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29 ago by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Projeto garante ajuda de custo a paciente do SUS que se trata em outra cidade

Está pronto para votação no Plenário do Senado Federal o projeto que garante ajuda de custo para pacientes do SUS que necessitem de tratamento fora da cidade onde vivem. O PLS 264/2017, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), prevê o pagamento para os gastos do paciente com alimentação, transporte e hospedagem.

O benefício valerá para deslocamentos superiores a 50 quilômetros. Para ter o direito garantido, é necessária indicação médica de tratamento em outra unidade mais distante e a autorização do gestor municipal ou estadual do SUS, aliada à garantia do atendimento na outra cidade. A ajuda só poderá ser paga após esgotados todos os meios de tratamento na cidade onde reside o paciente. Um acompanhante também poderá ter direito à ajuda, caso solicitado.

1 ago by João Ricardo Correia Tags:, , ,

Câncer de próstata tem novo tratamento aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de indicação terapêutica do medicamento Xtandi (enzalutamida) para o tratamento de homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração. O produto será comercializado na forma farmacêutica de cápsula gelatinosa, com concentração de 40 miligramas (mg).

O produto tem registro na Anvisa desde dezembro de 2014, com indicação aprovada como antineoplásico para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos, após falha de terapia de privação androgênica. Também tem uso aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração em adultos que já tenham recebido terapia com docetaxel.

Segundo a agência, estudos realizados pela indústria apontam que o Xtandi apresentou melhora na sobrevida livre de metástases. Testes indicaram que o medicamento reduziu em 70,8% o risco de agravamento da doença quando comparado ao placebo, além de ter aumentado a mediana da sobrevida livre de metástases de 14,7 meses (no grupo placebo) para 36,6 meses no grupo da enzalutamida (diferença de 21,9 meses).

Tratamento

Após a avaliação inicial e diagnóstico de câncer de próstata, a maior parte dos homens passa por tratamento local primário, com intenção curativa. A terapia de privação androgênica, por meio da castração cirúrgica ou medicamentosa, é frequentemente iniciada em homens com aumento do antígeno prostático específico, depois da realização de terapia primária.

Após a terapia de privação androgênica, o próximo estado clínico mais frequente no atual modelo de progressão da doença é o câncer de próstata resistente à castração. Homens com este quadro podem ter doença metastática ou não-metastática.

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Brasília

 

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22 out by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Plástica reparadora em caso de câncer poderá ser feita nas duas mamas

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As mulheres já têm o direito legal à plástica no seio quando há mutilação total ou parcial decorrente de tratamento de câncer. Um projeto (PLC 5/2016) que será analisado na Comissão de Assuntos Sociais na terça-feira (25), em reunião marcada para as 9h30, prevê a cirurgia reparadora nas duas mamas mesmo que o tumor esteja restrito apenas a uma, para garantir a simetria entre os seios.

Outra proposta a ser analisada na reunião é a que permite que as empresas deduzam como despesa operacional, no cálculo do Imposto de Renda, os gastos com a formação profissional de seus empregados, em cursos de nível médio e superior. Ao defender a aprovação do PLC 68/2011, a senadora Regina Sousa (PT-PI) afirmou que a proposta combina os interesses dos empresários com os dos trabalhadores.

13 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

OMS: investir em tratamento para depressão gera retorno quatro vezes maior

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Cada US$ 1 investido no tratamento para depressão e ansiedade gera um retorno de US$ 4 por meio de melhorias na saúde e na capacidade de trabalho do paciente, de acordo com estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A publicação estima, pela primeira vez, benefícios financeiros e na área de saúde associados a investimentos no tratamento das duas formas mais comuns de doença mental em todo o mundo.

De acordo com a OMS, o estudo publicado hoje (13) no periódico The Lancet Psychiatry oferece um forte argumento para mais investimentos nos serviços de saúde mental em países com todos os tipos de renda. “Sabemos que o tratamento para depressão e ansiedade é bom para a saúde e o bem-estar do paciente. Essa publicação confirma que ele também faz sentido do ponto de vista econômico”, disse a diretora-geral da entidade, Margaret Chan.

