciso primeiramente dar o exemplo.

11 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Fátima Bezerra: “Único crime de Lula foi ter melhorado a vida do povo brasileiro”

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Sobre o pedido de prisão preventiva de Lula

Não tenho como não manifestar minha completa indignação diante da ação política e midiática de setores do Ministério Público de São Paulo no dia de ontem (10/03).

Enquanto líderes da oposição são citados em diversas delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato e não são sequer intimados a prestar esclarecimentos à Justiça, três promotores do MP-SP pedem a prisão preventiva da principal liderança do povo brasileiro, através de uma peça sem nenhuma fundamentação jurídica, que deveria envergonhar toda a sociedade.

Não por acaso o assunto tomou conta das redes sociais, gerando manifestações de perplexidade não apenas no Brasil, mas também em nível internacional.

O assunto é muito sério e merece toda atenção da sociedade brasileira. A ação descabida de setores do Ministério Público de São Paulo serviu para deixar claro que não se trata de fazer justiça e combater a corrupção, mas sim de fazer política: interromper o governo da presidenta Dilma, criminalizar o PT e desmoralizar o ex-presidente Lula.

Toda nossa solidariedade ao ex-presidente Lula e aos seus familiares e amigos, pois o seu único crime foi ter melhorado a vida do povo brasileiro.

O momento é de vigília permanente em defesa da democracia, de não cair em provocações e de organizar as nossas mobilizações, convocadas pela Frente Brasil Popular para os dias 18 e 31 de março.

Senadora Fátima Bezerra

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da
senadora Fátima Bezerra (PT-RN)

13 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Wilma de Faria sobre protesto: “É uma decisão do povo que não pode ter interferência política”

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Wilma de Faria, vice-prefeita de Natal (Foto: Canindé Soares)

A presidente do PSB potiguar e vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria, afirmou que a posição do seu partido é de independência e vigilância com relação ao movimento do próximo dia 15, entretanto, considera “natural” que o povo vá as ruas externar sua insatisfação com a atual situação do País. “É uma decisão do povo que não pode ter interferência política. O PSB não participará do movimento, mas entende sua importância e legitimidade, já que se sente prejudicado com as medidas adotadas pela presidente da a República”, disse.

Wilma de Faria lembra que antes da eleição existia uma situação no País considerada boa, mas após ser reeleita a presidente Dilma Rousseff autorizou aumentos de combustíveis e energia, por exemplo, prejudicando a população. As declarações de Wilma de Faria anunciando neutralidade do seu partido, o PSB, é resultado de encontro nacional que aconteceu recentemente em Brasília, quando foi discutida a conjuntura político/econômica nacional. O PSB não participará do movimento por entender ser estritamente popular, mas entende ser legítimo e oportuno, já que segundo ela, a população frustrou-se com as decisões da presidente da República após ter sido reeleita.

10 fev by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Sindicato dos Bancários lança campanha em defesa da Caixa

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Os bancários do RN lançam nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, a campanha CAIXA: 100% DO POVO BRASILEIRO., em manifestação em frente a Caixa da rua João Pessoa, a partir das 8h15. A Campanha faz parte da campanha nacional que será lançada em Brasília, no dia 28.

Este é o primeiro ato dos trabalhadores da Caixa contra o anúncio do governo, feito no dia 22 de dezembro de 2014, que irá abrir o capital da empresa. Na prática, os funcionários sabem que o Banco irá perder o seu papel social para seguir a lógica de mercado com o aumento de metas, assédio e perseguição.

A Caixa Econômica Federal – diferentemente inclusive de algumas empresas que são consideradas “estatais” pelo fato do governo brasileiro possuir a maior parte de suas ações, como Petrobras e Banco do Brasil – ainda é uma empresa pública. Isto significa que a Caixa é propriedade integral do Estado brasileiro e, teoricamente, tem o dever de exercer atividades e serviços públicos que tenham como objetivo o interesse da coletividade.

O PT passou a campanha eleitoral inteira se afirmando contrário as privatizações, dizendo que este seria o propósito do candidato do PSDB. No entanto, passada a campanha, o governo mostra que foi apenas uma “inverdade” pois sabia que a medida seria impopular. A população sabe o que a privatização significa.

É verdade que esta não é uma privatização sob os moldes clássicos, em que o governo vai a leilão, oferece a empresa à venda e um grupo empresarial ou oligopólio a arremata com um lance. Mas não é correto dizer que a abertura de capital não é uma medida privatizante.

A admissão de sócios privados em uma instituição antes estatal representa, na prática, a admissão de novos proprietários imbuídos de um objetivo central: manejar os negócios da empresa de modo a aumentar sua rentabilidade, visando um retorno em forma de lucro.

SERVIÇO

Ato Público: CAIXA: 100% DO POVO BRASILEIRO
Dia: 11/02/2015 (quarta-feira)
Horário: a partir das 8h15

 

Fonte: Sindicato dos Bancários do RN

1 jul by Henrique Goes Tags:, , , , ,

ENTENDA MELHOR O QUE É PLEBISCITO E REFERENDO

Os juristas reiteram a necessidade de compreender as diferenças entre plebiscito e referendo. O plebiscito, cujo nome vem do latim, significa decreto da plebe (no caso, do povo), é convocado antes da criação da norma – seja ato legislativo ou administrativo. Os eleitores são convocados a opinar sobre um determinado tema para que os legisladores definam a questão. Nos últimos 20 anos, houve um plebiscito, em 1993, e um referendo, em 2005.

Imagem de internet

No Brasil, a legislação determina que a realização de plebiscito ou de referendo deve ser proposta por decreto legislativo, a ser aprovado no Senado e na Câmara. Só com a autorização do Congresso Nacional, os eleitores serão chamados a opinar. O Executivo sugere, mas o Legislativo é que define, inclusive, o que vai ser perguntado ao eleitorado.

O referendo é um instrumento, por meio do qual os eleitores devem se posicionar sobre um assunto já definido. O referendo é convocado depois da aprovação da norma, no caso os eleitores são consultados se devem ratificá-la.

A Constituição de 1988 estabeleceu a realização de um plebiscito para que os eleitores opinassem sobre qual o sistema de governo deveria ser adotado no país – monarquia parlamentar ou República; parlamentarismo ou presidencialismo. A consulta popular foi feita em 1993 e venceram a República e o presidencialismo.

Há oito anos, pressionado pela cobrança da sociedade sobre a segurança no país, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto do Desarmamento com uma cláusula determinado a realização de referendo sobre a liberação da compra de armas. Em 2005, os eleitores foram consultados sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições. Na ocasião, as opções eram sim, a favor da proibição, ou não, contra. A maioria do eleitorado optou pelo não.

Fonte: Agência Brasil

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