Yoga: caminho de autoconhecimento e equilíbrio

10 mar by Henrique Goes

Yoga: caminho de autoconhecimento e equilíbrio

Qualidade de vida através do equilíbrio físico, mental e espiritual. Um dos caminhos para isso é o Yoga, prática milenar que busca levar ao autoconhecimento e melhor administração do relacionamento com o ambiente externo.

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Kliger Rocha fala sobre a origem e os benefícios do Yoga
Foto: Carlos Henrique Goes

O professor de Yoga Kliger Rocha, que é Doutor em Psicobiologia,afasta aquela estigma de que somente pessoas com flexibilidade e dotadas de habilidades físicas poderão alcançar resultados.  Ele garante que todos nós podemos chegar a um estágio de contemplação interior desde que sejamos disciplinados em nossa prática diária. E quanto ao domínio do corpo, isso pode vir com o tempo.

Na falta de possibilidade de realizar alguns exercício sozinhos, existem objetos que podem facilitar os movimentos. Kliger lembra que a utilização de bolas e kuruntha (cordas afixadas na parede e que servem para o que é chamado de Yoga das Marionetes) têm sido importantes no momento postural. “Existem posturas que são complicadas para algumas pessoas. Mas nem por isso é vai deixar de fazê-los, exceto se trouxer desconforto. Mas numa situação normal, ela pode fazer o exercício com auxílio de bolas e da kuruntha”, tranquiliza ele.

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Kuruntha e bola são importantes na promoção do conforto durante o Yoga
Foto: Carlos Henrique Goes

Acerca dos públicos atendidos, o professor fala do quão democrático o Yoga é. Ele conta da experiência com idosos e também da importância de trabalhar nas crianças a disponibilidade para se perceberem no mundo. “As crianças, atualmente, são cheias de atividades. Isso, acaba treinando elas a serem adultos ansiosos”, pontua.

Através de exercícios de respiração, meditação e trabalho postural, o indivíduo vai conseguindo se familiarizar com o mundo iogue e fazer deste novo universo algo orgânico em seu cotidiano. Kliger salienta que no Yoga, as limitações de cada um são respeitadas. “O conforto e a estabilidade durante a prática são fundamentais. Se falta algum desses elementos e você sente algum tipo de desconforto, há algo de errado”, assinala ele.

Outro ponto esclarecido por Rocha foi acerca da meditação. Diferente do que muitas pessoas acreditam, a meditação não consiste em esvaziar a mente – daí o temor de algumas pessoas em não lograr êxito neste exercício -, e, sim, em estabelecer um foco no qual o indivíduo vai se concentrar. “Nós podemos estabelecer uma âncora mental. A nossa respiração, por exemplo, pode ser um desses focos. A gente pode se concentrar na temperatura do ar que entra e sai pelas narinas”, esclareceu Kliger.

 

 

ByHenrique Goes

Jornalista e radialista, potiguar, com experiências profissionais na FM Universitária da UFRN, O Jornal de Hoje, Tribuna do Norte e Rádio Assembleia.

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