Dados da organização indicam que o quadro de doença mental tem se agravado globalmente. Entre 1990 e 2013, o número de pessoas com depressão e/ou ansiedade aumentou em quase 50%, passando de 416 milhões para 615 milhões. Isso significa que cerca de 10% da população global são afetados pelo problema e que as desordens mentais respondem por 30% das doenças não fatais registradas no mundo.

A pesquisa calculou os gastos com tratamento e os resultados em saúde de 36 países de baixa, média e alta renda. Os custos estimados para ampliar o tratamento, principalmente o aconselhamento psicossocial e a medicação antidepressiva, totalizaram US$ 147 milhões. O retorno, entretanto, supera de longe a cifra:  uma melhora de 5% na participação da força de trabalho, o que torna a produtividade avaliada em US$ 399 bilhões. A melhora na saúde do paciente acrescenta mais US$ 310 bilhões à economia.

Apesar disso, o estudo alerta que o investimento atual em serviços de saúde mental permanece bem abaixo do necessário. De acordo com o Atlas da Saúde Mental 2014, os governos gastam, em média, 3% de seu orçamento em saúde com a área de saúde mental – variando de menos de 1% em países de baixa renda a 5% em países de alta renda.

Emergências humanitárias e conflitos em curso, segundo a pesquisa, aumentam ainda mais a necessidade de ampliar as opções de tratamento em saúde mental. A OMS estima que, em meio a essas situações, o cenário possa chegar a uma em cada cinco pessoas afetadas por depressão e ansiedade. “Precisamos encontrar meios de garantir que o acesso a esses serviços se tornem uma realidade para todos os homens, mulheres e crianças, onde quer que estejam”, acrescentou a diretora-geral da organização.

 

 

Fonte: Agência Brasil

7 maio by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Laserterapia: um tratamento pioneiro para pacientes com câncer no RN

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Os pacientes com câncer sofrem alterações na boca em decorrência da quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea, que são as formas de tratamento aos quais se submetem. O laser de baixa potência tem sido utilizado em diversos centros de referência mundiais para o controle da mucosite, com o objetivo de prevenir e tratar as complicações agudas decorrentes do tratamento do câncer. Esse serviço pioneiro vem sendo oferecido aos pacientes da Casa Durval Paiva, tanto no hospital, como no ambulatório, conferindo a centenas de crianças e adolescentes uma minimização das alterações bucais e uma melhor qualidade vida.

Em resposta ao tratamento com o laser, é possível constatar uma melhora considerável dos pacientes oncológicos, possibilitando aos mesmos alimentarem-se de forma adequada, proporcionando assim pronto restabelecimento pós-quimioterapia. Em 11 anos, 2.420 crianças e adolescentes já foram beneficiados com o serviço pioneiro no Estado e no país. A cada mês são realizados, em média, 101 atendimentos em torno de 20 pacientes.

O laser de baixa potência ou laser terapêutico possui efeito anti-inflamatório, analgésico e bioestimulante, como explica a Dra. Simone Norat, dentista da Casa: “Vários estudos têm mostrado bons resultados com a laserterapia que pode ser usada isoladamente ou associada a tratamento medicamentoso, proporcionando alívio da dor, maior conforto ao paciente, controle da inflamação, manutenção da integridade da mucosa e melhor cicatrização. Pode ser aplicado como prevenção em toda a cavidade oral ou pontual nas áreas acometidas pela mucosite.”, destaca.

A mucosite oral, efeito colateral mais comum do tratamento do câncer, constitui uma inflamação severa da mucosa, lembrando grandes aftas com sangramento, dor e inchaço. Acomete 40% dos pacientes submetidos a quimioterapia e de 80% a 100% dos pacientes que sofrem radioterapia direcionada a cavidade oral quando esta é associada a quimioterapia. As consequências dessa patologia são: dor intensa, dificuldade na deglutição e alimentação, perda ou diminuição do paladar, dificuldade da higiene oral e comunicação.

