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12 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Doze de outubro é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil

Hoje, 12 de outubro, é celebrado o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria, atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo, capaz de abrigar até 45.000 fiéis.

Abaixo, três vídeos contam a história que alimenta a fé de milhões de fiéis.

 

15 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , , , , , , , , ,

Direitos iguais: evangélicos, umbandistas e demais religiosos também podem viajar às custas do Governo

 João Ricardo Correia

Se a Igreja Católica tem direito, a Universal do Reino de Deus também tem. A Assembleia de Deus vai querer. A Igreja Mundial do Poder de Deus, igualmente. Todas as outras denominações evangélicas, da mesma forma. Claro, os centros espíritas devem receber o mesmo tratamento. Os umbandistas não são diferentes. Os seguidores do candomblé, macumbeiros, budistas, enfim, todos os religiosos agora, oficialmente, têm o direito de solicitar ao Governo do Rio Grande do Norte passagens aéreas para suas celebrações, em qualquer parte do mundo.

Ou não?! O governo deve trabalhar para todos. O dinheiro que ali está é público. Respeito as religiões, mas não tenho como concordar – e meu direito de opinar como cidadão é garantido pela Constituição Federal, se ela que ela ainda vale alguma coisa – com o gasto de qualquer quantia para bancar ida ao Vaticano, enquanto servidores públicos recebem salários atrasados, escolas estão desabando, faltam materiais básicos nos hospitais, não existe um programa sério não de combate à seca, mas de convivência com ela. Sem falar na insegurança no Rio Grande do Norte, que agora vive banhado em sangue, diante de uma inércia nunca vista antes, pois as forças policiais não dispõem de condições de trabalho. Por mais que a propaganda oficial fale em promoção de PMs, em investimentos, nisso, naquilo, não tem como negar os assassinatos, os assaltos, os roubos. Então, a incompetência domina! Ou tudo é uma grande mentira, menos os índices de criminalidade.

É uma sacanagem sem tamanho bancar de Estado rico para agradar uma determinada religião, mesmo que ela seja a mais influente no País. É como o carnaval gastando milhões de reais no Rio de Janeiro, que sobrevive num cenário de guerra em via pública. Valorizar a cultura é uma coisa, mas desafiar, afrontar o cidadão que está sem receber salários, pagando juros a agiotas, vendo faltar comida para os filhos, tendo a luz cortada, etc. é um, ato covarde, insano, cruel.

Quanto o Governo do Rio Grande do Norte gastou com essa ida de uma comitiva para assistir o anúncio do Papa Francisco, tornando os Mártires de Uruaçu e Cunhaú santos? O Ministério Público quer saber? A Justiça quer saber? Quais empresas venderam as passagens? Houve dispensa de licitação? Quanto custou a hospedagem? Quantos foram? Os integrantes da comitiva são todos servidores públicos, cargos comissionados? Quem são? Consumiram bebidas alcoólicas às nossas custas? Escolheram os pratos mais caros dos cardápios, às nossas custas? Os padres também tiveram as despesas pagas pelo Governo ou gastaram um pedacinho do dízimo deixado pelos fiéis? Tem algum convidado desses que aparecem em todo canto, como arroz de festa e vendedor de algodão doce, que se divertiu com o dinheiro que falta nos cofres públicos? Vão prestar conta?! Apresentar todas as notas fiscais? Repito: se trata de dinheiro público. Eu quero saber. Quero detalhes da gastança. Sou cidadão. Sou jornalista. Quero apresentar aos poucos que acompanham meu trabalho quanto saiu dos nossos bolsos para patrocinar a viagem.

Acredito que seria sido menos absurdo o Governo ter pago as passagens de um pequeno grupo de religiosos, para que representassem nosso Estado em ato tão representativo para os católicos. E que o governador, a primeira-dama, secretários, assessores, convidados, enfim, justificassem a ausência diante das dificuldades financeiras, mas não! O negócio é aparecer, segurar bandeira, mostrar nas redes sociais o “amor’ pelo Mártires. Amor pelos Mártires?! Sei…

O tempo, senhor de tudo, mostrará os verdadeiros motivos. Mostrará, inclusive, o que daqui a cinco, dez anos, mudará na vida dos potiguares com a santificação. Não tenho dúvida que uns e outros ganharão com as vendas de imagens, camisetas, CDs, livros, shows… Outros reverterão, às custas de fiéis manipulados, a “santa viagem” em votos. E não passará disso. Novamente, pouquíssimos serão “abençoados”.

Mais uma coisa: seria interessante que a sociedade ficasse alerta à movimentação de dinheiro em torno dos, agora, santos. Anotem: surgirão consultorias, projetos, assessorias, obras…. E, como num milagre ao contrário, propinas deverão surgir em meio a tudo, multiplicando os sorrisos, as hipocrisias que, daqui a anos, poderão servir de cenário para uma nova versão da Operação Lava-Jato. Talvez, uma Operação Lava Santos!

Os Mártires de Uruaçu e Cunhaú viraram santos para os católicos e moedas de troca para os mesquinhos interesses daqueles que os explorarão daqui em diante.

Em meio às comemorações, outros mártires sobrevivem entre nós, professando a fé no Deus que não tem forma, que não precisa de paredes, de teto, de roupas engomadas, de templos suntuosos. São os mártires que dormem no chão, passam fome, sede, precisam de remédios, de um abraço, querem uma morada, necessitam de um médico, querem, enfim, o direito à dignidade.

Pois é, agora é aguardar Edir Macedo, Waldemiro Santiago, Silas Malafaia e tantos outros líderes religiosos organizarem seus eventos mundo afora, onde garantem levar a “Palavra de Deus”. Quero ver o governador Robinson Faria dizer que o Governo não tem dinheiro para bancar as viagens dos seguidores. Eles receberão o mesmo tratamento dos católicos? Ou serão discriminados?! Quem vai resolver o impasse? O Papa?!

Tem mais: quantas pessoas necessitam de tratamento médico em outras cidades, estados e até países e estão sofrendo nos hospitais públicos do RN, por falta de recursos? Será que não têm direito a despesas pagas pelo Governo? Ou deixar pobre morrer por falta de assistência não está na lista de “pecados mortais” dos Santos Mártires?

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