Tag: Templos

24 ago by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

TSE abre debate sobre proibição de campanha em templos religiosos

A pouco mais de um mês das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abre o debate sobre a possível punição de candidatos que se utilizam de espaços religiosos para campanhas políticas.

A cassação dos mandatos do deputado federal Franklin Roberto Souza (PP-MG) e do deputado estadual Márcio José Oliveira (PR-MG), confirmada pelo TSE, levantou a discussão sobre abuso do poder religioso, que não está previsto na legislação, mas é suscitado na esteira do abuso do poder econômico.

No julgamento dos parlamentares mineiros, o ministro Jorge Mussi citou a decisão de abril do ano passado, que proíbe campanha em eventos religiosos. Na ocasião, o relator foi ex-ministro Henrique Neves, que ressaltou que a liberdade religiosa não pode ser utilizada para fins políticos.

27 jul by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Barulho do inferno! MP recomenda que instituições religiosas baixem o som

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu recomendação para que igrejas, templos e associações religiosas de Caicó não ultrapassem o limite sonoro estabelecido por lei em seus cultos. A recomendação é relativa aos ruídos originados por instrumentos litúrgicos, musicais, sonoros, ou quaisquer outras possíveis fontes de poluição sonora.

Entre as medidas a serem adotadas para a redução da emissão de ruídos, estão a orientação aos participantes dos eventos, a realização de reformas que permitam melhor isolamento acústico dos prédios das instituições religiosas e qualquer outra ação que seja suficiente para sanar o problema.

De acordo com a legislação estadual em vigor, os ruídos sonoros não devem ultrapassar 55 decibéis no período noturno e 65 decibéis no período diurno. No caso de barulhos provocados por sinos ou instrumentos em igrejas, o volume sonoro não deve exceder 10 decibéis. Ao ultrapassar os limites estabelecidos nessa lei, qualquer som é caracterizado como poluição sonora.

A Promotoria de Justiça da cidade apurou por meio de inspeção na Igreja Pentecostal Unificada na Fé e na Igreja Semente do Nascer, localizadas na cidade de Caicó, que seus cultos estão causando incômodo sonoro aos vizinhos. Segundo a legislação, o incômodo sonoro pode ser qualificado como uma contravenção penal.

Fonte: Portal do MPRN

26 dez by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Ei, irmão, você aí… Me dá um dinheiro aí!

CRUZ1

Ah, as madrugadas… Queria eu que o dia inteirinho fosse sempre tranquilo, com os toques dos cinzas sendo o destaque no céu, a lua, estrelas, nuvens, pouca gente nas ruas, o silêncio sendo rompido pelos latidos dos cães atentos e pelos gritos das gatas no cio. Vez em quando, a sirene de uma ambulância, portões abrem e fecham e as televisões nos oferecendo um amplo cardápio, que varia dos telejornais, programas de entrevistas, filmes, documentários, passando pelos “homens de Deus” que gritam, estrebucham, enrolam as línguas, apresentam milagres, enquanto o rodapé da tela mostra, insistentemente, os números das contas bancárias que alimentam as “obras” e os telefones para quem deve ligar aqueles que necessitam de orações e desejam ser mais um patrocinador daquilo tudo.

Sempre gostei mais de ouvir a falar. Aprecio histórias, causos, contos, piadas e também gasto algum tempo assistindo os “profetas”, independentemente de quais religiões pertençam, embora os que aparecem na televisão, quase totalmente, sejam evangélicos ou católicos.

Por cerca de vinte anos, entrevistei diariamente vários tipos de pessoas, inclusive bandidos pobres, encarcerados, algemados, alguns com marcas de violência no corpo, enfim, a fragilidade humana sendo revelada em sua face mais cruel, aquela que atinge o marginal, aquele que vive às margens da sociedade, pelos mais diferentes motivos.

Aprendi muito com esses bandidos. Também aprendi muito com investigadores, peritos, parentes das vítimas. Nunca gostei de conviver com a frieza, o marasmo e a mesquinhez praticada nos gabinetes, nas salas com ar condicionado, nas rodas sociais. Sou jornalista de formação. Sou repórter por convicção. Sou e serei sempre. Gosto de ouvir, perceber, analisar e reportar.

Dessa forma, não tenho como deixar de ser espectador da “cristomania comercial”. Sim, exatamente. E por isso que, a cada dia, mais me convenço que TEMPLO É DINHEIRO. Acredito em Deus, no seu filho Jesus Cristo, sinto que Sua força é a maior, não tenho nenhum motivo para duvidar da Sua existência. Mas, sem querer desrespeitar ninguém e apenas exercendo o meu direito de opinar nessa tal sociedade democrática brasileira, jamais entenderei como normal o uso da fé humana como mercado, por um bando de homens e mulheres ávidos por dinheiro, poder.