Dra. Simone Norat destaca a importância do tratamento com o laser em benefício os pacientes assistidos “Essas alterações decorrentes da mucosite aumentam o tempo de internação do paciente, com isso, o tratamento fica mais caro, aumenta o risco de mortalidade e pode atrasar o protocolo de tratamento médico. A aplicação do laser minimiza não só os efeitos da mucosite, como também torna todo o processo de cura menos complexo.” ressalta.

Um exemplo dos resultados do atendimento como o laser é relatado por Josefa E. dos Santos, mãe de Deyverson Luiz, que há 3 anos faz tratamento contra um retinoblastoma, tumor maligno que se desenvolve na retina. “Sempre após a quimioterapia apareciam as aftas, ele não comia, não queria beber nem água e logo na primeira aplicação com o laser, no outro dia, ele já podia comer normalmente. O laser é muito importante para a saúde de meu filho, se não fosse por ele o tratamento seria muito mais doloroso e demorado.”, afirma.

A partir dos resultados satisfatórios obtidos pela Casa Durval Paiva, o serviço de oncologia do Hospital de Mossoró e o serviço odontológico da Liga Norteriograndense para adultos também passaram a trabalhar com o laser.

 
Fonte: Assessoria de Comunicação da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva / Fotos: cedidas pela CDP

23 abr by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Cuba vai fornecer vacinas contra o câncer para os Estados Unidos

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Cuba vai fornecer vacinas terapêuticas contra o câncer para os Estados Unidos, com a assinatura de vários acordos com organismos norte-americanos na área da saúde, noticiou ontem (22) o diário oficial cubano Granma.

Os acordos foram anunciados durante a visita à ilha do governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que ocorreu segunda-feira (20) e terça-feira (21). Uma das organizações norte-americanas envolvidas foi o Instituto Roswell Park contra o Câncer de Nova Iorque, que assinou um acordo com o Centro de Imunologia Molecular de Cuba.

As vacinas terapêuticas contra o câncer atuam no área da imunoterapia, método terapêutico que consiste em estimular as defesas naturais (sistema imunológico) das pessoas com câncer para que possam combater de forma mais eficaz a doença e eventuais metástases. A vacina é o segundo medicamento cubano a entrar nos Estados Unidos, dois anos depois da entrada de um remédio indicado para o tratamento do diabetes.

Outro acordo assinado prevê o fornecimento de aplicações informáticas norte-americanas para uma empresa farmacêutica cubana, que não foi identificada. O protocolo com a empresa tecnológica norte-americana Infor também envolve intercâmbios “com uma universidade cubana para ações de formação com estudantes” na área das novas tecnologias.

Acompanhado por uma delegação de empresários, Andrew Cuomo foi o primeiro governador norte-americano a visitar o território cubano depois do anúncio, em 17 de dezembro de 2014, da aproximação histórica entre Washington e Havana, que não têm relações diplomáticas oficiais há mais de meio século.

 

Fonte: Agência Lusa / Agência Brasil

6 mar by João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Justiça determina bloqueio de R$ 800 mil para garantir tratamento de doença rara

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O juiz Luiz Alberto Dantas Filho (FOTO), da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal, determinou o bloqueio do valor total de R$ 811.679,58, destinados à aquisição do medicamento ECULIZUMAB – SOLIRIS, para ser utilizado no tratamento de uma paciente que sofre de uma doença rara (anemia aguda crônica) durante o período de seis meses, a contar de abril de 2015, com base no laudo médico emitido pelo hematologista que a acompanha.

Nos autos processuais, a autora informou que é portadora da patologia rara denominada “hemoglobinúria paroxística noturna”, com diagnóstica em 2004 e antecedente de embolia pulmonar em 2005. Ela afirmou também que, como se trata de um medicamento de uso renovado, o magistrado já havia imposto que a paciente apresentasse anualmente prescrição médica, para fins de comprovação de eventual descumprimento da decisão.

Segundo a paciente, a interrupção do tratamento pode ocasionar sérias complicações a sua saúde, retornando com maior intensidade todos os sintomas e dores que antes ela vinha sofrendo, com considerável piora no quadro clínico, havendo inclusive risco de morte para pacientes na situação que a da autora.

O magistrado salientou em sua decisão que, antes de decidir, intimou o Estado, por sua Procuradoria Geral, e o secretário de Estado da Saúde Pública, para que no prazo de cinco dias se manifestassem sobre o conteúdo do pedido e dos documentos anexados, providenciando o fornecimento voluntário da medicação, sob pena do bloqueio reivindicado, porém o prazo transcorreu sem manifestação alguma dos interessados.

Assim, o magistrado deferiu o pedido de bloqueio. Após isto, está autorizada a transferência da importância retida para a conta bancária da autora, fixando o prazo de 15 dias, contado da data da transferência do valor, para que a paciente comprove nos autos a aplicação do valor na compra da medicação.

 

Fonte: Portal do TJRN

4 fev by João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Diagnóstico precoce é fundamental para a cura do câncer

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Rosa e Luana, mãe e filha, hoje se encontram na fase de manutenção do tratamento (Foto: Arquivo Casa Durval Paiva)

Fevereiro, mês de festa e também de ficar alerta no combate ao câncer. Dia 04 de Fevereiro é o Dia Mundial Contra o Câncer. A data foi criada pela União Internacional Contra o Câncer (UICC) com a intenção de chamar a atenção globalmente para a doença e desmitificar conceitos e o dia 15 de Fevereiro é referendado o Dia Internacional de luta contra o câncer na Infância. O evento foi criado pela Childhood Cancer International, que representa 177 organizações de pais em 90 países e tem como objetivo preparar melhor a sociedade para reconhecer os sinais do câncer precocemente, aumentando as chances de cura para milhares de crianças em todo o mundo.

Em Natal, a Casa Durval Paiva apoia as iniciativas e promove desde 2002 a Campanha do Diagnóstico Precoce, divulgando o câncer infantojuvenil. Durante todo o ano, a Caravana percorre o Rio Grande do Norte, realizando visitas às escolas com apresentação de peças teatrais de mamulengos; distribuindo panfletos e cartazes informativos nos comércios, veiculando os principais sinais e sintomas da doença nos meios de comunicação e também capacitando os profissionais de saúde.

Na luta contra o câncer o tempo para o diagnóstico precoce pode ser o melhor aliado como relata Rosa Maria Silva, Mãe de Luana de 16 anos, assistida pela instituição desde 2013. “Quando eu descobri que a minha filha tinha câncer foi um grande choque para toda a nossa família. No início, o pescoço dela apresentou um nódulo que nem ela havia percebido. Eu notei algo diferente quando fui passar protetor solar em seu pescoço. Já havia lido a respeito da importância do diagnóstico precoce nos encartes da Casa e sacolas do Supermercado Nordestão. Isso me serviu de alerta e logo procurei um pediatra, dando início a uma série de exames até chegar a cirurgia e ser diagnosticado um Linfoma de Hodkin”, lembra Rosa.

Poucos meses depois a mãe de Luana foi diagnosticada com um câncer na mama e ambas passaram a correr contra o tempo na luta pela vida. Hoje elas se encontram na fase de manutenção do tratamento e ratificam que o Diagnóstico Precoce foi o responsável pelo êxito na busca da cura.

“Passamos por todo o tratamento necessário e hoje levamos uma vida normal. Só quero agradecer a Deus, a Casa e aos parceiros que sempre nos tratam com amor e estão nessa missão de alertar toda a população de que quanto mais cedo descobrir o câncer melhor!”, destaca a mãe.

Rilder Campos, presidente da Casa e da Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer – CONIACC ressalta que a instituição está receptiva a pessoas físicas e jurídicas que queiram abraçar a causa e ajudar a salvar centenas de crianças e adolescentes potiguares. “Queremos aumentar nossa rede de parceiros visando a conscientização quanto aos principais sinais e sintomas da doença que, quando identificados precocemente, podem ajudar a salvar muitas vidas. Já divulgamos a campanha em parceria com a COSERN nas contas de luz, nos botijões de água da Santa Maria e nas sacolas de compras do Nordestão, RedeMais e Miranda Computação, também temos o apoio dos principais veículos de comunicação do Estado. Graças a essas empresas que fazem responsabilidade social a informação e as possibilidades de cura sem sequelas têm chegado a centenas de lares. Temos inclusive recebido pacientes de outros estados como: Paraíba, Alagoas, Ceará e do Piauí. Todo e qualquer apoio é bem-vindo.”, comenta.