Nos canais de televisão – mas também existem no rádio e na internet, vendem de tudo: livros, água mineral, imagens, CDs, DVDs… Jesus Cristo é a “Coca Cola” de quem se diz Seu representante na terra. Vários apóstolos estão por aí aos urros, ladeados por dezenas de auxiliares e suas mulheres, elevadas ao cargo de “bispas”. Nas mãos, nos púlpitos, seguram a bíblia e cada uma garante que o “deus” ele prega é o que é verdadeiro! Isso, no campo evangélico. Mas no catolicismo também é assim: eventos quase diários, viagens, peregrinações, shows, água mineral, camisetas, padres, diáconos e cantores (que também escrevem livros e falam na ‘língua doa anjos’) dizem falar com Deus na hora que bem desejam e sabem quando o Criador está no ambiente, percebem em quem Ele tocou.

É um festival de poderosos terrenos que se multiplicam como coelhos. Templos religiosos se espalham como pragas, com denominações das mais variadas, que mais parecem temas de Escolas de Samba.

Diante de tantas injustiças, de tanto caos social, de tantas necessidades, milhares, milhões de pessoas se deixam levar e mergulham no espírito. Não no Espírito Santos, mas no espírito maquiavélico de uma corja organizada, perspicaz, atenta, rápida e louca por riquezas oriundas da exploração da miséria humana.

Esses “profetas” até podem ter um tempo de aparente sucesso. Até podem, usando técnicas criadas pelo homem, fazer com que muitas pessoas acreditem neles, mas jamais, jamais, terão suas consciências tranquilas. É apenas minha opinião. Quem sou eu para julgar?! Ninguém!!! E condenar?!! Não tenho e não quero poder fazer isso. Mas tenho a certeza que o tempo, o grande aliado da verdade, contará, nem que seja daqui a cem, duzentos anos, como agiram os falsos que comercializavam descaradamente o nome de Jesus Cristo, filho de Deus.

Rezo aonde estiver. Não preciso de interlocutor para “conversar” com Deus, sem precisar gritar, sem estar rodeado de outros pecadores, sem a obrigação de ficar em um templo, seguindo um monte de regras, de rituais. O poder de Deus, creio, se manifesta no amor, no perdão, na solidariedade, no sorriso das crianças, na experiência dos idosos de boa índole, na caridade, na misericórdia.

As religiões são especialistas em separar, em provocar discussões, polêmicas, guerras! Tanto é assim que a maioria acredita e diz que “um dia” todos o habitantes do mundo estarão unidos em uma mesma religião. Ou seja: sabem que essa união é impossível, se a esperam a partir de atitudes humanas, então conseguem se manter vivas a partir dessa falsa promessa, cada vez mais criando factóides, intrigas, fofocas e, consequentemente, arregimentando fiéis e eternizando “poderes” nas mãos dos chefões dessa pouco vergonha. É perpetuação do ódio!

Se esses líderes religiosos, quaisquer que sejam, têm mesmo um canal direto com Deus, se falam com Ele o tempo todo, se recebem espíritos, se sabem quando Ele está num ambiente, se realmente são instrumentos para os milagres divinos, qual o motivo de precisarem de dinheiro para manter as suas “obras”, seus templos? Não seria mais fácil explicar a situação ao “chefe” e pedir que as contas zerassem, que alguém cedesse os prédios, que as companhias não cobrassem água, luz, telefone…?

E se aproximando do carnaval, festa que os religiosos mais radicais chamam de mundana, eis uma singela sugestão de música para os “retiros espirituais” programados mundo afora. Seria, mais ou menos, assim:

Ei, irmão, você aí! Me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí…
Não vai dar? Não vai dar não?!
Você, então, não terá a salvação!

Você vai ver, você vai ver, eu vou pedir:
Me dá, me dá, me dá, ei, me dá um dinheiro aí…

 

29 jan by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Templos não passam de redutos de interesses

DEUS

Templo, seja qual for, é reduto de interesses, desde os mais simplórios até os mais complexos. Ali, ninguém quer perder, dos mais pobres aos mais ricos materialmente. Deus, em sua plenitude, é encontrado nas misérias, nas fragilidades humanas, livre dos espaços delimitados comandados por um qualquer igual a mim, a você. De nada adianta gritar, espernear, pregar a Palavra se essas atitudes não passam de teorias. Claro, em toda regra existem as exceções. Mas em sua maioria, não tenho medo de errar ou ser injusto, os pseudo-líderes religiosos não passam de hipócritas, canalhas, que sobrevivem explorando o desespero daqueles que os seguem.

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