Quem quiser ajudar na divulgação da Campanha do Diagnóstico Precoce pode entrar em contato com a Casa Durval Paiva através do telefone 4006-1600. Saiba mais sobre os principais sintomas do câncer infantojuvenil no endereço: http://ow.ly/GP2dc

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Casa Durval Paiva / Foto: Cedida – Arquivo Casa Durval Paiva

22 mar by Henrique Goes Tags:, , , ,

FALTA DE ÁGUA TRATADA MATA UMA CRIANÇA A CADA 15 SEGUNDOS NO MUNDO

A situação mundial ainda é crítica quando se fala em oferta de água potável para consumo. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cada 15 segundos, morre uma criança por ocasião de doenças provocadas por falta de água própria para o consumo humano. Anualmente, o número de pessoas que não resistem ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene chega a 3,5 milhões, alertam representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água.

O despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras
Imagem de internet

Segundo dados expressos no Relatório sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, documento que a ONU-Água divulga a cada três anos, os pesquisadores enfatizam que cerca de 10% das doenças registradas ao redor do mundo poderiam ser evitadas caso os governos investissem mais em acesso à água, medidas de higiene e saneamento básico.

Uma das maiores vilãs neste contexto são as doenças diarreicas – que matam 1,5 milhão de pessoas anualmente, especialmente, decorrente da ingestão de água contaminada -, que poderiam ser praticamente eliminadas se houvesse esse esforço, principalmente nos países em desenvolvimento, segundo o levantamento.

Dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que no Brasil, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável e os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço  nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

O levantamento mostrou que a política em “grande parte das maiores cidades do país avança, mesmo lentamente, nos serviços de saneamento básico, sobretudo no acesso à água potável, à coleta, ao tratamento dos esgotos e à redução das perdas de água”. Os pesquisadores destacaram, porém,  que existe um número expressivo de municípios de grande porte que não avançaram nesses investimentos.

ESGOTO SEM TRATAMENTO JOGADO NAS ÁGUAS

De acordo com os pesquisadores, do volume de esgoto gerado nas 100 cidades, somente 36,28% são tratados, ou seja, apenas nas cidades analisadas, quase 8 bilhões de litros de esgoto são lançados todos os dias nas águas sem nenhum tratamento. “Isso equivale a jogar 3.200 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.

Os órgãos das Nações Unidas apontam que, no mundo, o despejo de 90% das águas residuais em países em desenvolvimento – em banhos, cozinha ou limpeza doméstica – vão para rios, lagos e zonas costeiras e representam ameaça real à saúde e segurança alimentar no mundo.

Pelo ranking da Trata Brasil, o índice médio em população atendida com coleta de esgoto nas 100 cidades pesquisadas pela organização foi 59,1%. A média do país, registrada em 2010, era 46,2%. A boa notícia é que 34 cidades apresentaram índice de coleta de esgoto superior a 80% da população e apenas cinco municípios (Belo Horizonte, Santos, Jundiaí, Piracicaba e Franca) tinham 100% da coleta de esgoto em funcionamento.

Trinta e dois municípios se encontram na faixa de sem coleta a 40% de coleta e 34 cidades têm entre 41% e 80% da cobertura de coleta de esgoto. “Ou seja, na maioria dos municípios analisados ainda está distante a universalização dos serviços de coleta de esgoto”, destaca o estudo.

A análise da organização não governamental destacou que vários fatores influenciam na ocorrência das diarreias, como a disponibilidade de água potável, intoxicação alimentar, higiene inadequada e limpeza de caixas d’água. O estudo mostrou a relação direta entre a abrangência do serviço de esgotamento sanitário e o número de internações por diarreia. De acordo com o levantamento, em 2010, em 60 das 100 cidades pesquisadas os baixos índices de atendimento resultaram em altas taxas de internação por diarreias.

Nas 20 melhores cidades em taxa de internação (média de 17,9 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era 78%, enquanto nas dez piores cidades em internações por diarreia (média de 516 casos por 100 mil habitantes), a média da população atendida por coleta de esgotos era somente 29%.

 

Com informações da Agência Brasil

18 mar by Henrique Goes Tags:, , ,

PELO MENOS, 5,8 MILHÕES DE PESSOAS APRESENTAM QUADRO DE ALCOOLISMO NO BRASIL

O alcoolismo, de fato, se apresenta como um problema de saúde pública. E, de acordo com a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o consumo abusivo de álcool, síndrome de abstinência e manutenção do uso, mesmo com problemas físicos e sociais relacionados, constituem o tripé que caracteriza a dependência em bebida. O problema atinge 5,8 milhões de pessoas no Brasil.

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O Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, de 2005, aponta que o tratamento dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.

“Ele precisa preencher os três critérios. Um só não basta para se considerar dependente”, esclarece a psiquiatra acerca das variáveis necessárias para uma diagnóstico de alcoolismo. A profissional de saúde explica que o consumo contínuo e abusivo leva a uma tolerância cada vez maior do usuário à bebida. “O corpo acostuma-se com o [álcool]. Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no começo com uma lata de cerveja, precisará tomar cinco”. A falta do álcool provoca uma série de sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e, em alguns pacientes, até mesmo convulsão. Esse é o quadro da síndrome de abstinência.

A terceira variável para caracterizar a dependência alcoólica está ligado aos problemas de relacionamento e de saúde provocados pelo consumo abusivo. “O indivíduo tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas, mesmo assim, bebe de novo”. Ana Cecília sublinha que, além da questão profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente, como problemas familiares, afetivos, econômicos, entre outros.

FASES DO TRATAMENTO

Quanto às outras drogas, a psiquiatra informou que o tratamento da dependência de álcool se diferencia principalmente na primeira fase, que dura em média dois meses. “Cada substância tem uma forma de atuar no cérebro, portanto, vai exigir, principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos farmacológicos para que a gente consiga promover a estabilização do paciente”, explica.

De acordo com a médica, o álcool se enquadra na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes. Há também as drogas estimulantes, como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e as perturbadoras do sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.

“Na segunda e terceira fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que é quando você vai se aprofundar no diagnóstico e preparar o individuo para não ter recaída”, acrescenta.

A segunda fase do tratamento, a chamada estabilização, quando se trabalha a prevenção da recaída, dura, em média, de oito a dez meses. Nessa etapa, são percebidas e tratadas as doenças correlatas adquiridas pelo consumo do álcool e, então, o paciente é preparado para readquirir o controle sobre droga. “A dependência é a doença da perda do controle sobre o consumo de determinada substância. [É feito um trabalho] para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a autonomia. Não é mais a droga que manda nele”.

A psiquiatra destaca que, nesse processo, a recaída é entendida como algo normal e que não invalida o tratamento. “Ele pode ter uma recaída e não é que o tratamento não esteja no caminho certo ou que ele não queira se tratar. Faz parte da doença, é um episódio de agudização dessa doença crônica que é a dependência do álcool. Faz parte recair”, esclarece.

Na terceira etapa, que dura cerca de seis meses, ocorre o “desmame da tutela do tratamento”. “Ele está manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avaliações com menos frequência”. Por fim, o paciente passa a ir ao médico com maiores intervalos entre as consultas. “Ele segue em tratamento como qualquer indivíduo que tem doença crônica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo médico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doenças crônicas, a gente não dá alta”.

ALCOOLISMO: UM MAL ENTRE HOMENS

Levantamento feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do álcool prevalece entre os homens em todas as faixas etárias. Mais de 80% deles declararam fazer uso de álcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.

No que diz respeito à dependência, eles também estão na frente. O índice de dependentes do sexo masculino (19,5%) é quase três vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa etária de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores índices, com 27,4% de dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.

 

Com informações da Agência Brasil

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